EUA proíbem robôs humanoides chineses e ampliam disputa tecnológica com Pequim

ONP 요약
The U.S. Federal Communications Commission has prohibited the import of new Chinese humanoid robots and power inverters, citing cybersecurity and supply‑chain risks. China has condemned the move as protectionist and warned it would retaliate if the ban remains in place.
중도 성향:Moderate framing — Moderate outlets emphasize the U.S. need to safeguard AI buildout and national security, presenting the ban as a necessary step.
Robôs humanoides ganham espaço na indústria, como fábricas de automóvel e centros de armazenamento
VCG/IMAGO
Os Estados Unidos anunciaram a proibição da importação de robôs humanoides e quadrúpedes fabricados no exterior, medida que deve, na prática, excluir fabricantes chineses do mercado americano e aumentar as tensões entre Washington e Pequim.
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A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira (28/07) que dispositivos robóticos avançados produzidos fora do país representam riscos à segurança nacional e à cibersegurança.
A decisão se baseia nas conclusões de uma força-tarefa da Casa Branca, segundo a qual robôs fabricados no exterior podem criar ameaças cibernéticas à infraestrutura crítica do país e comprometer a segurança da população.
A FCC define os robôs abrangidos pela restrição como dispositivos móveis com peso superior a dois quilos que utilizam sensores, conectividade de rede e software para navegar de forma autônoma, incluindo a capacidade de evitar obstáculos.
Agora no g1
China lidera mercado de robôs humanoides
O mercado de robôs humanoides e quadrúpedes, conhecidos popularmente como "cães-robôs”, é considerado uma das principais áreas globais de crescimento tecnológico. Empresas americanas e chinesas disputam a liderança no desenvolvimento desses equipamentos.
A China, porém, ocupa posição dominante. Analistas do Barclays estimam que fabricantes chineses respondam por cerca de 85% do mercado global de robôs humanoides. Especialistas do Morgan Stanley projetam que o mercado chinês do setor poderá alcançar 15 bilhões de dólares (R$ 76,9 bilhões) até 2030.
"Os fabricantes chineses aumentaram a produção e reduziram custos mais rapidamente do que a maioria dos concorrentes estrangeiros”, afirmou Kangyuxiao Li, analista da Morningstar, à agência AP.
Nos Estados Unidos, empresas como a Figure AI já utilizam robôs humanoides em linhas de produção. A Tesla pretende iniciar neste ano a fabricação de seu robô Optimus.
Apesar disso, as exportações americanas ainda são limitadas. Segundo a consultoria Omdia, as empresas chinesas Unitree e AGIBOT venderam ao todo 10 mil robôs humanoides para o exterior em 2025, enquanto as exportações dos EUA permanecem na casa das centenas de unidades.
O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a medida também busca proteger as cadeias de suprimento consideradas estratégicas para o país.
Para Li, entretanto, as restrições não devem desacelerar de forma significativa o avanço da China no segmento. Segundo o analista, o tamanho da base industrial chinesa e as oportunidades em outros mercados de exportação tendem a compensar os efeitos da decisão americana.
Possíveis impactos diplomáticos
Além das consequências para a indústria, a proibição pode ter repercussões diplomáticas antes do encontro previsto entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em setembro.
Washington já proibiu a entrada de drones fabricados na China e avalia impor restrições a modelos chineses de inteligência artificial de código aberto, citando preocupações com espionagem, vigilância e coleta de dados.
Recentemente, o Pentágono incluiu a Unitree e outras grandes empresas chinesas de tecnologia em uma lista de companhias que, segundo o governo americano, mantêm vínculos com as Forças Armadas chinesas. Pequim rejeitou a acusação.
Robôs quadrúpedes tipo também serão afetados pelas novas restrições anunciadas pelos EUA.
Tony Gutierrez/AP Photo/picture alliance
"É uma sequência constante de potenciais focos de tensão às vésperas da cúpula entre Trump e Xi”, afirmou Samm Sacks, pesquisadora sênior do centro de estudos New America, especializado em políticas de tecnologia da China.
Atualmente, a maior parte dos robôs humanoides é utilizada em ambientes industriais controlados, como fábricas de automóveis e centros de armazenamento. Robôs industriais estacionários permanecerão isentos da proibição. Dependendo da interpretação da norma, contudo, a definição adotada pela FCC também poderá abranger até aspiradores robóticos mais avançados.
Restrições também atingem inversores de energia
A FCC também incluiu inversores de energia fabricados no exterior na lista de equipamentos sujeitos a restrições. Esses dispositivos convertem a corrente contínua gerada por painéis solares em corrente alternada compatível com a rede elétrica.
A agência argumenta que equipamentos conectados à internet podem ser desativados remotamente ou utilizados para coleta de dados, representando riscos de segurança semelhantes aos atribuídos aos robôs.
Assim como ocorre no setor de robótica avançada, a medida deve afetar principalmente fabricantes chineses, que hoje dominam o mercado global de inversores para sistemas de energia solar. ...
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