Dono de páginas de fofocas é preso suspeito de inventar histórias de moradores e cobrar para apagar posts

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Administrador de páginas de fofocas é preso suspeito de extorsão
Um jovem é suspeito de criar páginas de fofocas nas redes sociais, inventar histórias sobre moradores de Uruaçu, na região norte de Goiás, e cobrar para apagar as publicações, segundo a Polícia Civil. Lucas José dos Santos, de 23 anos, foi preso em Piracicaba (SP).
A defesa do suspeito não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Ele é investigado pelos crimes de extorsão e difamação.
De acordo com a Polícia Civil, Lucas publicava falsas acusações envolvendo supostas traições, infidelidades, prostituição e outras situações ofensivas à honra dos moradores. Em seguida, exigia pagamento para remover as postagens ou impedir novas publicações, criando um ambiente de medo e constrangimento na cidade.
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Após o início da investigação, a Polícia Civil identificou o suspeit. De acordo com a corporação, Lucas aparece em outros 22 registros policiais por casos semelhantes nos estados do Maranhão, Tocantins, Rio Grande do Norte, Piauí, Goiás e Mato Grosso.
Dono de páginas de fofocas é preso suspeito de inventar histórias de moradores e cobrar para apagar posts
Divulgação/Polícia Civil
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Em entrevista à TV Anhanguera, uma das mulheres que afirma ter sido difamada relatou como o suspeito agia.
“Me marcou e disse que eu tinha um relacionamento extraconjugal com um rapaz e que era tudo muito interesse financeiro. Mandou pro meu pai, mandou pra minha mãe, pro meu irmão... Eu peguei e mandei uma mensagem pra ele. Falei assim: 'Você pode apagar, por gentileza?'. Aí ele pegou e falou pra mim assim: 'Tudo tem seu preço', contou.
Conforme apurado pela TV Anhanguera, Lucas não conhecia as vítimas e cobrava R$ 70 para apagar as publicações difamatórias. Ele morava a quase mil quilômetros de distância de Uruaçu e escolhia os alvos de forma aleatória nas redes sociais.
O delegado Sandro Leal explicou que as investigações identificaram um padrão de atuação do suspeito.
“Foi possível estabelecer que o modo de agir era sempre igual: criação de páginas de fofoca em cidades, aliciamento de pessoas, muitas vezes com perfil aberto, passando a adicionar pessoas aleatórias daquela comunidade, publicação de mensagens ofensivas e caixinhas de perguntas para gerar interação, sempre questionando a fidelidade, a honradez e a vida íntima das pessoas”, contou à TV Anhanguera.
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