Primeiro-ministro do Reino Unido deve renunciar na segunda (22), diz jornal britânico

AI Summary
UK Prime Minister Keir Starmer is expected to announce his resignation on Monday after determining his position is no longer sustainable, following mounting pressure within the Labour Party intensified by rival Andy Burnham's parliamentary victory. Government sources issue contradictory statements about Starmer's continued commitment to his role, creating uncertainty around the timing of any announcement. The pressure on his leadership has built over months but sharpened dramatically following the by-election outcome.
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Entenda a crise enfrentada pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciará ao cargo na segunda-feira (22) e apresentará um cronograma para sua saída, informou o jornal The Observer neste sábado (20).
Segundo o jornal, Starmer chegou à conclusão de que sua posição não é mais sustentável após conversar com ministros do gabinete, assessores, doadores e líderes sindicais, e está discutindo o assunto com sua esposa em sua residência de campo em Chequers antes de tomar uma decisão final.
Um membro da Câmara dos Lordes pelo Partido Trabalhista, próximo ao primeiro-ministro, afirmou ao Observer que Starmer não criará um vácuo de poder abandonando o cargo. De acordo com ele, será "uma saída lenta e deliberada, por uma questão de dever e dignidade".
"Acho que ele entende a realidade. Impedir o 'caos' (como ele bem disse) não é mais possível permanecendo no cargo, então só resta uma opção. Acho que ele chegou à conclusão de que essa é a opção correta para servir ao país e ao partido", declarou o político, de forma anônima.
Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, no Parlamento britânico para discurso do rei Charles III em 13 de maio de 2026.
REUTERS/Toby Melville/Pool
Outra figura importante do Partido Trabalhista disse que o primeiro-ministro agora parece "resignado" a renunciar.
"Ele se deparou com a dura realidade de que não há apoio. A verdade é que todos sabem que essa proposta não é mais sustentável. Há tristeza em tudo isso, é claro, mas às vezes há inevitabilidade na política e, como disse Boris Johnson, 'Quando a manada se move, ela se move'", disse a fonte ao jornal.
De acordo com um ministro do gabinete de Starmer, que falou de forma anônima, o premiê britânico está "lidando com as coisas com calma" após uma série de conversas muito pessoais com seus aliados mais próximos nos últimos dias.
"Ele só quer fazer o que é certo para o país e, tendo conversado com as pessoas que queria, agora está passando um tempo de qualidade com seu conselheiro mais importante – Vic", contou, referindo-se à esposa de Starmer, Victoria.
No dia 18 de maio, Starmer afirmou que seu tempo como líder do país não havia acabado e que não abandonaria o cargo.
"Não vou desistir", disse Starmer.
Questionado se seu mandato como primeiro-ministro havia terminado, Starmer, respondeu que não. "Precisamos mostrar que podemos reverter a situação", comentou o político.
Starmer enfrenta uma grave crise em seu governo, o que também incluiu pedidos de membros de seu partido pela renúncia. No dia 12 de maio, quatro ministros pediram demissão do cargo, e quase 80 parlamentares pediram, em carta, que o premiê renunciasse.
A crise piorou ainda mais essa semana, depois que Andy Burnham, o principal rival trabalhista de Starmer, conquistou uma cadeira no Parlamento britânico na quinta‑feira (19), abrindo caminho para um desafio à liderança do pressionado primeiro-ministro .
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