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Haddad critica PEC que reduz orçamento de universidades em SP e quer repasse fixado pela receita tributária

G1 (Globo)
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Haddad critica PEC que reduz orçamento de universidades em SP e quer repasse fixado pela receita tributária

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Fernando Haddad critica PEC que reduz orçamento de universidades em SP
O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou na noite desta quinta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) estadual que reduz o orçamento de universidades e da Educação no estado de São Paulo, permitindo que parte do valor seja destinada para a Saúde.
A fala se deu durante uma aula magna realizada na Unicamp, que ficou marcada por confusão e briga entre pessoas que participavam do evento e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).
Já a PEC, de autoria do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi aprovada em novembro de 2024 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A medida reduziu a obrigatoriedade de investimento do Estado na Educação, de 30% para 25% da receita.
"Nós vamos ter de pautar [a educação, durante a campanha] por uma série de razões: primeiro, a insegurança sobre o financiamento das universidades estaduais. Há uma insegurança, como houve uma PEC tirando o dinheiro da Educação, que era de 30% e passou para 25%", disse Haddad.
Na sequência, o pré-candidato apontou insegurança quanto ao decreto que garante um repasse mínimo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) à Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
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Haddad durante aula magna nesta quinta na Unicamp
Gabriel Pitor/g1
"É natural que os reitores, os sindicatos, estejam preocupados com o que vai ser de um decreto (...) É um decreto que pode ser inteiramente revogado sem ouvir a assembleia, inclusive", ponderou.
Por fim, o ex-ministro da Fazenda e da Educação propôs que o repasse para as universidades estaduais seja feito com base na receita tributária líquida — que, além do ICMS, engloba o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e outras taxas.
"A proposta que nós fizemos em 2022 foi de vincular à receita tributária líquida é exatamente a proposta que os sindicatos estão fazendo hoje (...) Isso vai estar reiterado na nossa plataforma de 2026", finalizou.
'Milicialização'
Pré-candidato a governador pelo PT participou de aula magna nesta quinta, na Unicamp
Gabriel Pitor/g1
Ainda durante o evento desta quinta, Haddad afirmou que está ocorrendo a "milicialização" da segurança pública porque o Estado não tem "dado conta" de garantir a segurança da população.
"Está começando a crescer, inclusive no interior paulista, empresas de segurança que fazem o papel da polícia, inclusive [criadas] por ex-policiais. É o começo de milícia que está acontecendo no Estado de São Paulo (...) Esse é o caminho do caos", declarou.
Na sequência, o petista disparou que o campo progressista precisa "ensinar a direita a fazer segurança pública".
"Nós não podemos mais cruzar os braços, dizer que é difícil e falar: 'não, esse é um tema que não é nosso'. Por que não é nosso? É nosso. Todos os temas são nossos. Se as pessoas entendem que segurança pública está no topo das prioridades delas, os progressistas têm de dizer 'eu vou ensinar como é que faz'", declarou.
Confusão
Aula de Haddad na Unicamp tem confusão e briga; VÍDEO
A aula magna na Unicamp foi marcada por uma confusão e briga entre pessoas que participavam do evento e integrantes do MBL.
Os manifestantes foram retirados do local, mas houve trocas de socos em alguns momentos - assista acima.
O evento que tinha como tema os desafios econômicos do Brasil teve início por volta das 19h, no Teatro de Arena, e foi interrompido pela fala de pelo menos dois integrantes do MBL.
De acordo com a segurança do evento, os homens foram retirados do campus e não há informações sobre feridos no confronto.
Fernando Haddad chegou a dizer ao público presente, em sua maioria apoiadores que lotaram o Teatro de Arena, que não havia entendido o que foi dito.
O g1 conversou com um dos integrantes do MBL que afirmou que a ação na Unicamp foi para combater uma campanha antecipada, e afirmou ter sido agredido por pessoas que estavam no evento.
Aula magna desta quinta na Unicamp contou com a participação de Fernando Haddad
Gabriel Pitor/g1
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