오픈뉴스백과
세계의 오늘한국의 오늘라이브둘러보기뉴스ONP 브리핑
뉴스로 배우기커뮤니티회사학술과학정부용어사전피드 제보내 편향
...

오픈뉴스백과

집단지성 기반 뉴스 검증 플랫폼. 다양한 시각으로 뉴스를 이해합니다.

서비스

세계의 오늘한국의 오늘라이브뉴스정부과학학술용어사전소개

법적 고지

개인정보처리방침이용약관콘텐츠 이용 안내

문의

문의하기

본 플랫폼에서 제공하는 뉴스 콘텐츠의 저작권은 각 언론사에 있으며, 무단 복제 및 배포를 금지합니다.

RSS 피드를 통해 수집된 콘텐츠는 각 원저작자의 라이선스 조건을 따릅니다. 오픈 라이선스(CC-BY 등) 콘텐츠는 해당 라이선스에 따라 출처를 표기합니다.

오픈뉴스백과는 뉴스 집계 및 검증 플랫폼으로, 개별 기사의 내용에 대한 책임은 해당 언론사에 있습니다.

이용자가 작성한 피드백, 팩트체크, 독자 제보 등의 콘텐츠에 대한 책임은 해당 작성자에게 있습니다.

콘텐츠 제거·정정이 필요하시면 문의하기에 남겨 주세요.

© 2026 오픈뉴스백과 (OpenNewsPedia). All rights reserved.

뉴스 목록
미디어 커버리지1건1개 미디어
G1 (Globo)
세계
중도 성향

Mãe transforma sofrimento do filho em invenção para proteger jovem e outros pacientes gastrostomizados na Bahia

G1 (Globo)
Mãe transforma sofrimento do filho em invenção para proteger jovem e outros pacientes gastrostomizados na Bahia

Mãe transforma sofrimento do filho em invenção para proteger jovem e outros pacientes
Uma mãe de Salvador transformou a dor do filho, que tem paralisia cerebral e sofre com lesões constantes devido ao dispositivo usado para se alimentar, em uma invenção científica. Agora, ela quer converter o método alternativo em opção acessível para quem convive com o problema.
Esse é o plano da bióloga, técnica de Enfermagem e pesquisadora Nilza Carla Leal, que criou um absorvente dérmico para pacientes gastrostomizados — pessoas que precisam recorrer à colocação de um tubo de alimentação na parede abdominal. O filho dela, o jovem João Pedro Leal, de 20 anos, passou pelo processo ainda bebê.
💡 O médico Luiz Almeida, gastroenterologista do Hospital Mater dei Emec, explica que a gastrostomia cria um canal que liga a parede abdominal ao interior do estômago, por onde é inserida uma sonda para que os pacientes sejam alimentados e recebam medicamentos.
📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia
A ação é uma alternativa para a sonda nasal, que normalmente é indicada a pacientes que precisam se alimentar dessa forma por um período curto de tempo.
"Eles visam, principalmente, evitar o vazamento do alimento pela pele e infecção no local onde foi inserido o tubo alimentar. Esses cuidados vão desde a higienização das mãos até o correto manejo da sonda", esclareceu o médico.
Baiana criou dispositivo para proteger pacientes colostomizados
Arquivo Pessoal
O problema é que o local onde é feita a incisão da gastrostomia precisa de atenção constante, pois ferimentos podem se formar com o vazamento de líquidos e/ou atrito da sonda com a pele.
Segundo o Ministério da Saúde, 3.783 atendimentos de gastrostomia foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país, somente no ano passado. Destes, 155 aconteceram na Bahia.
Atualmente, segundo Nilza, são usadas gazes e adesivos para evitar que os pacientes tenham ferimentos, porém esses métodos nem sempre conseguem atingir o objetivo e podem provocar outras lesões.
Estudo e ciência a serviço do amor de uma mãe por um filho
Surgiu daí a inovação proposta pela pesquisadora. Moradora do bairro de Valéria — periferia de Salvador —, ela criou o absorvente dérmico para proteger a pele em caso de vazamentos, além de garantir higiene e qualidade de vida para pacientes e cuidadores.
"O objetivo é cobrir a pele, evitar o atrito do aparelho e, antes do suco gástrico tocar na pele, ele absorve, e muda de cor à proporção que ele vai absorvendo. Assim, a pessoa vê o momento de troca", destacou a baiana, em entrevista ao g1.
O processo de elaboração do dispositivo começou em 2016. Na época, Nilza passou a estudar formas de evitar as constantes internações do filho, em decorrência das complicações.
O equipamento foi batizado de JO+, em homenagem ao jovem e em referência aos outros pacientes que podem ser ajudados. Além de João Pedro, mais três pessoas já usaram o dispositivo.
"Hoje eu sou pesquisadora acadêmica e isso tudo em prol do meu filho, do desejo de que ele não fosse mais uma estatística, para que outras mães não viessem a enterrar seu filho por causa de um problema que pode ser resolvido".
Mudança de vida
Absorvente dérmico foi criado na Bahia para evitar ferimentos em pacientes gastrostomizados
Arquivo Pessoal
Foi dessa forma que Nilza Carla migrou de uma outra formação, interrompida após o nascimento de João Pedro, para a área da saúde, e, desde então, tem se qualificado cada vez mais.
Ao longo dos 10 anos de concepção do dispositivo, foram feitos protótipos e testes em campo, além da oficialização da patente.
Durante os estudos, a pesquisadora chegou à escolha de uma substância flexível, chamada poliuretano, para matéria-prima. O material veio da China, por intermédio de um amigo brasileiro que vive no país. Porém, apesar ter importação, o custo de produção do JO+ por unidade é de R$ 4,90.
Nilza Carla pontua que gastrostomizados podem chegar a precisar de seis absorventes por dia, dependendo das necessidades do paciente. Uma realidade diferente da vivida por quem ainda não tem acesso a esse recurso.
"A medicina diz que esse produto que se coloca indevidamente pode ficar sete dias. O que acontece é que o suco gástrico acumula e, quando você tira e puxa, vem pele, tem dor", destaca a baiana.
Atualmente, a pesquisadora busca por financiamento para iniciar a produção em escala e a comercialização. Os projetos para o futuro incluem a construção de uma fábrica para que possa fazer sua própria matéria-prima, o que iria tornar o dispositivo mais barato.
"Hoje, o que dificulta o JO+ estar no mercado é que os editais que nós participamos têm um critério de faturamento anual de R$ 100 mil. E a gente ainda não fatura porque a gente ainda não vende. Isso desclassifica a gente, isso faz com que a gente fique batalhando com amigos, porque a gente tem que pagar patente todo ano, tem que pagar CNPJ, e eu não tenho esse recurso".
Barreiras à patente e comercialização
Prédio da Anvisa
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em contato com o g1, o advogado René Viana, especialista em Direito Médico e Direito da Saúde, detalhou os processos que dispositivos como o de Nilza precisam passar até a sua comercialização.
O advogado aponta que, dentro dos parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o JO+ é classificado como um produto para saúde. Ele não é um medicamento e nem um equipamento eletromédico.
Dessa forma, o caminho de regularização é sanitário. As etapas que englobam esse processo são ⬇️
Enquadramento e classe de risco - Todo dispositivo médico é classificado por risco, de 1 a 4. Produtos não invasivos, de contato com a pele, como esse, costumam ficar nas classes de menor risco, como 1 ou 2. A classe define todo o resto do processo.
Empresa regularizada - Antes do produto, a fabricante precisa estar regularizada, com autorização de funcionamento na Anvisa e licença da vigilância sanitária local. Não precisa ser uma fábrica própria, podendo terceirizar a produção com uma empresa já habilitada.
Comprovação técnica e boas práticas - É preciso demonstrar que o produto é seguro e cumpre os requisitos essenciais de segurança e desempenho.
Regularização na Anvisa - É o passo que autoriza a venda. Nas classes 1 e 2, é por notificação, e nas classes 3 e 4, por registro. O produto só pode ser fabricado, exposto e vendido depois que esse número é publicado no Diário Oficial. Antes disso, legalmente não pode ir às prateleiras.
Comercialização - Por fim, com o número da Anvisa publicado, o produto pode ser colocado à venda.
Já para chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS), que é um dos objetivos de Nilza, existem outros processos a serem executados. Para isso, é necessário passar pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que avalia eficácia, segurança, custo-efetividade e impacto no orçamento.
"Há relatório técnico, consulta pública e, ao final, a decisão é do Ministério da Saúde. Qualquer pessoa pode pedir essa análise — inclusive a própria inventora ou uma entidade de pacientes", destaca René Viana.
O advogado pontua também que os atos de registro e para ter um dispositivo registrado costumam confundir as pessoas.
"Patente ou marca no INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial] protege a invenção e o nome, mas não autoriza a venda. Quem libera a comercialização é a regularização na Anvisa. São dois trilhos separados — dá pra ter patente e ainda não poder vender".
O especialista acrescenta ainda que o tempo de espera para obter o registro da Anvisa costuma ser pequeno. "Normalmente, em 30 dias, às vezes menos, e libera a venda em todo o país".
Já os demais processos, como regularizar a empresa, fazer os testes, montar o dossiê técnico e cumprir as boas práticas de fabricação, costumam demorar mais. Essa preparação leva de meses a alguns anos, e depende dos recursos de quem desenvolve.
"Ou seja, o gargalo nem sempre é a burocracia da Anvisa, que até costuma ser ágil nesses casos. O desafio é chegar pronto até ela. Por isso, um produto 'quase lá' às vezes fica tanto tempo parado", exemplifica.
LEIA MAIS:
Hospital realiza procedimento inédito pelo SUS em tratamento de pacientes com câncer na Bahia
Baiano com paralisia cerebral lança biografia após médicos afirmarem que ele não conseguiria ler
Mãe de adolescente com paralisia cerebral busca ajuda para jovem poder andar sozinha: 'Sonho'
Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.
Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 ...

전문 보기

이 뉴스, 어떠셨어요?

탭 한 번으로 반응 · 로그인 불필요

관련 뉴스

관련 뉴스 제보는 로그인 후 가능합니다.

'world' 카테고리 뉴스

Army uncovers 2 NPA arms caches in Surigao, Bukidnon

Philippine Daily Inquirer

LTO eyes driver’s license suspension in Bukidnon truck mishap

Philippine Daily Inquirer

Baterbonia’s mom reiterates call for justice on 40th day of his death

Philippine Daily Inquirer

G1 Globo의 다른 기사

Mãe de adolescente filmado ao ser agredido por policial no trabalho está revoltada: ‘Nem consegui ver o vídeo todo’

G1 (Globo)

Temporada de praias no Tocantins: saiba como prevenir acidentes com crianças e afogamentos

G1 (Globo)

Pedreiro que matou ex a facadas diz à polícia que sonhava se casar com a vítima

G1 (Globo)

피드백

피드백을 남기려면 로그인해 주세요.