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Após mais de 2 anos à distância, acreana muda de estado pela namorada: 'Construindo família'

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Após mais de 2 anos à distância, acreana muda de estado pela namorada: 'Construindo família'

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Após 2 anos de namoro à distância, acreana muda de estado para viver com namorada
“Na hora de voltar de Brasília para o Acre, eu sentia como se tivesse arrancando um pedaço de mim, não fazia mais sentido estar onde ela não estivesse. Nos 2 anos que estivemos longe uma da outra eu vim sete vezes à capital federal e ela foi ao Acre três”
A fala apaixonada é da coordenadora pedagógica acreana Erika Lauther, de 29 anos, que venceu quase três anos de namoro à distancia ao deixar a rotina em Rio Branco para morar com a companheira, a fisioterapeuta Maria Clara Araújo, de 31 anos, que também é acreana e mora em Brasília.
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A história do casal começou pouco antes do natal de 2023, com um simples encontro enquanto Maria Clara tinha vindo ao Acre visitar o pai e a madrasta, que moram na capital acreana. Contudo, a conexão evoluiu e terminou em uma história de amor.
Casal se conheceu no Acre no final de 2023 e iniciou o namoro em janeiro de 2024
Arquivo pessoal
“No primeiro beijo senti uma sensação diferente, mas morávamos muito longe e achei que nem valia pensar tanto sobre isso. No dia de voltar para Brasília, a despedida doeu tanto que ficou claro que o que eu sentia ao lado dela era maior do que imaginei”, conta Maria.
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Desde então, a história do casal foi marcada por chegadas e despedidas em aeroportos, vídeo-chamadas, e uma decisão que exigiu coragem: trocar a convivência com familiares e amigos para estar com a amada em outro estado.
“Fazia falta chegar em casa e ter alguém esperando para dar um abraço, ou ainda comprar a primeira televisão para o quarto. São as pequenas alegrias da vida a dois que hoje eu amo, mas doeu muito enquanto não era possível”, diz Erika.
O casal se conheceu através de uma amiga em comum, e, três dias após o primeiro encontro, Erika viajou de Rio Branco para passar férias de fim de ano com a família. Mesmo com o curto período juntas, a conexão foi imediata e revelou um sentimento mais sério.
Quando Erika retornou ao Acre, Maria Clara ainda estava na cidade e elas aproveitaram os dez dias seguintes sem se desgrudar. Para a coordenadora, foi na despedida que veio a certeza da relação. “Quando ela foi embora, chorei por dias com medo de não vê-la mais”, relembra.
✈️Mudança de estado
Ainda segundo Erika, a ideia de construir uma vida juntas surgiu logo no início da relação, mas a decisão definitiva ganhou força no fim de 2025. Ela lembra que, após uma das viagens para Brasília, percebeu que retornar a Rio Branco estava cada vez mais difícil.
Maria Clara e Erika receberam apoio imediato e positivo de suas famílias para a nova etapa
Arquivo pessoal
“Entendi ali que eu precisava ir embora do meu estado. O medo sempre existiu, mas não foi maior do que a certeza de era isso que eu queria viver”, resume.
A viajem de ida definitiva à capital brasileira ocorreu no dia 14 de fevereiro. Apesar da grande transformação, a decisão de Erika encontrou acolhimento entre pessoas próximas. Ela conta que recebeu apoio imediato das pessoas mais importantes da sua vida.
“Todo mundo me disse a mesma coisa: ‘vai fundo’. Também me lembraram que eu sempre teria aonde voltar. Minha família me apoiou como nunca antes e isso marcou muito, pois, em vez de questionamentos, ouvi palavras de incentivo”, afirma.
Já do lado de Maria Clara, a reação da família também foi positiva. A fisioterapeuta explica que o casal optou por manter os planos em segredo por algum tempo, mas, quando a mudança aconteceu, recebeu apoio de todos.
“Era comum ouvir das pessoas que eu estava claramente feliz. Mesmo quem ainda não conhecia a Erika já torcia pela gente. Meus pais já a conheciam e adoram ela, eles apoiaram a decisão, apesar de entenderem que era uma grande mudança”, conta.
🌈Amar à distância
Após o início do relacionamento em janeiro de 2024, o casal passou a enfrentar uma realidade comum a muitos namoros assim: à distância: Conforme Erika, uma das maiores dificuldades era se conter com apenas com a rela do celular como forma de conexão.
“A distância prega peças muito rudes. Às vezes, quando a outra está cansada, estressada ou desanimada, a única coisa a se fazer é conversar. Não é como se eu pudesse pegar um carro e ir até ela para fazer um jantar, dar um abraço ou qualquer coisa que ajude”, diz.
Casal agora lida com os desafios da convivência diária
Arquivo pessoal
Já Maria Clara compartilha do mesmo sentimento. Segundo ela, o mais difícil era não conseguir transformar gestos simples em demonstrações de carinho.
“O maior desafio era não poder abraçar quando o coração apertava, não poder beijar quando vinha a saudade ou cuidar da outra depois de uma conversa difícil. O que nos ajudou a superar isso foi o empenho mútuo e a decisão de fazer dar certo”, afirma.
Apesar das dificuldades, elas apostaram no diálogo através de ligações diárias e visitas sempre que possível, que ajudaram a fortalecer o namoro durante o período de namoro à distancia. Ao todo foram dez viagens até a decisão mais importante de suas vidas.
Durante o Mês do Orgulho LGBTQIA+, a história do casal reforça que o amor pode superar tudo, inclusive a distancia e outros desafios. Ainda assim, é preciso disposição para construir algo em conjunto, assim explica as meninas.
“Conversem muito. Sejam muito mais que um casal, sejam amigos e parceiros de verdade. Nem tudo é um mar de rosas, mas encontrar um lar no abraço de alguém faz tudo valer a pena”, aconselha Erika.
Maria Clara concorda e acrescenta que a confiança é indispensável. “A distância é superável com vontade e dedicação. O diálogo é a chave e a confiança é a porta que ela abre. Quando a distância acaba, tudo o que foi construído permanece”, completa.
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