Quem é o delegado preso em operação contra tráfico de drogas em João Pessoa
Delegado Braz Morrone está entre os presos da operação
Reprodução/TV Cabo Branco
O delegado preso em uma operação contra o tráfico de drogas deflagrada em João Pessoa, na manhã desta terça-feira (2), é Braz Morrone, titular da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DCCPAT). Braz Morrone e outros dois agentes que também foram presos são suspeitos de repassar informações sigilosas para um grupo criminoso.
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Braz Morroni de Paiva Júnior tem mais de 20 anos de atuação na Polícia Civil. Ele foi nomeado delegado de Polícia Civil na Paraíba em 12 de agosto de 2004, após ser aprovado em um concurso público.
O delegado atuou na delegacia de Cuité, na delegacia de Itabaiana, na 4ª delegacia distrital de Campina Grande e como plantonista na Segunda Delegacia Regional de Polícia Civil. Em 2017, Braz Morrone começou a atuar na Delegacia de Repressão a Entorpecentes e, em 2019, assumiu a DCCPAT.
Operção Perfídus
Operação Perfidus foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2)
Divulgação/Polícia Civil
A ação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.
Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.
O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.
Outros presos da operação:
João Wicttor Alves de Lima;
Brendo Roberth Fernandes Sobral;
Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");
Vanessa Dantas Fernandes;
Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").
As defesas dos suspeitos não foram localizadas.
O delegado Braz Morrone atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes.
Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados.
De acordo com a apuração, integrantes do grupo tinham acesso a informações sigilosas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes.
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