Ataques dos EUA ao sul do Irã matam oito militares, diz mídia estatal

Trump fala em 'grande ataque' contra o Irã
Oito soldados iranianos morreram durante o último ataque dos EUA contra Irã realizados na última terça-feira (7), segundo a mídia estatal irianiana. As vítimas pertenciam à Força Aérea e à Marinha e morreram durante bombardeios nas cidades de Bandar Abbas e Bushehr.
Os países romperam o cessar-fogo estabelecido em junho depois que os americanos acusados Teerã de atacar três navios cargueiros que atravessavam o esteito de Ormuz.
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De acordo com o Comando Central das Forças Armadas americanas (Centcom), a ofensiva tinha como objetivo impor "custos elevados" ao Irã por atacar embarcações comerciais tripuladas por civis em uma das principais rotas marítimas do mundo.
Mais cedo, o Irã afirmou que fecharia o Estreito de Ormuz se novos ataques contra o país acontecessem.
A via é uma rota marítima importante por onde passam 20% de todas as exportações de petróleo mundiais, foi reaberto após a assinatura de uma minuta de entendimento entre o Irã e os EUA, no mês passado.
De acordo com a TV estatal do país, Teerã também deve atacar alvos "inimigos" numa proporção de pelo menos dois para um, caso as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da Otan, se concretizem.
Ao menos oito membros das forças armadas iranianas morreram no último ataque dos EUA
Reprodução/TV Globo
As ameaças de Trump
Pouco antes, o presidente dos Estados Unidos anunciou que deve fazer um "grande ataque" contra o Irã na noite desta quarta-feira (8).
Trump, que mais cedo afirmou a repórteres que o acordo de paz firmado com Teerã "acabou" e que não quer mais diálogo, diminuiu o tom e falou não ter "certeza se o acordo vai se manter" ao falar com repórteres antes de um encontro bilateral com o presidente da Ucrânia. Também condenou o fato de o Irã, segundo ele, ter afundado 28 embarcações nesta terça-feira (7).
"Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite", declarou a repórteres, acrescentando: "Se for preciso, cortaremos o sistema de energia elétrica e as estações de tratamento de água, mas não queremos isso".
Volodymyr Zelensky e Donald Trump em reunião na cúpula da Otan
REUTERS/Jonathan Ernst
As falas de Trump ocorrem em meio à cúpula da Otan, na Turquia. De acordo com o presidente norte-americano, devido à retomada da troca de ataques, o bloqueio dos EUA ao Estreito de Ormuz pode ser retomado e os países da aliança concordaram em enviar embarcações caça-minas para ajudar a liberar a rota.
Trump ainda revelou que a Ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo, foi um dos alvos atingidos pelos ataques norte-americanos desta terça, mas que ele deu uma ordem para que reservatórios não fossem afetados.
"Atacamos a ilha de Kharg ontem, e eu falei: 'Não encostem no petróleo', porque talvez tomemos a ilha e não há nada que eles possam fazer sobre isso", declarou.
Os dois países estão oficialmente em meio a um cessar-fogo após assinarem, em junho, um acordo de paz preliminar.
Na noite desta terça, no entanto, o Comando Central dos EUA lançou uma ofensiva contra o Irã em resposta a ataques contra navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá coletiva de imprensa com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026.
FILIP SINGER/Pool via REUTERS
Em resposta, o Irã afirmou que os ataques dos EUA são uma "clara violação" ao acordo de paz e lançou ataques retaliatórios contra bases norte-americanas no Bahrein e no Kuwait na madrugada desta quarta.
Ambos os países árabes atingidos abrigam bases militares de Washington: o Bahrein é a sede da 5ª Frota da Marinha dos EUA, enquanto o Kuwait serve de quartel-general para as forças do Exército americano na região. Os dois governos acionaram alertas de mísseis para a população no início da manhã.
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