Puérperas de 10 municípios do Acre não se vacinaram contra a gripe, aponta boletim

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Cidade de SP vacina gestantes e puérperas com Pfizer bivalente a partir de segunda (20)
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Em meio ao aumento dos casos de Síndromes Respiratórias no Acre, dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (Sesacre) aponta que 10 das 22 cidades acreanas, incluindo Rio Branco, apresentaram cobertura vacinal de 0% entre puérperas, ou seja, que deram à luz recentemente. O grupo é considerado prioritário para a imunização. (Veja mais abaixo)
Os números correspondem às semanas epidemiológicas 1 e 23 de 2026, e apontaram a baixa cobertura vacinal da Influenza Trivalente. O cenário preocupa especialistas, sobretudo pela baixa cobertura vacinal na capital, que soma maiores registros de casos.
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Conforme o boletim, além da capital, os municípios que registraram 0% de cobertura vacinal foram:
Assis Brasil
Brasiléia
Epitaciolândia
Acrelândia
Bujari
Capixaba
Jordão
Santa Rosa do Purus
Mâncio Lima
Ao g1, a coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI) no Acre, Renata Quilles, ponderou que os dados de vacinação de puérperas podem estar subnotificados, visto que, muitas mulheres não informam que estão no período pós-parto quando procuram uma unidade de saúde.
Decreto de emergência foi publicado após alta de casos de síndrome respiratória no Acre
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“Acredito que a gente vacinou muito mais puérperas. Quando a mãe leva o bebê para se vacinar, a gente sempre oferece a vacina para o acompanhante adulto também. Dificilmente perdemos uma oportunidade de vacinação. O problema acaba sendo o registro”, alegou.
Quiles também alertou para a baixa cobertura vacinal entre os demais grupos prioritários no Acre. Conforme a gestora, a meta do Ministério da Saúde é atingir 90% de vacinação entre crianças, idosos e gestantes, mas o estado acreano ainda registra cobertura em torno de 45%.
“As coberturas vacinais no nosso estado são muito baixas. Estamos com quase metade da expectativa de vacinação. A puérpera e os povos indígenas também passaram a ser grupos importantes de rastreio porque têm maiores chances de desenvolver quadros graves", ressaltou.
Emergência por SRAGs
O estado decretou situação de emergência por conta do aumento dos casos de gripe no último dia 3 de junho. O decreto foi publicado após o aumento das internações, a pressão sobre a rede hospitalar e o registro de 37 mortes pela doença até o fim de maio. A medida tem validade de 90 dias.
"O alerta que faço é que a vacina contra a influenza hoje faz parte da rotina, está disponível o ano todo, mas é fundamental que as pessoas se vacinem no período sazonal, quando há maior circulação do vírus e aumento dos casos graves”, completou a coordenadora.
Grupos prioritários
Ainda conforme o balanço, crianças e idosos continuam sendo os grupos mais afetados pelas síndromes respiratórias no estado. O levantamento aponta que as crianças de 2 a 4 anos lideram as internações, com 343 casos, seguidas por idosos com mais de 60 anos, que somam 305 internações.
Além disso, Rio Branco permanece como o município com maior concentração de notificações no estado. Ao todo, a capital registrou 669 casos, o equivalente a 41,17% de todas as ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Acre em 2026.
Cruzeiro do Sul aparece em seguida, com 243 casos (14,95%). Também registram números elevados Marechal Thaumaturgo (137), Feijó (125) e Mâncio Lima (81). (Veja gráfico abaixo)
De acordo com a Sesacre, a concentração em Rio Branco ocorre porque a capital reúne hospitais de referência e unidades privadas responsáveis pela maior parte das notificações de pacientes internados.
Entre as unidades de saúde, o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, em Rio Branco, concentra o maior número de notificações por Srag no estado, com 430 casos. Em seguida aparece o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, com 358 registros, e o Pronto-Socorro de Rio Branco, com 169 casos.
Também aparecem entre as unidades com maior número de notificações a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) (100), a Pronto Clínica (89), o Hospital dr. Abel Pinheiro Maciel Filho (73) em Mâncio Lima, e o Hospital Geral de Feijó (61).
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