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Acreana relata rotina de alerta após 2 terremotos em 3 dias no Japão: ‘Ficamos apreensivos’

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Acreana relata rotina de alerta após 2 terremotos em 3 dias no Japão: ‘Ficamos apreensivos’

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Como prédios altos podem resistir a terremotos tão fortes?
Após dois terremotos em três dias registrados no Japão, como o de magnitude 6 atingiu a costa leste da ilha de Honshu no último sábado (27), além do alerta para a passagem de um tufão, a rotina da acreana Sandréia Nishizawa, moradora da cidade de Kawasaki, na província de Kanagawa, segue marcada por protocolos de segurança e constante estado de atenção.
Natural de Senador Guiomard, no interior do Acre, Sandréia vive há quase cinco anos no Japão, desde outubro de 2021, ao lado do marido, Toshimi Nishizawa, e do filho, Arthur Ishiro, de 13 anos.
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Apesar da região onde vive não ter sido diretamente atingida pelos abalos mais fortes, ela conta que os alertas faz parte do dia a dia de quem mora no país. "Só simplesmente dá o terremoto, mas não chegou a ter danos, graças a Deus, mas é bem assustador. E esse final de semana foi previsto de passar um tufão aqui em Kawasaki, onde eu moro", relata.
Sandréia Nishizawa é natural de Senador Guiomard e mora no Japão desde 2021 junto ao marido e o filho
Arquivo pessoal
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Segundo ela, a família deixou o Acre em busca de novas oportunidades e, desde então, precisou se adaptar não apenas ao idioma e à cultura japonesa, mas também à convivência com terremotos, tufões e outros fenômenos naturais.
“Largamos tudo e resolvemos vir para cá porque, na verdade, a gente queria conhecer, dar essa educação para o nosso filho e aproveitar essa oportunidade”, explica.
Preocupação constante
Conforme Sandréia, cada novo alerta gera preocupação com a possibilidade de novos desastres naturais.
"Se eu falar que não fico tensa, eu vou estar mentindo. Fico sim, fico com bastante medo, porque a gente sabe que as placas tectônicas estão se movendo. Então, ficamos apreensivos sim, toda vez que tem algum terremoto, que tem algum aviso de tufão, a gente fica bem apreensivo", afirma.
Sandréia acrescenta ainda que, antes mesmo da chegada do tufão, a fábrica onde ela trabalha reuniu funcionários na última sexta-feira (26) para reforçar os cuidados.
"Nosso líder fez uma reunião para avisar que é para gente ter cuidado, não andar de bicicleta, ter os cuidados e tentar ficar em casa porque é perigoso", conta.
Segundo Sandréia, a família deixou o Acre em busca de novas oportunidades e, desde então, também precisou se adaptar à convivência com terremotos, tufões e outros fenômenos naturais no Japão
Arquivo pessoal
De acordo com ela, os alertas fazem parte do cotidiano, já que aplicativos instalados nos celulares, emitem avisos sonoros segundos antes dos tremores. Quando os alertas são emitidos, carros circulam pelas ruas orientando a população a procurarem os pontos de encontro.
Por morar no sétimo andar de um edifício, a acreana afirma que a sensação é ainda mais intensa.
"Temos uns aplicativos no celular e eles chegam avisando, toca o alarme e aí começa a tremer. Eu moro num prédio, no sétimo andar, então já sabe que balança mais e dá muito medo", diz.
Rotina
Ainda de acordo com a acreana, a preparação para situações de emergência começa desde a infância no Japão. Escolas, empresas e órgãos públicos fazem treinamentos frequentes para orientar a população. No trabalho, Sandréia participa de treinamentos periódicos.
Já nas escolas, os alunos aprendem como agir em caso de terremotos e conhecem os pontos oficiais de evacuação. O filho de Sandréia, Arthur, também participa desses treinamentos.
"Eles são ensinados, quando tem terremoto, como agir", pontua.
Sandréia conta que conviver com alertas faz parte do dia a dia de quem mora no país
Arquivo Pessoal
A acreana explica ainda que muitos edifícios são construídos para suportar grandes abalos.
"Alguns prédios aqui já são próprios para negócio de terremoto. Se acontecer, ele pode balançar, balançar que não vai cair”, acrescenta.
Outro hábito incentivado pelo governo japonês é manter uma mochila de emergência, conhecida como Bousai Ryukku, com água, alimentos, produtos de higiene e outros itens essenciais para uma eventual evacuação.
"O governo fala para todo mundo ter esse kit. A única coisa que temos que pegar, se tiver o terremoto, é esse kit e sair correndo para o ponto de evacuação", compartilha.
Terremotos
No último sábado (27), um terremoto de magnitude 6 atingiu a costa leste da ilha de Honshu. O abalo ocorreu poucos dias após outro terremoto, de magnitude 7,2, registrado na última quarta-feira (24), atingir a costa leste da ilha.
Um homem inspeciona um muro de contenção que desabou devido ao terremoto em Hachinohe, província de Aomori, Japão, em 25 de junho de 2026.
Kyodo via Reuters
O terremoto foi sentido por toda a província de Aomori com intensidade 6+. Neste nível, segundo a escala japonesa, “é impossível permanecer em pé ou se mover sem engatinhar”.
Quase simultaneamente, outros dois tremores de magnitude 7,2 e 7,5 foram registrados na Venezuela.
Terremotos são comuns no Japão, um dos países com maior atividade sísmica do mundo. O país concentra cerca de um quinto dos terremotos com magnitude igual ou superior a 6 mundo.
O país-arquipélago de 125 milhões de habitantes costuma registrar centenas de tremores de terra por ano.
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