Com 4 passes para gol na Copa, Bruno Guimarães é o maior símbolo da força do coletivo da Seleção Brasileira

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Força do coletivo é uma das características da Seleção de Carlo Ancelotti
O Lucas Paquetá dificilmente vai se recuperar da lesão na coxa esquerda a tempo de voltar para o Mundial. O repórter Felipe Brisolla acompanha a Seleção Brasileira e tem os detalhes.
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"O meio-campo se machucou ontem, no finzinho do primeiro tempo da partida contra o Japão. Ele até saiu escorado pelos colegas. Foi substituído no intervalo. Hoje, ele realizou exame de imagem. A CBF divulgou o resultado. Explicou que ele teve constatada uma lesão na região posterior da coxa esquerda. A partir de agora, ele vai seguir um protocolo intensivo de tratamento e vai ser acompanhado pelos médicos da confederação", conta o repórter Felipe Brisolla.
A equipe apurou que essa é uma lesão de grau dois. O que significa que Paquetá teve um ruptura parcial das fibras musculares e que, agora, vai ter que correr contra o tempo para tentar se recuperar até o fim do Mundial.
"A chance é remota. Mas, evidentemente, todo o trabalho, diariamente, vai ser feito nesse sentido. Até por isso, segue com a deleção nos Estados Unidos", diz Felipe Brisolla.
Arte mostra lesão de Lucas Paquetá
Jornal Nacional/ Reprodução
A Seleção voltou de Houston na noite de segunda-feira (29). Nesta terça-feira (30), os jogadores fizeram atividades mais tranquilas. Um treino regenerativo, mais para controle de carga. E, depois, os jogadores ganharam uma folga. Uma folga que só termina nesta quarta-feira (1º) à noite, quando eles se reapresentam na concentração.
A Seleção Brasileira já está reunida há 35 dias - desde o dia 27 de maio. É bastante tempo. Então, eles vão ter um tempo para relaxar depois da vitória merecida contra o Japão nos acréscimos e que colocou o Brasil nas oitavas de final.
Força do coletivo
Uma das características da Seleção do Carlo Ancelotti é a força do coletivo.
Em seu esforço para aprender português, o técnico da Seleção já descobriu uma palavra da nossa língua que não tem tradução: saudade. Nesta terça-feira (30), ele não resistiu e foi reencontrar a bola. É uma longa história de intimidade. Ancelotti era meio-campo e chegou a disputar duas Copas do Mundo pela Itália - 1986 e 1990.
Foi um dia de reencontros não só para o treinador. Raphinha ainda não tocou na bola, mas pisou no gramado pela primeira vez desde a lesão na coxa direita no jogo contra o Haiti. Ainda é cedo para saber se ele joga contra a Noruega.
Mesmo que Raphinha fique no banco de reservas, a presença dele é importante para um técnico que gosta de transformar o time durante as partidas e usar todas as opções. Em quatro jogos, Ancelotti fez 19 substituições. E, se Vini Jr. participou de seis dos nove gols, a equipe já mostrou que pode encontrar soluções sem ele também.
Com 4 passes para gol na Copa, Bruno Guimarães é o maior símbolo da força do coletivo da Seleção Brasileira
Jornal Nacional/ Reprodução
O gol da vitória contra o Japão é o maior exemplo. Sete jogadores constroem o lance decisivo: os zagueiros Gabriel e Marquinhos chegando ao campo de ataque. A tabelinha de Rayan e Danilo na direita que vai desarmando a defesa do Japão. O papel de Endrick é não desistir, dar combate até Rayan aparecer e tocar para Bruno Guimarães, que passa para Martinelli fazer o gol. Sem depender de Vini Jr.. O papel dele foi só comemorar, como já tinha feito no primeiro gol, no canto esquerdo que é território do camisa 7.
O maior símbolo desse jogo coletivo é Bruno Guimarães. Ele já deu quatro passes para gol nessa Copa. Ancelotti gosta de ver a bola de pé em pé. Qualquer jogador que tenta brilhar sozinho tira do sério o exigente treinador. Ainda que eles sejam a mesma pessoa.
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