Infográfico: entenda como Venezuela teve dois terremotos em segundos e como isso foi sentido no Brasil

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Entenda terremoto na Venezuela
Arte/g1
Em menos de um minuto, a Venezuela sentiu dois terremotos. Nas horas seguintes, ao menos 20 réplicas sacudiram o país. No Brasil, a milhares de quilômetros do epicentro, prédios e casas também tremeram. O que explica tudo isso?
Na noite desta terça-feira (24), o país registrou dois terremotos diferentes. Os abalos atingiram magnitudes 7,2 e 7,5 — classificadas como grandes terremotos pelas agências de sismologia — e aconteceram com uma diferença de 39 segundos. Prédios e casas desabaram. De acordo com o governo, já são mais de 160 mortos.
Por que isso aconteceu?
A Venezuela está em uma das regiões mais sísmicas da América do Sul, no limite entre a Placa do Caribe e a Placa da América do Sul — duas grandes estruturas da crosta terrestre cujo atrito constante acumula energia por anos até liberá-la de forma súbita.
É essa localização que explica por que o país foi atingido não por um, mas por dois terremotos diferentes. (Veja a arte acima)
O que explica dois terremotos seguidos em poucos segundos?
Em geral, depois de um terremoto é possível sentir réplicas — tremores menores que acontecem em consequência do abalo inicial. Num terremoto, a energia liberada se propaga em ondas pela crosta terrestre. É como jogar uma pedra na água: com o impacto, formam-se ondas que irradiam para todos os lados.
Porém, não foi isso que aconteceu. O primeiro terremoto, registrado às 19h, acabou afetando uma falha adjacente nas placas tectônicas e desencadeou um segundo tremor, com novo epicentro — o que caracteriza um sismo gêmeo.
E como foi possível sentir do Brasil?
As ondas sísmicas percorrem milhares de quilômetros pela crosta e, mesmo perdendo intensidade com a distância, chegam com energia perceptível em outros países. Nesta terça-feira, moradores da região Norte sentiram o tremor com mais intensidade. ...