Trump defende acordo com o Irã e diz que não queria ver uma 'catástrofe econômica'

AI Summary
During a Group of Seven summit in France, member states convened with Ukrainian President Zelenskyy and signaled growing confidence that the prolonged conflict with Russia could advance toward settlement. The gathering reaffirmed military backing for Ukraine and expanded arrangements for domestic weapons production, while Russia communicated openness to direct peace discussions with Kyiv.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize Russia's military difficulties and lack of territorial progress in framing the case for sustained international military support to Ukraine.
Conservative: Conservative-leaning outlets highlight Russia's stated openness to hosting peace negotiations, presenting these diplomatic gestures as potentially constructive developments for talks.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá coletiva de imprensa durante cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França, em 17 de junho de 2026.
REUTERS/Evelyn Hockstein
O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu na quarta-feira (17) o acordo norte-americano com o Irã em seu discurso de encerramento da cúpula do G7 na França, afirmando que não queria ver uma catástrofe econômica.
"Então, a única coisa que eu não queria ver era uma catástrofe econômica. Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido", disse Trump a repórteres.
Acordo prevê compensação financeira ao Irã
O acordo para o fim da guerra no Oriente Médio assinado por Estados Unidos e Irã inclui garantias por parte de Teerã de que nunca terá armas nucleares e uma compensação financeira ao governo iraniano, segundo a rede de TV CNN Internacional, que disse ter tido acesso à íntegra do texto nesta quarta-feira (17).
➡️ O conteúdo do acordo ainda não foi oficialmente divulgado. O texto foi assinado de forma virtual no fim de semana, segundo o governo dos EUA, e será firmado presencialmente em uma cerimônia na sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça.
Segundo a CNN Internacional, o acordo tem 14 pontos. Entre eles, estão:
A declaração mútua e junto de "seus aliados na guerra", de um fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes;
A reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou durante a guerra em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel;
Compensação financeira ao Irã, em valor não determinado: o acordo, segundo a CNN, diz que Teerã poderá ter acesso a um fundo de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) caso cumpra a promessa de não desenvolver armas nucleares. Nesta quarta, no entanto, Trump negou que haja esse fundo;
A derrubada de todos os tipos de sanções que hoje incidem sobre o Irã em um prazo ainda a ser determinado por ambas as partes;
A liberação de ativos e fundos iranianos que estavam congelados ou restringidos pelas sanções;
O compromisso, por parte do Irã, de que nunca produzirá armas nucleares;
O compromisso, por parte dos EUA e junto de seus "aliados regionais", de criar um plano para a reabilitação e o desenvolvimento econômico do Irã em até 60 dias;
A permissão para que o Irã comercialize seu petróleo e produtos petroquímicos;
A emissão, pelo Departamento do Tesouro dos EUA, de isenções para exportações de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e seus derivados, e "todos os serviços relacionados, incluindo bancários, de seguros, transporte e similares";
Um entendimento para um acordo final em 60 dias, incluindo a questão do programa nuclear iraniano;
O compromisso, por parte do Irã, de restabelecer o tráfego de navios entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã (ligados pelo Estreito de Ormuz) aos níveis pré-guerra em até 30 dias;
Que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprove o acordo final, após 60 dias.
O acordo não prevê, segundo a rede norte-americana, qual o limite de enriquecimento de urânio que o Irã poderá produzir. E determina que o destino do material nuclear e o urânio enriquecido pelo Irã ainda será definido no acordo final, em até 60 dias. ...
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