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Júri em Belém julga quarto acusado no caso do advogado Arnaldo Lopes, morto em 2017 no PA

G1 (Globo)
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Júri em Belém julga quarto acusado no caso do advogado Arnaldo Lopes,  morto em 2017 no PA

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Quarto envolvido na morte do advogado Arnaldo Lopes é julgado em Belém
O Tribunal do Júri de Belém começou a julgar, nesta segunda-feira (22), o policial militar Roosevelt de Nazaré Silva, apontado como quarto e último acusado da morte do advogado Arnaldo Lopes de Paula, assassinado em dezembro de 2017 no bairro do Jurunas, em Belém.
O caso mobiliza a família há quase nove anos e volta ao plenário com a expectativa de conclusão ainda no mesmo dia.
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Roosevelt, conhecido como “Bilico”, é acusado de participação na execução do crime e está preso desde 2021. A sessão ocorre no Fórum Criminal de Belém e é presidida pelo juiz Cláudio Hernandes Silva Lima.
Ao longo do dia, 12 testemunhas foram convocadas, mas parte delas acabou dispensada, o que reduziu para sete os depoimentos previstos nesta etapa.
Arnaldo Lopes de Paula assumiu chegou a assumir cargo de interventor na ASPRA-PM
Reprodução/Tv Liberal
Como foi o crime
Arnaldo Lopes foi baleado com cinco tiros quando saía da casa de parentes, no Jurunas. Segundo as investigações, ele caminhava de volta para o carro quando passou a ser perseguido por um veículo descaracterizado. Ao entrar no automóvel, teria sido alvo de disparos feitos de perto, após um dos criminosos segurar a porta.
O advogado ainda chegou a ser socorrido e ficou internado por três dias, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morreu em 21 de dezembro de 2017. Na época, Arnaldo havia acabado de assumir o cargo de interventor da Associação dos Praças da Polícia Militar do Pará (Aspra-PM).
Disputa e motivação
A versão apresentada pela acusação aponta que o crime teve origem em uma disputa pelo comando da associação criada por Arnaldo e pelo policial militar Rosicley Ribeiro da Silva, o “Rossi”.
Segundo a família, os dois teriam dividido os lucros de forma igual, mas, com o tempo, Rossi passou a exigir uma participação maior, o que teria provocado atritos e ameaças.
Ainda de acordo com a defesa da família, a associação oferecia serviços jurídicos a policiais militares, com atendimento feito por Arnaldo e captação de clientes realizada por Rossi. Em meio às tensões, o advogado chegou a tirar porte de arma.
Os outros réus
Roosevelt é o quarto acusado levado ao Júri Popular neste processo. Em fevereiro de 2023, Marçal Monteiro de Azevedo foi condenado a 18 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, além da perda do cargo de cabo da Polícia Militar. Ele foi apontado como alguém que sabia do planejamento do assassinato e nada fez para impedir.
Ainda em 2023, o motorista Jonny Kleiber Almeida também foi julgado. Dono do carro usado no crime, ele recebeu pena de 3 anos, 10 meses e 27 dias em regime aberto, após o júri entender que teve participação menor na ação.
Em setembro de 2025, foi a vez de Rosicley Ribeiro da Silva, apontado como mandante, que terminou condenado a 18 anos e 6 meses por homicídio qualificado.
Sessão longa
A expectativa é de que o julgamento desta segunda seja longo, já que há várias testemunhas a serem ouvidas e os depoimentos devem consumir boa parte do dia. A família da vítima acompanha a sessão com a expectativa de que Roosevelt também seja condenado.
Além da esposa de Arnaldo, prestaram depoimento o delegado que conduziu as investigações e outras testemunhas convocadas pela acusação e pela defesa.
O processo voltou à pauta após adiamento da data inicialmente marcada para 2 de junho, porque a defesa do réu alegou problemas de saúde.
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