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Mais da metade dos vereadores de Campo Grande mira vaga de deputado em 2026; veja nomes

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Mais da metade dos vereadores de Campo Grande mira vaga de deputado em 2026; veja nomes

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Câmara de vereadores impõe limites
Pelo menos 16 dos 29 vereadores de Campo Grande pretendem disputar as eleições de 2026 para os cargos de deputado estadual ou deputado federal. Como a legislação permite que parlamentares concorram sem deixar o mandato, a Câmara Municipal publicou regras para impedir o uso da estrutura pública durante a campanha eleitoral.
As regras valem até o fim do período eleitoral e estabelecem restrições para vereadores, servidores e visitantes na sede do Legislativo municipal. O g1 confirmou 13 dos 16 parlamentares que pretendem disputar a eleição.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Vicente Silva Neto (Papy), os vereadores devem manter o compromisso com o mandato durante o período de campanha.
"Ele precisa, antes de tudo, saber que ele tem um compromisso com Campo Grande no seu mandato atual. É fato que as viagens para o interior, em algum momento, vão colidir com as agendas aqui de votações, mas nós temos a possibilidade das votações remotas. Então o vereador consegue entrar de forma online e participar das sessões, votando, sem ter prejuízo do quórum e da participação efetiva nas votações na Câmara", explica.
A principal preocupação é manter o funcionamento da Câmara durante o período eleitoral, quando parte dos vereadores deve intensificar a agenda de campanha até outubro.
Regras para o período eleitoral
As medidas proíbem campanhas eleitorais dentro da Câmara Municipal e o uso da estrutura pública para beneficiar candidaturas. Entre as principais regras estão:
É proibido pedir votos ou promover aglomerações nos corredores da Câmara;
Telefones, computadores, internet e impressoras da Câmara não podem ser usados em atividades de campanha;
Veículos oficiais não podem transportar material eleitoral nem exibir adesivos de candidatos;
Servidores não podem trabalhar para comitês eleitorais durante o expediente;
A única exceção permite propaganda nas portas e no interior dos gabinetes dos vereadores, além de adesivos em veículos particulares estacionados na Câmara;
Também é proibido usar a tribuna durante as sessões para fazer campanha. Se isso ocorrer, a Mesa Diretora poderá interromper a fala do vereador.
A partir de 4 de julho, o portal de notícias, as redes sociais e a TV Câmara publicarão apenas conteúdos institucionais, sem promoção pessoal de candidatos.
Servidores que descumprirem as regras poderão responder a processo administrativo e sofrer exoneração ou demissão, conforme o caso.
"A gente entende que o período eleitoral ele precisa ser o mais transparente possível. Então a Justiça Eleitoral estabelece que eh candidatos que já detêm mandato, eles precisam estar em pé de igualdade com aqueles que não têm mandato."
As convenções partidárias, que oficializam as candidaturas, começam em 20 de julho.
Veja os vereadores que já se apresentam como pré-candidatos nas redes sociais e confirmaram a intenção de disputar vagas de deputado federal ou deputado estadual por Mato Grosso do Sul.
Leinha (Avante)
Herculano (Republicanos)
Salineiro (PL)
Ana Portela (PL)
Veterinário Francisco (União Brasil)
Luiza Ribeiro (PT)
Marquinhos Trad (PV)
Pitu (PSDB)
Victor Rocha (PSDB)
Flávio Cabo Almi (PSDB)
Professor Juari (PSDB)
Junior Coringa (MDB)
Rafael Tavares (PL) — candidatura depende de decisão judicial.
O vereador Rafael Tavares foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por fraude eleitoral nas eleições para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Com a decisão, perdeu o mandato para o qual havia sido eleito e ficou inelegível.
Segundo o tribunal, o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB-MS) descumpriu a cota de gênero nas candidaturas a deputado estadual. Rafael Tavares foi eleito com cerca de 18 mil votos, mas a decisão determinou a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário para redistribuição das vagas.
Para disputar as eleições de 2026, o vereador aguarda uma decisão judicial definitiva sobre a condenação.
Câmara de Vereadores de Campo Grande (MS).
Câmara de Vereadores de Campo Grande/Divulgação
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