Seis são condenados por fraude em contratos na Prefeitura de Três Pontas na Operação 'Trem Fantasma'

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A Justiça condenou seis pessoas investigadas na Operação Trem Fantasma, que apurou fraudes em contratos da Prefeitura de Três Pontas (MG). Entre os condenados estão dois ex-secretários municipais. As penas, somadas, ultrapassam 65 anos de prisão, além de mais de 200 dias-multa.
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A decisão atendeu denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e reconheceu crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações.
De acordo com o processo, os condenados faziam parte de um esquema de desvio de dinheiro público relacionado à compra de peças automotivas, sem que houvesse o fornecimento real dos produtos ao município.
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Multidão acompanhou trabalhos da operação em Três Pontas em 2018
Reprodução EPTV
Durante a operação, deflagrada em 15 de maio de 2018, cinco pessoas foram presas, entre elas os dois ex-secretários municipais.
Penas e condenações
Entre os condenados, quatro receberam penas em regime fechado:
José Gileno Marinho, ex-secretário de Transportes e Obras: 16 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão, além de 70 dias-multa
Roberto Barros de Andrade, ex-secretário de Fazenda: 17 anos de reclusão e 63 dias-multa
Cesar de Oliveira Pelegrini: 10 anos e 5 meses de reclusão e 45 dias-multa
Ronan Penido Reis: 11 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão e 34 dias-multa
Outros dois réus foram condenados por embaraço às investigações e deverão cumprir pena em regime semiaberto:
Ralph Duarte Funchal: 5 anos e 4 meses de reclusão e 17 dias-multa
Nicésio Campos Silva: 5 anos e 4 meses de reclusão e 17 dias-multa
A sentença ainda determinou que quatro dos condenados paguem, de forma solidária, indenização por danos causados ao município. O valor inclui R$ 8.920,92 por danos materiais e R$ 500 mil por danos morais coletivos. A decisão é passível de recurso.
O g1 tenta contato com as defesas dos acusados.
Relembre o caso
As investigações começaram em 2018, quando sete pessoas, entre servidores públicos e empresários, foram denunciadas por participação no esquema, com a prática de 24 crimes, incluindo fraude em licitações e execução de contratos.
Segundo o Ministério Público, o grupo desviava recursos públicos por meio de registros de fornecimento de peças automotivas que, na prática, não eram entregues.
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Reprodução EPTV
As investigações apontaram que mesmo veículos fora de uso recebiam formalmente peças e combustíveis em 2017 e 2018. Segundo o Ministério Público, foram identificadas alterações de dados no sistema.
O Ministério Público começou a investigar o caso depois da denúncia de um vereador. As condições dos veículos e máquinas que receberiam as peças e combustíveis compradas pelo município chamaram a atenção da Promotoria.
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Uma segunda denúncia, contra outras nove pessoas, também foi apresentada posteriormente e ainda está em andamento.
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