Projeto social oferece apoio a famílias de crianças atípicas no noroeste de SP: 'Vida, esperança e futuro'

Projeto em Irapuã cria rede de apoio para crianças atípicas
Pais de crianças e adolescentes atípicos enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado em Irapuã, no noroeste paulista. Para ajudar, um projeto social virou rede de apoio e acolhimento.
O filho da dona de casa Vanessa Rosconi, de 15 anos, foi diagnosticado aos 11 com transtornos, incluindo o espectro autista. A família morava em São Paulo e, desde que se mudou para Irapuã há um ano, enfrenta dificuldades para manter o tratamento.
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"É a maior dificuldade para a gente aqui: ter o atendimento da forma que eles precisam. Não só ele, mas todas as crianças", diz Vanessa.
Vanessa Rosconi tem filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Reprodução/TV TEM
A dona de casa Maria Soarez também enfrenta problemas. A filha mais nova, de dez anos, tem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A do meio, de 13, sofre de ansiedade. A mais velha, de 43, é acamada.
Diante da falta de atendimento, as irmãs Mônica Gonzalez Lima e Gislaine Gonzales Santos criaram há dois anos o projeto Abraço Atípico. Elas acolhem famílias e encaminham pacientes para médicos e terapias. Com apoio de parceiros da cidade, já atendem mais de 60 famílias. Todo o serviço é gratuito.
"A família chega pedindo orientação. Muitas mães acabam de receber o diagnóstico e não sabem por onde começar. Por isso criamos essa rede de apoio", explica Gislaine.
Irmãs Mônica Gonzalez Lima e Gislaine Gonzales Santos criaram o projeto Abraço Atípico
Reprodução/TV TEM
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Inclusão
O projeto promove inclusão em eventos e atividades esportivas, como aulas de ciclismo. Agora, as irmãs trabalham para montar uma sede na antiga casa da família.
"Precisamos trazer profissionais e incluir essas crianças no esporte. Somos mães atípicas e sentimos que essa é nossa missão: ajudar", afirma Mônica.
O imóvel está em reforma. A meta é montar estrutura adequada e equipe multidisciplinar para atender crianças, jovens e adultos de Irapuã e região. Mônica e Gislaine querem concluir a sede o quanto antes para ampliar os atendimentos.
Filhas de Maria Soarez, Sofia e Maria Vitória, são acolhidas pelo projeto
Reprodução/TV TEM
As filhas de Maria Soarez, Sofia e Maria Vitória, participam desde o ano passado e já se sentem acolhidas.
"Faço muitas amizades lá, é muito legal", diz Sofia. "Esse projeto é vida, esperança e futuro para essas crianças", completa a mãe.
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