Adolescente levada a hospital após avó morrer deixa unidade após um ano internada

이 뉴스, 어떠셨어요?
한 번의 탭으로 반응을 남겨요 · 로그인 불필요
Adolescente que viveu em hospital será encaminhada para abrigo em Luziânia
Uma adolescente de 17 anos que foi levada para um hospital de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, está deixando a unidade após um ano de internação. Ela foi internada no Hospital Municipal do Jardim Ingá depois de ter perdido a avó materna, que cuidava dela. Agora, ela está passando por um período de transição para um abrigo municipal.
Em entrevista ao g1, o diretor-geral do hospital, Fernando Neves, contou que a mãe, que é de Luziânia, comunicou ao Estado, quando a filha era menor, que não tinha condições de criá-la. E o paradeiro do pai dela é desconhecido. Segundo Fernando, ela tem diagnósticos de esquizofrenia e de autismo.
✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
A jovem, então, foi morar em São Paulo com a avó, que obteve a sua guarda. Fernando não sabe dizer quando isso aconteceu, uma vez o processo judicial relacionado ao caso está sob sigilo.
"Eram só ela e a avó. Ela foi levada para um abrigo e, consultando os documentos dela, cartão do SUS, descobriram que ela era de Luziânia. Então, o Conselho Tutelar de São Paulo a encaminhou para um abrigo de Goiânia".
Adolescente de 17 anos está deixando o Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, após um ano de internação
Reprodução/ TV Anhanguera
LEIA MAIS
Jovem autista é baleada no rosto após sorrir para homem enquanto trabalhava na barraca da família em Goiânia
Com talento natural, adolescente com autismo descobre na arte forma de se expressar
Adolescente autista é levada de Parque Mutirama e beijada por homem, diz PM
Da capital goiana, a adolescente foi encaminhada para a sua cidade-natal.
"Quando ela chegou a Luziânia, ela ficou algum tempo internada na UPA e foi para a casa de passagem (abrigo). Só que ela não conseguiu se adaptar lá. Por isso, ela foi enviada para o Hospital do Ingá, para continuar o tratamento psicológico", disse o diretor.
A internação no hospital aconteceu em junho de 2025. Fernando conta que, na época, a adolescente, então com 16 anos, não falava praticamente nada.
"Quando ela chegou , ela era muito agressiva. Batia nas pessoas, cuspia...", relatou.
Para reverter essa situação, o hospital, em conjunto com a assistência social da Prefeitura de Luziânia, dedicou uma equipe multidisciplinar para o tratamento da adolescente. De lá pra cá, a evolução foi significativa, segundo Fernando.
"Quando ela chegou ao hospital, ela chegou com contenção física e química. Hoje, ela já aprendeu a dizer 'eu te amo', ela se conecta com a gente, já abraça...", detalha.
O próprio diretor, aliás, costumava fazer passeios pelo hospital quase diariamente com a adolescente, para que ela se sentisse ainda mais acolhida e também avançasse na comunicação.
Fernando Neves, diretor-geral do Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, passeava quase diariamente com adolescente internada
Reprodução/ TV Anhanguera
Transição
Fernando explica que, pela legislação, internações para tratamento psiquiátrico não podem durar mais de 6 meses. No entanto, houve um entendimento conjunto entre as secretarias de saúde e de assistência social que era necessário montar uma estrutura adequada para o recebimento da adolescente, em função da complexidade do seu quadro de saúde mental.
"Era necessário passar ela para esse processo de adaptação. Antes de ela ir para o hospital, ela já tinha relatos de agressão com outras crianças", afirmou.
Diagnosticada com esquizofrenia e autismo, adolescente de 17 anos está deixando hospital de Luziânia e indo para um abrigo
Reprodução/ TV Anhanguera
Atualmente, a adolescente fica no abrigo às segundas, quartas e sextas, das 10h às 16h ou 17h, para que ela se acostume com o local onde ela vai morar. A expectativa é essa fase de transição durar cerca de um mês até a mudança definitiva, que deve acontecer na segunda semana de julho.
Segundo Fernando, a jovem é receptiva às pessoas quando ela percebe que é bem-vinda no ambiente.
"Graças a Deus, hoje ela já tem uma conexão muito grande com a nossa equipe. Ela se tornou, na verdade, um membro da família dentro do hospital. Nesse abrigo, as pessoas terão que gerar essa conexão com ela", disse.
O diretor afirma que, diante de um tratamento apenas protocolar, apegado aos procedimentos, ela apresenta dificuldades de relacionamento, o que não acontece quando ela se sente acolhida.
"Ela tem muita facilidade de se sentir amada. No contexto dela, ela é muito carinhosa", contou.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
VÍDEOS: últimas notícias de Goiás ...