EUA voltarão a se envolver com aliança de vacinas Gavi em meio ao surto de Ebola, diz Rubio
Marco Rubio participa de uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA sobre a proposta orçamentária de Trump para o Departamento de Estado no ano fiscal de 2027, no Capitólio
REUTERS/Kylie Cooper
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta terça-feira (2) que os EUA voltarão a se envolver com a aliança global de vacinas Gavi em meio ao surto de Ebola em vários países africanos.
Rubio declarou ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que a decisão de voltar a participar foi tomada há algumas semanas, depois que o governo Trump retirou o financiamento da Gavi no ano passado.
Moderna já anunciou parceria para desenvolver vacina contra cepa Bundibugyo
Nesta segunda-feira (1°), a farmacêutica Moderna anunciou uma parceria com a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi) para desenvolver uma vacina contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo surto em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC).
A Cepi é uma fundação internacional que financia projetos independentes de pesquisa de vacinas contra ameaças epidêmicas e pandêmicas. Ela destinará até US$ 50 milhões para financiar o desenvolvimento pré-clínico e os primeiros testes da candidata da Moderna. A organização também investirá em outras duas vacinas experimentais desenvolvidas por pesquisadores da Universidade de Oxford e da International AIDS Vaccine Initiative.
A iniciativa ocorre enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda priorizar medicamentos e vacinas experimentais para prevenção e tratamento da doença. Segundo a OMS, o diagnóstico precoce e o acesso rápido aos cuidados de saúde aumentam as chances de recuperação.
Nesta terça, a OMS informou que o número de casos suspeitos de ebola monitorados na África Central caiu nos últimos dias, após a exclusão de centenas de notificações que inicialmente eram investigadas como possíveis infecções. Em 31 de maio, a organização contabilizava 116 casos suspeitos na República Democrática do Congo (RDC), abaixo dos 906 registrados no fim da semana anterior.
Segundo a OMS, a redução ocorreu porque muitos pacientes investigados tiveram outras doenças diagnosticadas ou apresentavam febre sem relação com o ebola.
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