Você sabia? São José dos Campos tem observatórios astronômicos; veja como visitar

Encontro entre lua e 3 planetas chama atenção no céu
O enfileiramento de Mercúrio, Vênus, Júpiter e a Lua no céu, na noite desta quarta-feira (17), chamou a atenção em todo o país. A expectativa é que esse fenômeno se repita na noite desta quinta (18).
Em São José dos Campos, dois observatórios possibilitam a visualização desses astros ao longo de todo ano: o da Univap e o do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).
Na Univap, no entanto, o observatório não estará disponível para que as pessoas possam visualizar o fenômeno nesta quinta. Porém, ao longo do ano, é possível o morador visitá-lo às quartas-feiras, a partir das 19h.
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Observatório da Univap
Divulgação/Univap
Segundo o professor responsável pelo observatório, Alexandre Soares, o espaço conta com várias atividades além da observação do céu, como palestras, experimentos, entre outros.
A visita ao observatório é gratuita e só é necessário agendamento para grupos grandes, como escolas, por exemplo. Segundo o docente, o observatório da Univap deve reabrir em agosto, após o período de férias.
No DCTA, segundo o site, a visitação ao observatório astronômico é das 19h às 21h30 nas terças-feiras.
No local é necessário fazer o agendamento até à quinta-feira que antecede a visita, às 16h. O agendamento é feito pelo e-mail observatorio.iae@fab.mil.br.
Observatório astronômico do DCTA, em São José dos Campos
Fábio Silveira/IAE
No DCTA, o observatório oferece uma 'viagem pelo céu' e é possível observar diversos objetos celestes, como estrelas, planetas e a Lua.
Também há palestras e um tour nas instalações do observatório e, em dias com o céu encoberto por nuvens, não há observações astronômicas.
O g1 pediu uma atualização ao DCTA para saber se o espaço vai funcionar nesta quinta-feira, mas ainda não houve retorno.
Alinhamento de Vênus e a Lua em Rondônia
Clube de Astronomia de Rondônia
O fenômeno
🌙 O alinhamento entre os planetas e a Lua é mais raro do que o alinhamento dos planetas sozinhos, que ocorre a cada 12 ou 15 meses. A explicação está na geometria do sistema solar. Todos os planetas visíveis a olho nu — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno — orbitam o Sol em planos muito próximos ao da Terra.
O mesmo vale para a Lua. Como são quase paralelos, vistos daqui da Terra, Sol, Lua e planetas percorrem praticamente o mesmo caminho no céu — chamado de eclíptica, a faixa onde estão as constelações do Zodíaco. Daí o efeito de "corredor" entre eles.
O que vai criando esse fenômeno alinhado é a velocidade com que cada astro percorre esse caminho. A Lua é a que se move mais visivelmente: de um dia para o outro, ela se desloca o equivalente a uma mão aberta com o braço esticado — cerca de 15 graus de arco.
Os planetas andam mais devagar, mas cada um no seu próprio ritmo, o que faz com que essas configurações de proximidade apareçam e se desfaçam ao longo dos dias. A raridade se põe quando eles, nessas velocidades distintas, se alinham no céu.
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