África do Sul diz que mais de 900 foram presos durante protestos anti-imigração no país

ONP Summary
Large-scale anti-migrant assemblies took place across South Africa on June 30, a date the March and March organization had promoted to pressure undocumented foreign residents to leave. Authorities positioned security forces extensively throughout major cities where these protests occurred to forestall escalation into violence. The sustained campaign leading to this date had already prompted considerable out-migration among foreign nationals and interrupted routine business activities.
Progressive: Progressive-leaning outlets contextualize the police deployment within South Africa's history of anti-migrant violence, particularly referencing the 2008 incidents that resulted in 62 deaths, framing the current mobilization as a potential recurrence of large-scale unrest.
Moderate: Centrist coverage emphasizes the scale and geographic spread of June 30 demonstrations, the extensive police response, and the displacement of migrants preceding the date, with varying reports on the extent of actual violence during the protests.
이 뉴스, 어떠셨어요?
한 번의 탭으로 반응을 남겨요 · 로그인 불필요
África do Sul vive dia de protestos contra a imigração
Mais de 900 pessoas foram presas nesta terça-feira (30) durante os protestos anti-imigração que ocorreram por toda a África do Sul, segundo balanço divulgado pela polícia local nesta quarta-feira (1º).
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Tebello Mosikili, vice-comissário da polícia nacional, disse em coletiva de imprensa que, das 120 marchas registradas pelo país, 108 foram pacíficas e 12 necessitaram da intervenção das forças de segurança devido a distúrbios.
Alguns dos detidos eram imigrantes indocumentados, presos por violarem as leis de imigração, enquanto outros foram presos por violência pública, abrigarem imigrantes ilegais e por roubo.
Mosikili afirmou que reforços policiais foram enviados para cinco das nove províncias do país durante a noite para responder a incidentes isolados de saques e criminalidade, e que soldados foram enviados ao bairro de Hillbrow, em Joanesburgo, para apoiar a polícia.
Os protestos desta terça marcaram o fim do prazo para que os estrangeiros sem documentos deixassem o território.
Milhares de pessoas de outros países africanos já haviam fugido da África do Sul antes do “prazo” desta terça, quando lojas fecharam e trabalhadores estrangeiros ficaram em casa. Os imigrantes tentaram se antecipar a novos distúrbios após meses de agitação que geraram condenação internacional.
Pelo menos quatro pessoas foram mortas e milhares de estrangeiros foram expulsos de suas casas. Outras viram seus negócios e propriedades vandalizados.
A líder do movimento antimigrante afirmou que o grupo vai organizar marchas semanais até que seus objetivos sejam alcançados. “Nos próximos seis meses, pedimos que nossos recursos nacionais sejam utilizados para expulsar os imigrantes ilegais deste país. De prédio em prédio, eles precisam ir embora”, disse Jacinta Ngobese, líder do grupo “March and March”, na cidade portuária de Durban.
Leia mais:
Mais de 1 milhão de imigrantes solicitaram regularizar sua situação na Espanha
Entre aqueles que entoavam slogans contra os imigrantes em uma manifestação na cidade estava Silindile Xaba, de 31 anos. “As pessoas não estão trabalhando, os empregos estão sendo ocupados por estrangeiros ilegais. Não é justo”, disse.
Políticos têm sido acusados de se aliarem à xenofobia para conquistar votos nas eleições locais previstas para novembro.
Violência contra imigrantes
Os migrantes interpretaram o prazo como uma ameaça física, e houve sinais esporádicos de violência, embora muitas marchas tenham sido pacíficas. A polícia informou ter prendido alguns saqueadores, sem fornecer mais detalhes.
Em Thembisa, um subúrbio ao norte do principal centro comercial de Johanesburgo, manifestantes atiraram pedras contra a polícia e supostos migrantes, enquanto tiros esporádicos podiam ser ouvidos perto do distrito comercial central.
Prostestos na Africa do Sul contra imigrantes
Reuters
O jornal Daily Maverick noticiou que a polícia mobilizou veículos táticos e disparou tiros em Benoni, a leste de Johanesburgo, após ser ameaçada por 500 manifestantes.
A polícia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No bairro de Soweto, manifestantes saquearam barracos de estrangeiros, segundo a emissora nacional SABC. Ainda de acordo com a TV, a polícia disparou balas de borracha para dispersar manifestações em Pietermaritzburg, perto de Durban.
Nos ataques contra imigrantes, que vêm ocorrendo esporadicamente na África do Sul desde 2008, há pouca distinção entre aqueles que entraram legalmente e os que não .
A March and March afirma que não pode ser responsabilizada por atos espontâneos de raiva por parte dos sul-africanos. “Infelizmente, não podemos estar em todas as comunidades dizendo a elas... como se comportar”, disse Ngobese à Reuters em uma entrevista há duas semanas.
Prostestos na África do Sul
Reuters
O sentimento anti-imigrante e o que os críticos consideram uma falha da polícia em proteger as vítimas mancharam a reputação da África do Sul, que, na era pós-Nelson Mandela, sempre foi vista como defensora dos direitos humanos.
Os imigrantes são acusados de roubar empregos, aumentar a criminalidade e sobrecarregar os serviços públicos. Segundo cientistas sociais, as alegações carecem de evidências.
Três décadas após o fim do apartheid, a África do Sul continua desigual e um terço da população está desempregada. Apesar disso, o país continua sendo a maior economia da África e continua atraindo migrantes. A população de imigrantes é de cerca de 3 milhões, ou aproximadamente 4% do total — uma proporção relativamente baixa em comparação com os padrões globais. ...