Detenta que denunciou estupro em delegacia de MT é solta e passa a usar tornozeleira eletrônica

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Delegacia de Polícia de Sorriso
Polícia Civil de Mato Grosso
A mulher que denunciou ter sido vítima de estupro pelo investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, dentro da Delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, teve a prisão revogada e foi solta nessa segunda-feira (22).
Ela havia sido presa após o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça e passou por audiência de custódia.
Na decisão, o juiz Anderson Clayton Dias Batista determinou a revogação da prisão e impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair de casa entre 22h e 5h, o comparecimento mensal ao fórum da comarca e a obrigação de manter telefone e endereço atualizados.
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Em fevereiro deste ano, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) informou que a mulher é suspeita de envolvimento com facções criminosas e tortura. A prisão ocorreu no Hospital Regional de Sorriso, onde a mulher aguardava atendimento médico devido a uma gravidez de risco.
Segundo a Polícia Militar, equipes estavam na unidade para atender outra ocorrência quando foram informadas sobre a existência de um mandado de prisão em aberto contra ela.
Denúncia de estupro
Delegada explica sobre a denúncia de estupro contra delegado de Sorriso (MT)
Em dezembro de 2025, a mulher tinha sido presa após ser apontada por participação em um homicídio, no entanto, foi solta dois depois por falta de provas. Conforme a defesa, a vítima foi violentada quatro vezes, entre as 18h do dia 9 de dezembro até o amanhecer do dia seguinte. Após ser solta, relatou o caso ao advogado e, em seguida, procurou o Ministério Público para formalizar a denúncia.
A delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, informou que, após a denúncia, a vítima passou por exame pericial com coleta de material genético, que foi confrontado com o de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime. Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual.
Em fevereiro deste ano, o laudo da Politec apontou 'conjunção carnal' entre a vítima e o servidor e, apesar da perícia não citar estupro, o investigador foi indiciado pelo crime, após a conclusão da investigação feita pela própria Polícia Civil.
As investigações sobre a denúncia de estupro e os crimes atribuídos à mulher tramitam separadamente. Até o momento, não há indicação de relação entre os dois casos.
Tudo que se sabe sobre o caso:
O investigador foi preso em fevereiro de 2026
Vítima foi solta da delegacia após investigação apontar que ela foi presa por engano
Como denúncia resultou na prisão do investigador
Saiba quem é o suspeito e confira o perfil dele
Indiciamento pelos crimes de estupro e abuso de poder ...