Quase 90% dos casos de agressão física a mulheres atingem o rosto, diz promotora

ONP Summary
Trailing 2-0 with 11 minutes remaining, Argentina scored three goals in under 15 minutes to defeat Egypt 3-2 and advance to the World Cup quarterfinals. Egypt's coach alleged referee bias favored keeping the defending champions in the tournament.
Progressive: Refereeing scandal — Egypt coach alleged officials deliberately favored keeping world champions and Messi in competition.
Moderate: World Cup epic — Remarkable late comeback that defined the unpredictability and drama of tournament competition.
Conservative: Messi's great escape — Superstar inspired stunning fightback as defending champions refused to accept defeat.
Agressão contra mulheres: rosto da vítima é o principal alvo
Estudos das áreas de odontologia e medicina apontam que entre 70% e 90% das agressões físicas contra mulheres têm o rosto como alvo. O dado foi apresentado pela promotora de Justiça Fabíola Sucasas e ajuda a explicar um padrão observado em casos de violência de gênero: a tentativa de causar danos permanentes à aparência das vítimas.
A promotora também chama atenção para a subnotificação desses casos. Um estudo realizado com 3.193 usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) na Grande São Paulo mostrou que 76% delas haviam sofrido algum tipo de violência. Apesar disso, apenas 3,8% tinham registros dessas agressões nos prontuários médicos.
Estudos das áreas de odontologia e medicina apontam que entre 70% e 90% das agressões físicas contra mulheres têm o rosto como alvo.
Fantástico
A pesquisadora Valeska Martins de Oliveira Brasil afirma que os agressores buscam atingir a autoestima das vítimas.
"É uma violência que tem uma pedagogia. O homem, quando atinge a face, está não só dando uma lição nessa mulher, mas tornando ela, vamos colocar assim, ‘estragada’. 'Você não é minha, mas também ninguém mais vai te desejar'", disse.
Segundo Fabíola Sucasas, os ataques que provocam desfiguração exigem acompanhamento especializado. “A ideia é agredir e matar com crueldade. Essa desfiguração vai exigir do serviço de saúde determinadas providências. Hoje nós temos uma legislação que obriga o SUS a reparar o dano estético, a reparar o dano, inclusive, psicológico, que essas lesões podem acarretar”, explica.
Em São Paulo, iniciativas como o Instituto Novo Olhar oferecem reconstrução facial, atendimento psiquiátrico e psicológico, orientação jurídica e assistência social a mulheres vítimas de violência. A fundadora da instituição, a médica Carla Góes, afirma já ter atendido 435 mulheres.
"É tudo. Dá para ela dignidade. Dá para ela uma nova chance", afirmou sobre a recuperação do rosto das pacientes.
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