Assalto a professor durante corrida volta a chamar atenção para segurança na Avenida Litorânea

Assalto a professor reacende debate sobre segurança na Avenida Litorânea, em São Luís
O assalto sofrido por um professor enquanto praticava corrida na Avenida Litorânea, em São Luís, nessa sexta-feira (19), volta a chamar atenção sobre segurança em um dos principais espaços de lazer e prática esportiva da capital.
O professor Welberth Ferreira teve pertences roubados e ainda foi agredido durante a ação criminosa. Após o caso, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região.
Welberth Ferreira relatou que o assalto ocorreu horas depois de duas corredoras também denunciarem uma tentativa de assalto na mesma área. Segundo ele, trechos com pouca iluminação e mais isolados facilitam a ação dos criminosos.
"É um somatório de situações que a gente tem que começar a repensar, porque isso aqui não é um caso isolado. Já aconteceram outros casos", disse.
De acordo com o coronel Roberto Filho, do Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur), a Avenida Litorânea conta com três viaturas e equipes de motociclistas em horários alternados para reforçar a segurança.
"Especificamente aqui na área da Litorânea, nós operacionalizamos com três viaturas e equipes de motos em horários alternados. Trabalhamos por turnos. Durante a madrugada, temos um policiamento mais intensificado justamente para garantir que os transeuntes e as pessoas que praticam esportes não sejam assaltados ou molestados", informou.
📢A orientação da Polícia Militar é que os frequentadores evitem áreas mais isoladas, principalmente nos horários de menor movimento, e acionem as forças de segurança diante de qualquer situação suspeita.
Entenda o caso
Professor relata assalto durante corrida na Avenida Litorânea, em São Luís
O professor de Física da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Welberth Santos Ferreira, usou as redes sociais para relatar momentos de pavor vividos na manhã dessa sexta-feira (19), enquanto praticava corrida na Avenida Litorânea, em São Luís. O caso aconteceu horas após duas corredoras sofrerem uma tentativa de assalto na mesma região.
Segundo o professor, ele foi abordado por criminosos armados durante um treino em uma área com pouca iluminação, nas proximidades de um parquinho. De acordo com o relato, três motos com cinco ocupantes participaram da ação, sendo que pelo menos três deles estavam armados.
Welberth contou que os assaltantes surgiram de forma repentina e exigiram que ele entregasse o celular. "Surgiram do nada três motoqueiros, me apontaram a arma e pediram o celular. Eu não corro com o celular", relatou.
Como não estava com o aparelho, os criminosos passaram a revistá-lo. Ao perceberem que ele carregava a chave do carro, roubaram o objeto e também a aliança que usava. "Quando eu levantei a mão, eles viram a chave do carro, roubaram a chave do meu carro, roubaram a minha aliança", disse.
O professor afirmou que a aliança estava apertada no dedo e que, durante a ação, recebeu um soco no rosto. Segundo ele, a agressão foi tão forte que o deixou desacordado por alguns segundos.
"Como a aliança estava apertada, levei um soco tão forte que fui ao chão", contou. Em outro trecho do relato, ele afirmou: "Me desferiram um soco que eu apaguei aqui no meio da Litorânea".
Professor relata assalto durante corrida na Avenida Litorânea, em São Luís: 'levei um soco tão forte que fui ao chão'
Reprodução/Redes sociais
Após recuperar a consciência, Welberth viu os assaltantes fugindo em direção a um shopping da região. Pouco depois, ele recebeu ajuda de um corredor que passava pelo local. O professor agradeceu publicamente o apoio prestado por um homem identificado apenas como Anderson, que o auxiliou após o crime.
"Eu queria agradecer do fundo do coração ao Anderson, que eu nem conhecia. Ele foi passando, me prestou todo o socorro, me levou em casa para pegar a chave reserva do meu carro", afirmou.
Segundo Welberth, uma viatura da Polícia Rodoviária passou pela região logo após o assalto e chegou a iniciar buscas pelos suspeitos, mas eles não foram localizados. "Os policiais surgiram em seguida, bateram em deslocamento e não pegaram eles", relatou.
Após o ocorrido, o professor registrou boletim de ocorrência e afirmou que sentia fortes dores no olho em razão da agressão. "Tô indo agora fazer boletim de ocorrência. Tô sentindo muita dor no olho", disse.
Abalado emocionalmente, Welberth afirmou que pensa em interromper a rotina de treinamentos e competições esportivas. Ele lembrou que já havia deixado de praticar outras atividades por questões de segurança.
Segundo o professor, ele parou de nadar no mar após a morte de um triatleta na região do Espigão Costeiro e também deixou de pedalar nas ruas, optando apenas por treinos em bicicleta estacionária. "Sinceramente, agora penso em parar as competições e treinos. Esse é o sentimento", desabafou.
Welberth contou ainda que vivia um momento de retomada no esporte e vinha conseguindo melhorar seu desempenho nas corridas.
"Foi o ano que eu estava reencontrando meu pace. Consegui voltar a ganhar algumas provas, mas agora vou parar tudo. Não sei como vou fazer daqui para frente", declarou.
Procurada pelo g1, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) ainda não se manifestou sobre o caso.
Corredoras também foram abordadas por criminosos
Horas antes, outro caso semelhante havia sido relatado pelo treinador Dilson Pará. Segundo ele, duas corredoras foram abordadas por criminosos armados enquanto treinavam próximo ao centro de treinamento, na Avenida Litorânea.
Dilson contou que estava pedalando em outro trecho da orla quando o crime aconteceu. De acordo com o treinador, por volta das 4h20, três motos com seis homens vestidos de preto se aproximaram das atletas.
"Hoje eu saí para pedalar enquanto duas mulheres ficaram correndo próximo ao CT. Como eu estava de bicicleta, fui um pouco mais longe, até Iemanjá (uma praça). Quando voltei, tinha acabado de acontecer", relatou
Segundo ele, as corredoras chegaram a acreditar que os ocupantes das motos fossem policiais. "No primeiro momento, elas acharam que fossem policiais. Mas quando as motos subiram na calçada, perceberam que não era", afirmou.
Assustadas, as duas mulheres correram em direções diferentes, mas foram alcançadas pelos criminosos.
"Os homens foram atrás delas, abordaram as duas e pediram os celulares. Como elas não estavam com nada, os homens as revistaram para conferir e depois foram embora", contou.
Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
"Quando cheguei, uma delas estava chorando muito. Fiquei com elas por um bom tempo tentando acalmá-las. Graças a Deus, ninguém se feriu", disse o treinador.
Após os dois episódios, atletas que utilizam a Avenida Litorânea para corridas, caminhadas e treinos de ciclismo voltaram a demonstrar preocupação com a segurança na região, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.
"Fica o alerta para todos nós que treinamos tão cedo: todo cuidado é pouco", alertou Dilson Pará. ...
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