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Empresária suspeita de ser lobista em contrato de R$ 139 milhões das UPAs fugiu minutos antes da chegada da polícia, diz relatório

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Empresária suspeita de ser lobista em contrato de R$ 139 milhões das UPAs fugiu minutos antes da chegada da polícia, diz relatório

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Empresária suspeita de fraude se apresenta à polícia
A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva deixou a própria casa 14 minutos antes da chegada da Polícia Civil, durante a Operação Falsa Emergência, que tinha como objetivo cumprir mandado de prisão contra ela. O comportamento foi considerado suspeito, conforme afirma o relatório policial.
Cláudia é suspeita de envolvimento na suposta fraude no contrato de R$ 139 milhões para terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas. Ela teve a prisão decretada no dia 10 de junho, mas não foi encontrada pelos agentes e teve o cartaz de procurado divulgado pela Polícia Civil. Após cinco dias, a empresária se apresentou no Fórum de Palmas acompanhada de um advogado e segue presa.
Com a conclusão do inquérito sobre a terceirização das UPAs, Cláudia foi indiciada por corrupção ativa, peculato-desvio, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO), que irão analisar as medidas cabíveis.
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A defesa de Cláudia afirmou que o relatório da Polícia Civil apresenta conclusões que não correspondem à realidade e classificou o documento como inadequado. Segundo o advogado, o relatório tem caráter apenas informativo e não encerra a análise dos fatos pelas autoridades responsáveis (leia a íntegra da nota abaixo).
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Empresária Cláudia Fernanda se apresentou à polícia
Reprodução/TV Anhanguera
Fuga e apoio de conhecida
De acordo com o relatório da Polícia Civil, após sair da residência, Cláudia seguiu até a casa de uma conhecida, onde permaneceu por várias horas. No local, ela escondeu o veículo que utilizava e permaneceu no endereço mesmo após o início da operação policial e repercussão do caso na mídia.
As investigações mostram que ela ficou na casa durante toda a manhã do dia 10 de junho. Segundo o relatório, ela deixou o imóvel por volta das 12h40 em um carro diferente daquele que utilizou para chegar. A mudança de veículo, conforme a polícia, dificultou o rastreamento e as tentativas de localização.
O documento afirma que, ao sair do imóvel, Cláudia seguiu “em rumo ignorado”, o que impediu o cumprimento do mandado de prisão naquele momento. Segundo a Polícia Civil, a empresária contou com apoio para permanecer fora do alcance das autoridades e dificultar o cumprimento da ordem judicial.
Empresária apontada como lobista
O relatório também aponta que Cláudia não é considerada uma figura ocasional na investigação. A empresária é apontada como intermediadora de interesses ligados ao setor de saúde pública e tinha presença frequente na Secretaria Municipal de Saúde de Palmas, participando de reuniões e mantendo contato com servidores envolvidos no processo investigado.
Segundo os investigadores, essa atuação inclui relação com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, contratada pelo município, e proximidade com agentes públicos que atuaram na formalização da parceria, entre eles o ex-superintendente de Atenção à Saúde Andreis Vicente da Costa.
A defesa de Andreis disse que ele foi indiciado sem ter sido ouvido em nenhuma fase do procedimento, incluindo após a busca e apreensão e no momento da prisão, e não teve oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. O advogado afirmou que confia na Justiça e declarou que, se for colocado em liberdade, Andreis pretende prestar esclarecimentos ao Ministério Público e ao Judiciário (leia a íntegra da nota abaixo).
Carro de luxo alugado
Um dos pontos centrais da investigação é a relação da empresária com o então superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa. O Ministério Público indicou que Cláudia alugou um carro de luxo (BMW/X1 S20I M SPORT, ano fab/mod 2025/2026) um dia antes da assinatura da Justificativa de Dispensa de Chamamento Público, documento que dispensou procedimento licitatório.
O veículo supostamente foi entregue ao superintendente da Semus, responsável por montar o processo de contratação. Para os investigadores, o uso do veículo pode indicar vantagem indevida disfarçada, pois o custo é considerado incompatível com a renda do servidor.
A BMW, segundo a polícia, era utilizada constantemente pelo superintendente. O veículo foi locado a um custo global de R$ 228.576,00 por dois anos, equivalente a R$ 9.524,00/mês.
Ainda conforme os autos, o superintendente usava o carro com frequência, mantinha proximidade com a empresária e frequentava o endereço dela. Relatórios também apontam que os dois viajaram para o estado de São Paulo durante o andamento das investigações. A defesa de Andreis nega vantagem indevida e diz que ele tinha um relacionamento pessoal com Cláudia.
Íntegra da defesa de Cláudia Fernanda Cândido
Ainda que o relatório da autoridade polícia seja uma peça meramente informativa que põe fim a investigação, tal como posto, é totalmente despropositado e absolutamente dissonante com a realidade. Aliás, esperamos que assim seja considerado pelo Ministério Público e pelo Judiciário.
Quanto às prisões, considerando que o fundamento do decreto “era” a possibilidade de intervenção na investigação, diante de sua conclusão, espera- se que sejam imediatamente revogadas tal como pedido pela defesa.
Irregularidades na investigação sobram. No entanto, serão discutidas no momento processualmente adequado.
Íntegra da nota da defesa de Andreis Vicente
A defesa de ANDREIS VICENTE DA COSTA informa que aguarda apreciação do pedido de revogação da prisão preventiva. Referido pedido foi formulado no dia 15.06.2026. A defesa também aguarda acesso a diversos documentos que ainda estão sob sigilo – em que pese a conclusão das investigações.
Foi apresentado relatório final no inquérito, com indiciamento de ANDREIS, sem que ele nunca tenha sido ouvido! Não foi ouvido quando sofreu busca e apreensão. Não foi chamado para dar explicações após essa fase. Não foi ouvido quando de sua prisão.
Ou seja, ANDREIS foi preso e indiciado em uma investigação sem nunca ter tido a oportunidade de dar qualquer explicação sobre os fatos imputados a ele.
A defesa reafirma o respeito pelas instituições, acredita na Justiça e aguarda com serenidade a apreciação do pedido de revogação da prisão preventiva de ANDREIS.
Tão logo esteja em liberdade ele apresentará à Justiça e ao Ministério Público os esclarecimentos que não teve oportunidade de prestar na investigação.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins. ...

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