Pelo 2º dia seguido, famílias fecham avenidas do Recife em protestos para cobrar auxílio para vítimas das chuvas

Famílias interditam Avenida Recife em novos protestos cobrando auxílio emergencial para vítimas das chuvas em Pernambuco
Reprodução/WhatsApp
Dois novos protestos simultâneos interditaram o trânsito, na tarde desta quarta-feira (8), nas avenidas Recife e Mascarenhas de Morais, na Zona Sul do Recife. Imagens enviadas ao g1 mostram manifestantes ocupando as pistas após atearem fogo em pneus e entulhos.
Este é o segundo dia consecutivo de protestos que cobram o pagamento do auxílio emergencial de R$ 2.500 para famílias atingidas pelas chuvas fortes que deixaram 27 cidades do Grande Recife e da Zona da Mata em situação de emergência em maio. Na terça (7), o grupo também interditou a Avenida Mascarenhas de Morais e a BR-101, no bairro da Caxangá.
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Segundo os manifestantes, parte dos beneficiários não recebeu o valor pelo governo de Pernambuco. "Chegou na comunidade e só receberam algumas pessoas, o resto não. A comunidade está indignada e estão fazendo esse protesto", disse.
Na Avenida Mascarenhas de Morais, o protesto começou por volta das 17h, nas imediações de um supermercado da rede Assaí, no sentido Aeroporto. A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) disse que agentes de trânsito estão orientando os motoristas.
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Já na Avenida Recife, o ato acontece no sentido da Caxangá, no cruzamento entre os bairros San Martin e Jardim São Paulo. Esse protesto também começou por volta das 17h. Segundo o Corpo de Bombeiros, uma viatura de combate a incêndio foi enviada para cada local.
O g1 entrou em contato com o governo de Pernambuco para saber sobre como está sendo realizado o pagamento do auxílio, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
Auxílio emergencial
A lei que criou o benefício foi sancionada no dia 14 de maio pela governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo a norma, a parcela única, no valor de R$ 2,5 mil, deve ser paga a cada família que comprovar danos materiais causados por enchentes ou deslizamentos.
O texto prevê investimento de R$ 8,7 milhões para contemplar até 3,5 mil moradores. O auxílio é para pessoas de baixa renda, cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico), que tiveram perda total ou parcial do imóvel e também a inutilização de mobiliário e eletrodomésticos de uso essencial.
Para receber o auxílio, as famílias precisam comprovar, por documento emitido pelo município, que teve a residência danificada, exclusivamente, pelos transtornos provocados pelas chuvas. As pessoas que não são cadastradas no CadÚnico ou que estão com o cadastro desatualizado devem ter atendimento prioritário para cadastramento e encaminhamento ao estado.
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