De Vinícius a Endrick: nomes de jogadores viram marca de gerações na Bahia

Vinicius Júnior marcou o décimo gol com a camisa da Seleção Brasileira durante Copa do Mundo 2026
Nelson Terme/CBF
O desempenho e a popularidade de jogadores de futebol ao longo das Copas do Mundo também deixam marcas fora dos gramados — inclusive nos registros de nomes na Bahia. É o que mostra um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE) com base no portal “Nomes no Brasil”, construído a partir dos dados do Censo 2022.
Entre os nomes atuais da Seleção Brasileira, o atacante Vinícius Júnior aparece com forte presença indireta: o estado tem 19.530 pessoas chamadas pelo nome. O auge da escolha ocorreu entre 2000 e 2009, período em que nasceram cerca de quatro em cada 10 baianos (7.934 registros).
Já o atacante Neymar, que também mobilizou grande atenção nacional em torno de sua possível participação na Copa deste ano, tem 232 “xarás” na Bahia. A maior parte deles (180) nasceu após 2010, quando o jogador se consolidou como estrela mundial.
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Outro nome em evidência na atual geração, o atacante Endrick, ainda é pouco comum no estado: são apenas 88 registros na Bahia, dos quais 83 são de pessoas nascidas após o ano 2000.
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Entre os convocados, o atacante Raphinha chama atenção por uma variação de grafia. Na Bahia, há 1.624 pessoas chamadas Raphael, com “ph”, enquanto a versão mais comum, Rafael, soma 47.788 registros no estado.
O levantamento também destaca o meia Danilo, um dos brasileiros baianos no elenco. O nome é bastante popular no estado, com 21.936 registros. Já o zagueiro Bremer não aparece como nome próprio na Bahia, mas seu primeiro nome, Gleison, soma 1.271 registros.
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Influência das Copas ao longo das gerações
O impacto de ídolos históricos também aparece nos dados. O nome Edson, de Pelé, é usado por 30.702 pessoas na Bahia. Segundo o IBGE, 12.439 delas nasceram nas décadas de 1960 e 1970, período em que o Rei do Futebol viveu o auge da carreira.
Romário, destaque do tetracampeonato em 1994, aparece com 6.995 registros no estado. A maioria (4.319) nasceu nos anos 1990, quando o atacante estava em evidência.
Já Ronaldo, estrela do penta em 2002, soma 14.473 registros na Bahia. O pico de nascimentos com esse nome ocorreu na década de 1980, com 4.785 registros.
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O nome Edson, de Pelé, é usado por 30.702 pessoas na Bahia.
Getty Images
Craques estrangeiros também entram na lista
Jogadores internacionais também influenciaram registros na Bahia. O estado tem 75 pessoas chamadas Zidane e 37 chamadas Messi. O nome Riquelme aparece com 3.773 registros.
Já Cristiano Ronaldo soma 11.126 “xarás” no estado. No entanto, apenas 2.290 nasceram após os anos 2000, quando o jogador português ganhou projeção mundial.
O estado tem 37 pessoas chamadas Messi.
Claudia Greco/Reuters
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