Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6

Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM
Reprodução/TV Globo
Onze dias após a deflagração da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que mirou um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), o governador em exercício Ricardo Couto de Castro exonerou nesta segunda-feira (20) a cúpula da autarquia estadual.
As dispensas atingem o então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, — pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) —; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, o delegado da Polícia Civil do RJ Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos do IRM, Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício e cunhada de Knoploch.
Eles estão entre os alvos do MPRJ e estão presos. A promotoria denunciou 11 investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro de um contrato de R$ 86 milhões.
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Os presos na Operação Ouroboros
Infografia: Bruna Azevedo/g1
De acordo com as investigações, empresas contratadas pelo IRM teriam celebrado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos. Parte do dinheiro, segundo a denúncia, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala” que foi presa. Ela era ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia.
O g1 tenta contato com os citados.
Entenda o esquema
De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria.
Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra corrupção no Instituto Rio Metrópole
Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM.
Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte.
Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.
Classificada na denúncia como a “Mulher da Mala”, no dia 9 de janeiro, Caroline Soares Barros foi surpreendida por agentes da 110ª DP (Teresópolis) quando foi sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária daquele município, escoltada por funcionários da Rioforte. Ao todo, realizou 13 saques calculados em pouco mais de R$ 3 milhões.
Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole
Reprodução/TV Globo
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