Estação Espacial Internacional poderá ser vista a olho nu em diversas cidades brasileiras nesta quinta-feira

Moradores poderão acompanhar passagem da Estação Espacial Internacional a olho nu nesta quinta-feira (11)
Centauri/Divulgação
A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) poderá ser observada a olho nu no céu de diversas cidades brasileiras a partir das 17h53 desta quinta-feira (11). Quem olhar para o horizonte no horário indicado verá a estação surgir na direção noroeste e cruzar o céu até desaparecer no sudeste.
Segundo Rodrigo Raffa, professor de física e responsável pelo Clube de Astronomia Centauri, de Itapetininga (SP), a ISS aparecerá no horizonte noroeste e ganhará altitude gradualmente, atingindo seu ponto mais alto por volta das 17h56. O trajeto termina cerca de quatro minutos depois, quando a estação desaparece no horizonte sudeste. Ao todo, a passagem deve durar aproximadamente sete minutos.
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"Em Itapetininga, ela passará praticamente sobre nossas cabeças, atingindo impressionantes 86° de altitude e um brilho intenso de magnitude -3,2, rivalizando com os objetos mais brilhantes do céu noturno", aponta o especialista.
A passagem da estação será visível em grande parte do Brasil, incluindo todo o estado de São Paulo, além de regiões do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e do Distrito Federal.
Desta vez, não será necessário usar telescópio nem binóculos para observar o fenômeno.
"Basta olhar para o céu poucos minutos após o pôr do Sol e acompanhar esse laboratório espacial de mais de 100 metros de extensão viajando a cerca de 28 mil km/h ao redor da Terra", afirma Raffa.
🔭 Como localizar a estação?
Para encontrar a ISS, Rodrigo indica que os olhares devem procurar um ponto brilhante se movendo de forma contínua no céu, cruzando de noroeste para sudeste. A dica é que a estação não pisca, diferentemente de um avião, por exemplo.
"Os satélites e os aviões são mais dinâmicos, e seus movimentos são facilmente reconhecíveis, mas os aviões tem uma luz vermelho padrão, enquanto que a ISS e outros satélites possuem um brilho mais definido, sem luzes, com um movimento contínuo", esclareceu Raffa.
Outra forma de facilitar a localização da estação é usar aplicativos que indicam a passagem da ISS. O Clube Centauri tem uma plataforma voltada para a região de Itapetininga, que informa as passagens visíveis nos próximos dez dias e pode ser acessada neste link.
Em 2019, o professor de física encontrou uma réplica do Hubble na Alemanha
Arquivo pessoal/Rodrigo Raffa
A Estação Espacial é um laboratório científico que orbita a Terra a 400 km de distância, desde 2000. Ela foi criada por cinco agências espaciais: Nasa (EUA); Roscosmos (Rússia); ESA (Europa); JAXA (Japão) e CSA (Canadá). A estrutura da ISS tem aproximadamente 110 metros de largura.
“Ela tem controle mundial e vários países podem mandar astronautas para lá, inclusive, o nosso astronauta brasileiro, o Marcos Pontes, quando foi para o espaço, ele foi justamente para a Estação Espacial”, relembra Rodrigo Raffa.
Conforme o especialista, no local são realizados diversos tipos de experimentos.
“Experimentos científicos, de baixa gravidade, de radiação, vendo como a vida se comporta no espaço, como a radiação interfere na vida, vegetal, animal, eles levam insetos, levam plantas, já plantaram algumas mudas no espaço, então, é um laboratório mesmo”.
A estação espacial completou 25 anos e já recebeu mais de 270 astronautas de diferentes nacionalidades.
Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês)
NASA/Reprodução
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