Caso dos 400 gatos: Começa operação para resgatar animais que viviam aglomerados em apartamento de SC

Começa operação para resgatar animais que viviam aglomerados em apartamento
Os cerca de 400 gatos encontrados aglomerados em um apartamento de Concórdia (SC) começaram a ser retirados do local nesta sexta-feira (12). A ação contou com o apoio de clínicas contratadas pelo município, além de servidores da prefeitura. Até as 10h30, o número de animais removidos não havia sido informado.
A expectativa do município é retirar os gatos gradualmente e encaminhá-los a uma das cinco clínicas veterinárias credenciadas pelo município para o resgate. Não há previsão de quando todos os gatos serão retirados.
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Rosane Bettu Grezzana é uma das veterinárias que atua nesta manhã. A profissional informou que o grupo de resgate tentou selecionar os animais por sexo e por comorbidades, mas a situação de insalubridade dificultou o trabalho.
"A primeira impressão é muito difícil, é muito triste ver aquilo tudo. Tudo destruído, muita sujeira. É bem complicado, os gatos estão bastante ariscos, eles correm o tempo todo, então, realmente está sendo uma caça ao gato, porque está sendo bem difícil a apreensão deles", disse.
Os custos do resgate pode chegar a R$ 500 mil, informou a prefeitura.
Começa operação para resgatar animais que viviam aglomerados em apartamento
Daniel Merlini
O caso chegou ao conhecimento da prefeitura em setembro de 2025, após denúncias. Em abril deste ano, a situação ganhou repercussão quando um acordo entre a dona do apartamento e o Ministério Público (MP) sobre o apoio aos animais não foi cumprido.
No final de maio, a Justiça autorizou a entrada forçada no apartamento para ações de resgate. Na decisão, também foi ordenada uma avaliação psicossocial e auxilio para tutora, uma aposentada de 73 ano que também estaria em situação de vulnerabilidade.
O imóvel tem cerca de 200 m² e, mesmo sendo amplo, os animais ocupavam vários espaços, conforme o município. Um relatório feito no local detalhou que os animais se "comprimiam" em janelas, corredores, móveis e próximos a áreas contaminadas.
Polícia Civil também abriu um inquérito para apurar o caso. Segundo a investigação, a tutora dos felinos é investigada por maus-tratos a animais.
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