Le Pen confirma que será candidata à Presidência da França, apesar de condenação e uso de tornozeleira

ONP Summary
A Paris appeals court upheld Marine Le Pen's conviction for misusing European Union funds but significantly reduced her ban on holding elected office. The resulting sentence allows her to run in the 2027 presidential election, though she rejects the court's condition of wearing an electronic monitoring bracelet during the campaign.
Progressive: Constrained candidacy — the ankle bracelet condition functionally perpetuates Le Pen's political exclusion despite the reduced ban.
Moderate: Judicial balance — the court upheld her guilt on EU fund misuse while reducing her sentence to permit 2027 presidential candidacy with conditions.
Conservative: Opened pathway — the court significantly reduced Le Pen's election ban, clearing her path to run in 2027 contingent on accepting monitoring conditions.
Marine Le Pen, líder da extrema direita da França, após a divulgação dos resultados de boca de urna do segundo turno das eleições legislativas do país
Sarah Meyssonnier/Reuters
A líder de extrema direita Marine Le Pen anunciou nesta terça-feira (7) sua candidatura à eleição presidencial da França em 2027, apesar de uma condenação por desvio de recursos públicos que lhe impôs o uso de uma tornozeleira eletrônica durante um ano.
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"Esta noite sou candidata à eleição presidencial", declarou Le Pen à emissora TF1, ao anunciar um recurso contra a sentença que, em sua opinião, permitirá que ela faça campanha sem a tornozeleira eletrônica, ao suspender sua aplicação.
A política, de 57 anos, recuperou o direito de concorrer à Presidência após uma decisão do Tribunal de Apelação de Paris que, embora tenha mantido sua condenação por desvio de recursos públicos europeus, reduziu a pena de inelegibilidade.
Uso de tornozeleira
Mais cedo, a corte de apelações da França confirmou a condenação de Le Penn, mas abriu caminho para que ela concorra à eleição presidencial de 2027.
A pena foi determinada em três anos de prisão, dos quais dois foram suspensos e um será cumprido em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão também reduziu o período de inelegibilidade para 45 meses, sendo que 30 foram suspensos. Como Le Pen já cumpriu a maior parte dos 15 meses restantes desde a condenação - proferida em 2025 - ela poderá se candidatar às eleições presidenciais francesas marcadas para abril de 2027.
Le Penn foi considerada culpada por desviar 1,4 milhão de euros do Parlamento Europeu destinados à contratação de assessores parlamentares.
Segundo a acusação, entre 2004 e 2016, ela e outros integrantes de seu partido utilizaram dinheiro da União Europeia para pagar funcionários que, na prática, trabalhavam para a legenda na França, e não em atividades ligadas ao Parlamento Europeu.
A sentença original foi criticada por aliados de Le Pen, que acusaram o Judiciário de interferir na disputa democrática. Já seus adversários defenderam que representantes eleitos devem responder à Justiça sob as mesmas regras aplicadas a qualquer outro cidadão.
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