Sumiço de dinheiro, ameaça e agressão: como briga em casa noturna terminou com mulher jogada em rio em MG

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Mulher é levada à força de casa noturna, agredida e jogada de ponte por cinco pessoas em Veríssimo
Polícia Militar/Divulgação
A mulher de 41 anos que sobreviveu após ser amarrada e jogada de uma ponte na madrugada de quarta-feira (1º) foi espancada depois de reclamar do desaparecimento de R$ 100 que estavam em sua bolsa na casa noturna onde trabalha, em Conceição das Alagoas, no Triângulo Mineiro.
Segundo relato da vítima à Polícia Militar (PM), durante a discussão sobre o dinheiro, a garota de programa disse ao dono do estabelecimento que iria trabalhar em outra casa de prostituição.
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Na noite de terça-feira (30), a mulher foi agredida, amarrada e jogada de uma ponte sobre o rio Uberaba, em Veríssimo, também no Triângulo Mineiro. Ela conseguiu se desamarrar parcialmente, nadou até a margem e passou a madrugada em uma mata. A vítima foi encontrada pela Polícia Militar (PM) na manhã seguinte.
Segundo a PM, cinco pessoas participaram da tentativa de homicídio. Entre os suspeitos estão um motorista de aplicativo, de 26 anos, preso em flagrante, e o dono da casa de prostituição, de 28 anos, que não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem.
Outras três mulheres, de 21, 23 e 34 anos, também são apontadas como suspeitas e não foram localizadas.
A investigação apontou que o carro do motorista de aplicativo foi usado para transportar a vítima. O veículo foi apreendido.
O g1 tenta identificar a defesa do motorista de aplicativo e do dono da casa noturna.
Briga iniciada por sumiço de R$ 100
Segundo a vítima, na manhã de terça-feira (30), ela trabalhava como garota de programa na casa noturna conhecida como “Casa das Primas”, em Conceição das Alagoas, quando percebeu o desaparecimento de R$ 100 em dinheiro que estavam em sua bolsa.
A mulher reclamou com o dono do estabelecimento, de 28 anos, iniciando uma discussão. Durante a discussão, a mulher disse que iria para outra casa de prostituição e contou à polícia que o jovem e o proprietário do estabelecimento rival já tinham desavenças anteriores.
Já no período da tarde, horas depois, quatro pessoas — as três mulheres e o motorista de aplicativo — chegaram ao estabelecimento a pedido do proprietário.
À PM, ela afirmou que foi espancada com socos e pauladas, chegando a perder a consciência após ser enforcada pelo motorista. Ao acordar, relatou que continuou sendo agredida, teve os cabelos cortados e as mãos, os pés e o pescoço amarrados.
Na sequência, foi colocada no porta-malas do carro e levada até a ponte. Durante o trajeto, ouviu ameaças de morte e disse ter implorado para que sua vida fosse poupada, alegando que “não precisava disso”.
No entanto, foi retirada do veículo e jogada da ponte sobre o rio Uberaba.
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Mulher foi jogada com pés amarrados
No relato registrado pela Polícia Militar, a mulher contou que foi empurrada pelo motorista e pela mulher de 23 anos.
Ao cair na água, a vítima começou a se afogar, mas conseguiu se soltar parcialmente as mãos e nadou até a margem. Em terra, ela conseguiu retirar o fio de carregador que prendia os seus pés e passou a madrugada de quarta-feira (1º) escondida na mata.
Pela manhã, foi encontrada por uma equipe policial que seguia pela rodovia AMG-2545, por volta das 10h, para atender a uma ocorrência de trânsito.
De acordo com a PM, ela estava chorando, descalça, com as roupas rasgadas, um pano amarrado ao pescoço e gritava: “eles me jogaram de cima da ponte!”.
Mulher é agredida e jogada de ponte em Veríssimo
Testemunhas confirmaram agressões
Após o resgate, os policiais militares foram até a casa noturna indicada pela vítima. No local, duas garotas de programa disseram ter ouvido a discussão e presenciado as agressões. Elas também confirmaram a presença dos suspeitos citados pela mulher.
Uma terceira testemunha afirmou que soube do caso por relatos de outras pessoas. Segundo ela, na manhã de quarta-feira (1º), o proprietário do estabelecimento voltou ao local, recolheu os pertences da vítima com a ajuda do motorista de aplicativo e, em seguida, os dois seguiram para Uberaba.
O motorista preso negou participação no crime. No entanto, imagens de câmeras de monitoramento mostram o veículo dele seguindo por uma rota compatível com o trajeto até a rodovia onde a vítima foi jogada. Além disso, a mulher o reconheceu como um dos envolvidos.
O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Militar continua as buscas pelos demais suspeitos.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que apura os fatos relacionados ao caso da mulher de 41 anos. A corporação destacou ainda que a investigação segue em andamento e que, por enquanto, não serão repassados outros detalhes.
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Polícia Militar/divulgação
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