Após acordo, Trump diz que navios já começaram a circular no Estreito de Ormuz

AI Summary
The United States and Iran have agreed to a peace settlement ending their military conflict that began in late February, with the accord set for formal signing in Switzerland. The agreement mandates the reopening of the Strait of Hormuz, a paramount maritime channel for global energy commerce, which had been effectively blocked for roughly 15 weeks. The prolonged closure significantly disrupted international oil markets and caused widespread economic consequences.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize the serious economic disruption inflicted by the conflict and blockade, while expressing skepticism toward government assertions regarding maintaining uninterrupted control over the strait.
Moderate: Centrist outlets emphasize factual reporting of the agreement's terms, timeline, and operational details including oil shipment volumes, while treating official narratives relatively straightforwardly.
Navios no Estreito de Ormuz
Reuters/Stringer
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que navios já começaram a circular pelo Estreito de Ormuz nesta manhã, após o anúncio do acordo de paz entre EUA e Irã no domingo (14).
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Trump afirmou que a movimentação ocorre pela rota sul do canal, o trecho mais afastado do território iraniano, perto de Omã e da Arábia Saudita.
"Os navios estão começando a se movimentar, muitos carregados de petróleo, para fora do Estreito de Ormuz. Eles estão seguindo pela 'Rodovia' do Sul, que é totalmente segura e preservada. Existem outras rotas de navegação também!!!", escreveu o presidente norte-americano em sua rede social Truth Social.
O Irã, que controla, na prática a maior parte do trânsito por Ormuz, ainda não havia confirmado a informação até a última atualização desta reportagem.
➡️ O acordo foi anunciado no domingo (14) por todas as partes, após mais de três meses de guerra. O texto será assinado na sexta-feira (19), em uma cerimônia em Genebra, na Suíça, segundo o Paquistão, que mediou nas negociações.
Trump nega pedágio, mas Irã fala em 'taxa'
Paquistão anuncia acordo de paz na guerra entre Estados Unidos e Irã
No domingo (14), em entrevista ao jornal "The New York Times", Trump disse que o acordo assinado entre Estados Unidos e Irã prevê que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz. No entanto, o Irã afirmou que passará a cobrar uma 'taxa por serviço' de navios que cruzarem o estreito.
Em entrevista ao jornal "The New York Times" logo após o anúncio, Trump disse que o acordo prevê a isenção permanente de qualquer pedágio em Ormuz, como o Irã havia sugerido durante o conflito. Nesta segunda, no entanto, o Ministério das Relações Exteriores iraniano anunciou que haverá "taxas de serviço marítimo".
"Sempre afirmamos que não pretendemos cobrar taxas de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, nesta segunda.
👉 O Irã, cujo território margeia a maior parte do Estreito de Ormuz, controla, na prática, o trânsito pelo canal, por onde circulam navios transportando cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.
O governo norte-americano ainda não havia se manifestado sobre a taxa anunciada pelo Irã até a última atualização desta reportagem.
Trump diz ter salvado Israel 'de ataque nuclear'
Na entrevista ao The New York Times, Trump afirmou ainda que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, ajudaram na resolução do acordo de paz com o Irã.
Ele agradeceu aos líderes dos dois países, mas criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Trump afirmou que, "apesar das objeções do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu a acordo, salvei Israel da destruição nuclear" — o norte-americano tem mostrado sinais de irritação com Netanayhu por conta dos ataques de Israel ao Líbano e disse que os dois, inclusive, chegaram a travar uma discussão acalorada ao telefone na semana passada.
O presidente norte-americano disse ainda que, caso o Irã não assinasse um acordo, ele se tornaria uma espécie de "guardião do Oriente Médio", capturando 20% das receitas geradas na região.
Donadl Trump ao lado de Melania Trump na Casa Branca, em 13 de junho de 2026.
Evan Vucci / Reuters ...
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