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중도 성향

Por que decreto de Milei para expulsar estrangeiros por 'ódio' à Argentina pode enfrentar dificuldades

G1 (Globo)
Por que decreto de Milei para expulsar estrangeiros por 'ódio' à Argentina pode enfrentar dificuldades

ONP 요약

El presidente Javier Milei anunció una reforma al charter del Banco Central de la República Argentina (BCRA) que busca limitar su capacidad de financiar al Tesoro y reforzar su independencia. Además, firmó un decreto de necesidad y urgencia que permite impedir la entrada de extranjeros y expulsarlos, generando controversia política.

중도 성향:Reforma de independencia — los medios moderados describen la reforma como un intento de reforzar la autonomía del BCRA y limitar su financiación del Tesoro, resaltando la controversia política.

보수 성향:Protección de la moneda — los medios conservadores presentan la reforma como una defensa esencial del valor del peso, una medida para evitar la inflación y asegurar la independencia del BCRA.

Porta-voz de Milei diz que 'sempre houve xingamentos' entre Argentina e Brasil
O decreto assinado pelo presidente da Argentina, Javier Milei, que prevê barrar a entrada e até expulsar estrangeiros que promovam "mensagens de ódio" contra argentinos deve enfrentar obstáculos jurídicos e práticos para sair do papel.
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O Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) foi anunciado na quarta-feira (29) pelo Gabinete da Presidência da Argentina. Segundo o governo, a medida responde às "recentes manifestações de hostilidade" contra o país.
"O Governo Nacional reafirma que a defesa da Nação, de seus cidadãos e de seus símbolos não é negociável. Quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país", declarou a Presidência.
Por outro lado, especialistas questionam tanto a constitucionalidade da medida quanto a dificuldade de colocá-la em prática.
Ao jornal Clarín, juristas criticaram principalmente a decisão de Milei de recorrer a um DNU para alterar regras migratórias.
Na Argentina, esse tipo de instrumento é usado apenas para situações excepcionais, quando o presidente não pode aguardar a tramitação de um projeto de lei no Congresso.
"O presidente não quer esperar por esse processo e, em vez disso, exerce o poder legislativo. Isso é inconstitucional devido à ausência de circunstâncias excepcionais", afirmou ao Clarín o advogado constitucionalista Andrés Gil Domínguez.
As dúvidas sobre a validade do novo decreto se somam ao histórico recente do governo. Em maio de 2025, Milei já havia modificado a Lei de Migrações por meio de outro DNU.
Recentemente, a Câmara Civil e Comercial Federal colocou em dúvida a constitucionalidade dessa reforma e abriu a possibilidade de que ela seja considerada inválida pela Justiça.
O ex-presidente Mauricio Macri também editou um DNU para acelerar a expulsão de estrangeiros envolvidos em crimes, mas a medida foi contestada e acabou revogada.
Desafios para aplicar a medida
Boeing 737-887, da companhia Aerolíneas Argentinas, decola no aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, na Argentina.
Reuters
Segundo o governo, o decreto inclui como motivo para barrar a entrada ou expulsar do país qualquer estrangeiro que incentive mensagens de ódio, discriminação ou violência contra cidadãos argentinos. A medida também prevê punições para atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais.
Embora o governo argentino ainda não tenha divulgado os detalhes da regulamentação da medida, o comunicado oficial informa que o DNU passa a considerar motivo para impedimento de ingresso ou expulsão do território nacional os casos em que estrangeiros:
promovam mensagens de ódio contra argentinos;
incentivem discriminação contra cidadãos argentinos;
defendam ou estimulem violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade;
pratiquem atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais argentinos.
O governo ainda não divulgou como pretende identificar estrangeiros que tenham divulgado mensagens consideradas ofensivas contra argentinos antes de entrar no país.
Na prática, a fiscalização exigiria algum tipo de monitoramento das manifestações de cada visitante, o que tornaria a medida operacionalmente complexa e levantaria questionamentos sobre critérios de aplicação.
O problema seria ainda maior no caso de cidadãos dos países do Mercosul, como os brasileiros. Isso porque os integrantes do bloco têm regras de circulação e residência mais flexíveis.
Crise diplomática com o Brasil
O presidente da Argentina, Javier Milei, faz um discurso especial durante a 55ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, em 23 de janeiro de 2025.
Reuters
O anúncio ocorre poucos dias após uma escalada de tensão entre Buenos Aires e Brasília, desencadeada por declarações feitas por Milei durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada no sábado (25), em São Paulo.
No evento, o presidente argentino chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "presidiário" e se referiu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como "lixo careca".
As declarações provocaram forte reação do governo brasileiro e levaram o Itamaraty a convocar o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos.
O governo brasileiro também chamou para consultas em Brasília o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bitelli, em um gesto diplomático que sinaliza descontentamento com a postura adotada pela Casa Rosada.
Campanha anti-Argentina
Bandeira da Argentina
Unplash
O novo decreto também é divulgado em um momento em que o governo Milei passou a sustentar publicamente a existência de uma suposta campanha internacional contra a Argentina.
Na terça-feira (28), uma pesquisa divulgada pelo Clarín mostrou que quase oito em cada dez argentinos acreditam existir uma "campanha anti-Argentina".
Segundo o levantamento, 69,1% dos entrevistados afirmaram acreditar que essa ofensiva é organizada.
Entre as razões apontadas para a suposta campanha, 35,2% citaram inveja pelos resultados da seleção argentina de futebol, 24,1% atribuíram as críticas ao governo de Javier Milei e 11,2% apontaram acusações de racismo contra argentinos.
A pesquisa foi divulgada apenas dois dias depois de Milei acusar os governos do Brasil e do México, além do Partido Democrata dos Estados Unidos, de financiarem uma ofensiva internacional contra a Argentina.
Em entrevista a uma rádio argentina no domingo (26), o presidente afirmou, sem apresentar provas, que o Brasil teria financiado cerca de 25% dessa suposta campanha.
"Quem investiu mais dinheiro nesta campanha anti-Argentina foi o Brasil", declarou.
Reações do Brasil
Declaração de Milei é 'grave e inacietável', diz chanceler Mauro Vieira
Além de convocar o embaixador argentino em Brasília, o Itamaraty divulgou uma nota classificando as declarações de Milei como um episódio "sem precedentes" e "lamentável".
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que não há registro recente de um chefe de Estado estrangeiro que tenha ofendido, em território brasileiro, o presidente da República, integrantes do Poder Judiciário e o povo brasileiro.
Em entrevista à TV Globo, o chanceler Mauro Vieira classificou as falas de Milei como "ríspidas, grosseiras e inaceitáveis" e disse que elas configuram interferência em assuntos internos do Brasil.
O presidente Lula também minimizou publicamente os ataques. Ao ser questionado por jornalistas sobre a crise, respondeu: "quem é esse cara?".
Segundo auxiliares do presidente, o governo procura evitar uma escalada ainda maior do conflito diplomático.
O chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou que Milei não pretende romper relações com o Brasil ...

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이 사건 개요

Milei anuncia reforma del BCRA y decreto de inmigración

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핵심 포인트

  • Milei anuncia reforma del BCRA para impedir su financiación del Tesoro
  • Milei firma decreto de necesidad y urgencia para restringir la entrada de extranjeros
  • La reforma busca fortalecer la independencia del BCRA y proteger el valor del peso

전개 타임라인

  • Milei firma decreto para negar el ingreso y expulsar a extranjeros que promuevan odio contra Argentina
  • Expulsión de extranjeros: cómo funcionaría el decreto que firmó Milei contra aquellos que critiquen a la Argentina

관련 개체

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