Saiba quem são a jornalista e o servidor público presos por associação criminosa na Bahia

Verônica Silva Cardoso Gama, de 38 anos, e Cassiano Cassiano Dias Brito, de 29 anos
Reprodução/Redes sociais
A jornalista Verônica Silva Cardoso Gama, de 38 anos, e o servidor público Cassiano Dias Brito, de 29, estão entre os três investigados presos durante a Operação Magnum, deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira (10), em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia.
Verônica é conhecida na região pela atuação na área de marketing digital e se apresenta nas redes sociais como jornalista e gestora de uma página de notícias locais. Em um dos perfis ligados ao trabalho, ela reúne mais de 20 mil seguidores.
À TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia na região, o advogado da jornalista, André da Silva Fernandes, afirmou que a defesa busca entender os motivos da prisão temporária.
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"A gente está buscando entender a situação que motivou a prisão temporária da cliente e buscando a melhor forma para demonstrar a inocência dela, tendo em vista que ela apenas é usuária de drogas, não tendo participação no crime que ensejou a prisão temporária", disse.
Operação prende servidor da prefeitura de Teixeira de Freitas e influenciadora
Já Cassiano Brito atuava na Secretaria de Meio Ambiente de Teixeira de Freitas. Em nota, o advogado dele, Yuri Gustavo de Miranda Souza, informou que recebeu com surpresa a inclusão do nome do servidor na operação policial. (Veja nota na íntegra ao final da matéria)
Segundo a defesa, ele não foi ouvido durante a investigação e os autos do processo ainda não foram disponibilizados para análise.
O terceiro preso foi identificado como Rafael Nunes Di Lauro Dias, de 23 anos. Os advogados de Cassiano e Rafael informaram apenas que ambos já prestaram depoimento.
O terceiro preso foi identificado como Rafael Nunes Di Lauro Dias, de 23 anos
Reprodução/Redes Sociais
Operação Magnum
Os três são investigados por suposto envolvimento com grupos criminosos responsáveis por tráfico de drogas e homicídios na região.
A Operação Magnum é resultado de investigações iniciadas após um homicídio registrado em fevereiro deste ano. Durante a apuração do caso, a Polícia Civil identificou indícios da atuação de uma organização criminosa envolvida na comercialização de drogas por meio do sistema de delivery.
Segundo a polícia, o assassinato teria sido motivado por uma disputa entre facções rivais. A partir da investigação, os policiais passaram a monitorar o grupo ao qual a vítima pertencia e identificaram possíveis conexões entre os suspeitos presos e integrantes das organizações criminosas.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça os mandados de prisão temporária contra os três investigados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma quarta pessoa, que não teve o nome divulgado, foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
Todos os suspeitos foram levados para a 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Teixeira de Freitas, onde permanecem custodiados à disposição da Justiça.
As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso.
Confira a nota da defesa do servidor público Cassiano Dias Brito:
"NOTA À IMPRENSA
A defesa de CASSIANO DIAS BRITO informa que recebeu com surpresa a divulgação de seu nome no âmbito da operação policial realizada no dia 09 de junho de 2026.
Até o presente momento, a defesa não teve acesso aos autos da investigação, tampouco aos elementos que teriam fundamentado a medida cautelar decretada, circunstância que impede qualquer manifestação específica acerca dos fatos apurados.
Ressalta-se que a defesa já adotou as providências necessárias para obter acesso integral aos autos, a fim de conhecer os elementos da investigação e exercer plenamente as garantias constitucionais asseguradas ao investigado.
Cumpre destacar que Cassiano Dias Brito não foi previamente ouvido pela autoridade policial durante o curso das investigações, não lhe sendo oportunizada a apresentação de sua versão dos acontecimentos antes da adoção das medidas divulgadas.
A defesa reafirma que toda pessoa submetida à persecução penal goza da presunção de inocência e possui direito ao contraditório e à ampla defesa, pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito.
Somente após o efetivo acesso aos autos e à análise técnica dos elementos de informação será possível prestar esclarecimentos mais detalhados e adotar as medidas jurídicas cabíveis para a adequada defesa dos direitos e interesses de Cassiano Dias Brito.
Por fim, a defesa conclama a sociedade e os veículos de comunicação a observarem a necessária cautela na divulgação de informações relacionadas à investigação, evitando conclusões precipitadas ou prejulgamentos incompatíveis com as garantias constitucionais vigentes.
Teixeira de Freitas/BA, 10 de junho de 2026.
YURI GUSTAVO DE MIRANDA SOUZA
Advogado"
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