Operação contra o CV prende duas advogadas e companheiras de faccionados presos

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Operação da Polícia Civil do Ceará contra facção prende suspeitos, advogadas e companheiras de faccionados
Divulgação/PCCE
A Polícia Civil cumpriu 56 mandados de prisão preventiva nesta terça-feira (30) contra suspeitos de integrar a facção carioca Comando Vermelho (CV) no Ceará. Entre os alvos capturados, há duas advogadas que atuavam transmitindo mensagens entre os criminosos e diversas mulheres que assumiram funções no grupo criminoso após a prisão dos companheiros.
Os mandados de prisão foram cumpridos em diversos bairros de Fortaleza, em Caucaia, Maracanaú, Pacatuba, São Gonçalo do Amarante, Iguatu e em Brasília (DF). Dos 56 mandados de prisão, 25 tiveram como alvo mulheres e 31, homens. Além disso, foram cumpridos 82 mandados de busca e apreensão.
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A ação policial faz parte da sétima fase da operação “Impacto”, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco). A nova fase da investigação começou após a prisão de uma mulher em fases anteriores da operação, em 2024. Com ela, foi apreendido um aparelho celular a partir do qual foi possível identificar os demais integrantes do grupo, dentre eles diversas companheiras de presos.
Conforme as investigações, muitas dessas mulheres "passaram a exercer funções estratégicas para a manutenção das atividades ilícitas, atuando como intermediárias na transmissão de ordens, na movimentação de recursos financeiros e no suporte logístico da organização", segundo a Polícia Civil.
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Dos 56 mandados de prisão, 21 foram cumpridos contra pessoas que já estavam presas - sendo 20 em em presídios do Ceará, enquanto o mandado em Brasília foi cumprido contra uma pessoa que cumpre pena em um presídio federal.
Os outros 35 presos da operação estavam em liberdade, entre eles as duas advogadas, que atuavam como "pombo-correio" para a facção. Conforme a Polícia Civil, elas atuavam enviando mensagens de faccionados que estavam no sistema penitenciário e faccionados em liberdade.
A investigação policial também resultou na autorização judicial de bloqueio de ativos financeiros de 83 investigados, no valor de R$ 500 mil para cada alvo - totalizando mais R$ 40 milhões bloqueados.
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