Do risco de um 2º cartão amarelo ao 1º gol contra o Japão: veja como resiliência de Casemiro levou o Brasil à virada

ONP Summary
Brazil will face Japan on June 29, 2026 at Houston Stadium in the World Cup's Round of 16 knockout stage, with a 2 PM Brasília kickoff that will disrupt business and government services across multiple Brazilian cities. Coach Carlo Ancelotti has extensively prepared the squad, which approaches the match with full focus and respect for a Japan team advancing from an emerging football tradition.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize the team's psychological preparation and respectful approach to the opponent, highlighting that Brazil does not underestimate Japan despite being favored and stressing mental readiness under Ancelotti.
Moderate: Centrist outlets focus on the match's practical impact on Brazilian society through service disruptions and viewing venues across cities, while contextualizing the game within the teams' contrasting football legacies—Brazil's established dominance versus Japan's developing football infrastructure.
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A vitória da Seleção é o retrato de um Brasil que nunca desiste
A vitória da Seleção nesta segunda-feira (29) é o retrato de um Brasil que nunca desiste, mesmo diante das adversidades.
É fácil enxergar diferenças. Basta querer. Lados opostos do planeta se encontram em Houston. Na vida, eles têm milênios de sabedoria. Já no campo, o Brasil é história e tradição. Apesar disso, os adversários desta segunda-feira (29) são muito mais parecidos do que o mapa faz crer e do que o mundo pode imaginar. No elenco, o Brasil tem um líder de estilo japonês. Calmo e combativo ao mesmo tempo, é Casemiro quem dá o recado: a tarefa desta segunda-feira (29) vai ser esperar.
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O Brasil vem preparado para um jogo de paciência. Nenhuma jogada brilhante, nenhuma centelha de genialidade, nenhum lampejo individual. Bola de pé em pé, tentando lentamente quebrar as barreiras. O Brasil, quando quer, pode ser igual ao Japão. O problema é que o Japão, de vez em quando, também pode ser Brasil. Quando Sano arranca com a bola, constrói a menos oriental das jogadas, zero planejamento e puro improviso, puro coração.
Casemiro viu esse gol do pior ângulo possível. O ângulo de quem é ultrapassado pelo adversário, de quem fica para trás desmanchado. Como já tinha o amarelo, não pôde nem fazer falta. Só assistir ao que, para ele, podia ser o fim da Copa, o fim de todas as Copas. Porque tudo indicava que, no intervalo, ele iria para o vestiário para não voltar mais.
Mas o calmo Casemiro, o líder tão silencioso que é quase oriental, tem a mais brasileira das qualidades, que é não desistir. E ele continua mesmo quando o destino parece dizer não. Porque se essa cabeçada não entrou, qual iria entrar? A próxima. A que ele foi buscar lá no alto, a que transformou um desastre em um sonho possível. A que fez o Brasil acreditar.
Do risco de um 2º cartão amarelo ao 1º gol contra o Japão: veja como resiliência de Casemiro levou o Brasil à virada
Jornal Nacional/ Reprodução
Ele pode ter sentido o cheiro do gol. Mas, até na comemoração, Casemiro é mais força do que alegria. É o retrato de uma Seleção que não se desespera. Mas precisava fazer a torcida esperar tanto? Admiramos muito a tranquilidade dos nossos jogadores, mas somos um povo emotivo. Nossos títulos e o relógio não combinam um com o outro.
Mas o povo que não desiste tenta até o último lance. E assim, mais do que fazer um gol, Gabriel Martinelli representou a todos nós. No fim, Brasil e Japão, de tão diferentes, ficaram parecidos de novo. Eles na tristeza, e nós na alegria. Valeu a pena não desistir.
Com Casemiro, o Brasil aprende o significado da palavra resiliência. É uma mistura de paciência, persistência e coragem. Venceu o futebol paciência, o futebol Casemiro. Aquele que ensina que, em uma Copa do Mundo, não há nada como a arte de continuar.
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