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Iranianos-americanos exibem bandeiras de protesto durante estreia do Irã na Copa do Mundo

G1 (Globo)
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Iranianos-americanos exibem bandeiras de protesto durante estreia do Irã na Copa do Mundo

AI Summary

Iran's national football team arrived in Los Angeles for the 2026 World Cup and played its opening match against New Zealand on the same day a peace agreement between the United States and Iran was announced. The team's debut was complicated by extraordinary security protocols, strict movement restrictions, and significant tensions within the diaspora community, with the match ending in a 2-2 draw.

Progressive: Progressive-leaning outlets emphasized the disrupted preparations and visa restrictions that limited Iran's team mobility, while highlighting divisions and complex emotions within the diaspora as the country navigated unprecedented tournament uncertainties.

Moderate: Centrist outlets portrayed the event as an extraordinary intersection of international conflict and sport, documenting how heightened security measures and geopolitical tensions fundamentally shaped the match experience.

Conservative: Conservative-leaning outlets framed the match as a politically charged spectacle where anti-regime protests, banned symbols, and diaspora divisions transformed the event into a focal point for political expression that overshadowed athletic competition.

Iranianos protestam contra o regime de Teerã nos arredores do estádio de Los Angeles, onde Irã empatou com a Nova Zelândia
A estreia do Irã na Copa do Mundo, nesta segunda-feira, em Los Angeles, foi marcada não apenas pelo empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, mas também por manifestações políticas dentro e fora do estádio. Torcedores iraniano-americanos exibiram símbolos de oposição ao governo de Teerã e transformaram a partida em um reflexo das divisões vividas pela diáspora iraniana nos Estados Unidos.
O jogo aconteceu apenas um dia após o anúncio de um acordo de paz para encerrar o conflito iniciado em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. A seleção iraniana desembarcou em Los Angeles no domingo, vinda de sua base de treinamento em Tijuana, no México, justamente quando a notícia do acordo foi divulgada.
A cidade abriga a maior comunidade iraniana fora do Irã. Entre os moradores locais, o momento foi marcado por sentimentos contraditórios: a alegria de ver a seleção disputar o principal torneio do futebol mundial, a indignação com a repressão promovida pelo governo iraniano e a preocupação com os desdobramentos da guerra.
Manifestantes com bandeiras do Irã e cartazes do ativista político iraniano Reza Pahlavi do lado de fora do estádio
REUTERS/Mike Blake
Segundo relatos, entre 300 e 500 manifestantes se reuniram nos arredores do estádio para protestar contra o regime iraniano. Muitos carregavam cartazes e bandeiras e afirmaram que optaram por não assistir à partida para evitar qualquer associação com o governo de Teerã.
Outros decidiram entrar no estádio levando símbolos da oposição, entre eles a bandeira pré-Revolução Islâmica de 1979. O modelo mantém as cores verde, branca e vermelha, mas substitui o atual emblema da República Islâmica pelo tradicional símbolo do leão e do sol.
A presença dessas bandeiras levantou questionamentos sobre possíveis restrições impostas pela Fifa. A entidade afirma proibir manifestações de caráter político em suas competições, mas não havia esclarecido previamente se a bandeira pré-revolucionária seria enquadrada nessa regra.
Apesar das ameaças feitas por autoridades iranianas de suspender a participação da equipe caso bandeiras não oficiais fossem exibidas ou slogans fossem entoados, a partida ocorreu normalmente. Diversos torcedores passaram pela segurança portando camisetas e bandeiras com o símbolo do leão e do sol sem serem impedidos.
Manifestantes com bandeiras do Irã e cartazes do ativista político iraniano Reza Pahlavi do lado de fora do estádio
Reuters
Nas arquibancadas, a divisão ficou evidente. Alguns torcedores vaiaram o hino iraniano e comemoraram o primeiro gol da Nova Zelândia. Outros, porém, vestiram as cores oficiais da seleção e defenderam que o futebol fosse separado da política.
"Estou aqui para apoiar o Irã. Temos muito orgulho do nosso país", disse Mehdi Jafari, de 57 anos, ao entrar no estádio.
Já Farhad Jafargad, que usava uma camiseta com o símbolo pré-revolucionário, afirmou que torceria pela Nova Zelândia. "Esta equipe não é a equipe do povo do Irã", declarou.
Mesmo diante das manifestações, a maior parte do público apoiou o Team Melli, como a seleção iraniana é conhecida. O empate da equipe asiática foi comemorado por grande parte dos presentes.
A participação do Irã nesta Copa tem sido cercada por controvérsias desde o início do torneio. Nas últimas semanas, a federação transferiu sua base dos Estados Unidos para o México e reclamou de dificuldades para obtenção de vistos por integrantes da delegação, além de problemas relacionados à distribuição de ingressos para torcedores iranianos.
Manifestantes com bandeiras do Irã e cartazes do ativista político iraniano Reza Pahlavi do lado de fora do estádio
Reuters
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