São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola após exames laboratoriais; paciente segue internada

AI Summary
Two family members—a woman and her daughter—have died from Ebola while sheltering in a displacement camp in eastern Democratic Republic of Congo. The virus is simultaneously spreading across new geographic zones with new cases reported nearly daily, while surveillance gaps are limiting early detection efforts. The outbreak has claimed at least 139 lives among 689 confirmed cases.
Progressive: Progressive-leaning outlets stress rapid geographic spread and critique international quarantine response efforts, particularly the US-proposed facility in Kenya which triggered violent protests.
Conservative: Conservative-leaning outlets highlight surveillance and detection failures, emphasizing that 'blind spots' prevent full outbreak assessment and first responders are struggling to keep pace with disease progression.
Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola está afixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga, entre Uganda e a República Democrática do Congo, em Bundibugyo, em 18 de maio de 2026
BADRU KATUMBA / AFP
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou, na noite desta sexta-feira (12), o segundo caso suspeito de doença pelo vírus ebola registrado neste ano no estado. O resultado foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), após análises laboratoriais realizadas em duas amostras coletadas em momentos diferentes da investigação.
O caso foi notificado na última quarta-feira (10), depois que uma brasileira de 31 anos, que havia viajado recentemente à República Democrática do Congo (RDC), apresentou sintomas como febre e diarreia. A paciente foi transferida de um hospital particular da capital para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), onde permanece internada com evolução clínica favorável e em tratamento para gastroenterocolite aguda.
Segundo a SES-SP, a investigação laboratorial de vírus associados a febres hemorrágicas é realizada pelo Instituto Adolfo Lutz por meio de técnicas de biologia molecular, como RT-qPCR e sequenciamento genômico, capazes de identificar material genético viral.
Como a primeira amostra foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas, uma nova coleta foi realizada após esse período, seguindo protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS). As duas análises apresentaram resultado negativo para ebola.
Entenda o Ebola em 7 pontos
“Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Nessa situação, o protocolo prevê uma nova coleta após esse período. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso”, explicou Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz.
Primeiro caso também foi descartado
Em 1º de junho, o Estado de São Paulo já havia descartado o primeiro caso suspeito de ebola registrado neste ano. O paciente era um homem de 37 anos que também havia viajado à República Democrática do Congo.
De acordo com a Secretaria da Saúde, os dois casos foram investigados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), após os pacientes atenderem aos critérios clínicos e epidemiológicos para classificação como casos suspeitos. A Central/Cievs-SP comunicou as notificações ao Ministério da Saúde.
Quais são os sintomas
A doença pelo vírus ebola costuma começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, podem ocorrer manifestações hemorrágicas, além de choque e insuficiência de múltiplos órgãos.
É considerado suspeito o indivíduo que, nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas, tenha permanecido, residido ou viajado para local com transmissão ativa da doença, ou vindo de país com circulação do vírus sem que seja possível determinar com segurança os locais visitados, e apresente febre e/ou calafrios, acompanhados ou não de diarreia, vômitos ou manifestações hemorrágicas.
A SES-SP reforça que o vírus não é transmitido por via respiratória. A transmissão ocorre apenas após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas. Não há transmissão durante o período de incubação. ...
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