'Museu Obama' é inaugurado em Chicago com shows e em meio a críticas ao projeto

AI Summary
The Obama Presidential Center, a $850 million to $1 billion complex on Chicago's South Side, held its dedication ceremony attended by multiple former presidents and featuring performances by prominent musicians. The 19-acre, privately-funded center includes museum galleries, interactive exhibitions, a community basketball court, public garden, and library, positioned as a civic engagement hub rather than a traditional presidential library.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize the cultural significance and inspirational mission, highlighting the array of musical performances and framing the center as a community-focused civic space designed to encourage social change.
Moderate: Centrist outlets focus on the political dimensions, noting the convergence of Democratic figures and multiple former presidents in Chicago during an important electoral period, while emphasizing the impressive lineup of celebrity performers.
Conservative: Conservative-leaning outlets highlight Trump's exclusion from the event—explicitly framing the opening as occurring 'without an invitation for Trump'—and stress the substantial cost, characterizing it as a partisan Democratic gathering.
Pessoas comparecem à inauguração do Centro Presidencial Barack Obama em Chicago, Illinois, em 18 de junho de 2026
Pedro Ugarte/AFP
Shows de estrelas internacionais e a presença de celebridades do entretenimento e da política marcaram a inauguração do Obama Presidential Center, nesta quinta-feira (18), em Chicago.
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Compareceram ao evento todos os ex-presidentes dos EUA vivos: Bill Clinton, Joe Biden e o republicano George W. Bush, além do próprio homenageado. No palco, nomes como Bruce Springsteen, John Legend e U2 se apresentaram para o público que se reuniu no gramado do local, apesar da chuva.
Instalado no South Side, região de bairros pobres onde Obama viveu durante anos, o museu, apresentado oficialmente como uma "biblioteca presidencial", chama a atenção por sua arquitetura de linhas puras, composta por um bloco de granito cinza quase sem janelas.
O edifício está longe de ser uma unanimidade, no entanto. Ele foi muito criticado por Trump, o que não é uma surpresa — mas especialistas de jornais como o "New York Times" fazem eco ao atual presidente.
O projeto foi apelidado de “Obamalisco” e chegou a ser comparado por alguns a naves da saga Star Wars.
Segundo os arquitetos Tod Williams e Billie Tsien, responsáveis pelo projeto, a torre de 69 metros de altura remete a quatro mãos estendidas para o céu.
O edifício representa mais um capítulo de uma tradição americana já bem consolidada. Bill Clinton, George H. Bush e Ronald Reagan construíram seus próprios museus e bibliotecas presidenciais, que contam parte de suas trajetórias e mandatos.
Trata-se, inclusive, de uma prática regulamentada por uma lei aprovada pelo Congresso em 1955. Já se sabe também que Donald Trump pretende construir a sua própria versão em Miami, na Flórida.
A inauguração do museu de Obama vem sendo amplamente comentada há meses. O centro custou mais de US$ 800 milhões, um valor considerado elevado para um projeto que, segundo a equipe do ex-presidente democrata, pretende ser ao mesmo tempo um espaço de memória e um centro comunitário.
É "um refúgio de esperança", afirma o site da Fundação Obama. A palavra "Hope" (esperança) aparece, inclusive, em destaque na entrada do complexo. De acordo com os responsáveis, 100% do custo da obra foi financiado por doações privadas.
A instituição ocupa cerca de oito hectares no terreno que sediou a Exposição Universal de 1893. Os visitantes podem explorar arquivos escritos, fotos, vídeos e até apreciar presentes recebidos pelo ex-presidente durante seu mandato. O público também terá acesso a uma reprodução do Salão Oval na época em que Barack Obama estava na Casa Branca, antes de Donald Trump acrescentar sua decoração dourada.
Trump compara centro a lixo
Trump não deixou de criticar o centro presidencial, com ataques diretos. No início de junho, o atual chefe da Casa Branca ridicularizou o projeto do edifício de seu antecessor ao compartilhar nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial.
A montagem substituía a estrutura original por um enorme contêiner com um saco de lixo. Ele também removeu as áreas verdes ao redor do complexo e acrescentou, em seu lugar, barracas e acampamentos de pessoas em situação de rua. A imagem vinha acompanhada da legenda: "A Biblioteca Barack Hussein Obama, daqui a 10 anos, quando estiver totalmente madura!"
As críticas de Trump refletem uma certa resistência à arquitetura do edifício. O New York Times, por exemplo, considera que a torre é fria e pouco convidativa; o Washington Post fala em uma espécie de viagem no tempo; já o Guardian a compara a “uma prisão de ficção científica ameaçadora”.
Mas não é apenas a arquitetura que gera controvérsia. A construção do centro em um terreno público, ao lado de bairros populares, deu origem a diversas ações judiciais que tentaram barrar o projeto.
Embora Barack Obama afirme que o objetivo do espaço é ser acessível a todos, a realidade é que, desde o anúncio da obra, os preços dos imóveis na região dispararam, enquanto a construção de moradias de alto padrão se acelerou. Sem contar que a entrada para o museu custa US$ 30.
Com informações da agência RFI. ...
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