Varizes: Vasinhos não são só problema estético

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Vasinhos não são só problema estético — e tratar como se fossem é o que faz o problema voltar.
Existe uma frase que se repete em consultórios vasculares todos os dias: "são só uns vasinhos, doutor, é estético." Essa simplificação é, ao mesmo tempo, a percepção mais comum sobre a doença venosa e a principal razão pela qual ela é subtratada — ou tratada da forma errada.
Vasinhos não surgem por acaso. Na maior parte dos casos, o vaso fino visível na pele é apenas a manifestação superficial de uma rede venosa em desequilíbrio: pequenas veias mais profundas, chamadas veias nutridoras, perderam a função normal de retorno do sangue e estão alimentando os vasinhos por baixo. Trata-se de uma disfunção venosa real, mesmo que ainda não cause sintomas perceptíveis. Em outras situações, vasinhos podem estar associados a refluxos maiores — em ramos da safena ou tributárias — que não são identificáveis sem ultrassom.
Essa distinção muda tudo. Tratar um vasinho como evento estético isolado — uma sessão de escleroterapia química, sem mapeamento, sem investigação da causa — é tratar o sintoma. Funciona temporariamente: o vasinho some, e seis meses depois ele volta. Ou volta um vizinho, no mesmo trajeto, alimentado pela mesma nutridora que ninguém viu. Não é coincidência. É padrão.
A abordagem vascular adequada inverte a lógica. Primeiro o mapeamento (ultrassom Doppler + VeinViewer), depois a decisão sobre o que tratar e em que ordem — começando pelas nutridoras quando indicado. Só assim o tratamento dos vasinhos visíveis tem chance real de durar.
Há também o componente clínico que a abordagem "só estética" deixa passar: sintomas que o paciente associa a outras causas — peso nas pernas no fim do dia, sensação de cansaço, formigamento, inchaço sutil — são frequentemente os primeiros sinais de insuficiência venosa crônica. Tratá-la na fase de vasinhos é prevenção. Tratá-la depois é correção de um quadro mais avançado.
Tratar varizes — incluindo os ditos vasinhos — não é vaidade. É saúde vascular. Quem reduz o problema à pele está olhando apenas para a ponta visível.
Na LYS Clínica Vascular, em Divinópolis (MG), toda avaliação de vasinhos começa pelo mapeamento da rede venosa completa, com ultrassom Doppler colorido e VeinViewer. A clínica atende pacientes em toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais. A condução do diagnóstico e do tratamento é do Dr. Carlo Rachid Dellaretti — CRM-MG 43.200 / RQE 37.358 (Cirurgia Vascular e Angiologia).
Resultados podem variar. Cada caso é avaliado individualmente.
Vasinhos não são só estéticos — são a manifestação superficial de uma rede venosa em desequilíbrio
Acervo pessoal
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Responsável Técnico: Dr. Carlo Rachid Dellaretti — CRM-MG 43.200 / RQE 37.358 (Cirurgia Vascular e Angiologia). ...