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Acordo entre EUA e Irã inclui reabertura de Ormuz e nova trégua, diz imprensa dos 2 países; veja PONTOS

G1 (Globo)
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Acordo entre EUA e Irã inclui reabertura de Ormuz e nova trégua, diz imprensa dos 2 países; veja PONTOS

AI Summary

President Trump announced the cancellation of planned military strikes against Iran, asserting that negotiations toward a peace agreement were progressing and could be finalized within days. However, Iran's government disputed this characterization, denying that any formal accord had been reached or was near completion. The U.S. military had been operationally prepared to execute the strikes when Trump made the cancellation announcement.

Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize the contradiction between Trump's claims of an imminent deal and Iran's explicit denials, while highlighting legal concerns raised by experts regarding potential war crimes.

Moderate: Centrist outlets report both Trump's claims and Iran's denials with greater balance, incorporating additional context such as military readiness and reports of ongoing Iranian strikes.

Conservative: Conservative-leaning outlets stress Trump's military strength and operational readiness, framing the cancellation as a demonstration of American leverage in negotiations and the prospective agreement as validation of Trump's diplomatic approach.

Irã: ainda não há acordo de paz com os EUA
Embora com troca de críticas, Estados Unidos e Irã deram indicação nesta sexta-feira (12) de que podem assinar um acordo para o fim da guerra que travam no Oriente Médio.
A possibilidade veio à tona após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que os negociadores chegaram a um consenso. O Irã afirmou que nada estava fechado ainda, mas, nesta manhã, o chanceler iraniano disse que um acordo de paz "nunca esteve tão próximo".
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Nenhuma das duas partes divulgou, oficialmente, o conteúdo do suposto novo acordo. No entanto, a imprensa norte-americana e iraniana publicaram alguns pontos com base em fontes dos dois governos.
Veja abaixo:
A rede de TV CNN Internacional afirmou, com base em fontes do regime iraniano, que o memorando entre as duas partes prevê que:
Haja um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;
O Estreito do Ormuz seja rebaerto imediatamente. O Irã não cobraria taxas a embarcações, e o tráfico local voltaria aos níveis pré-guerra em 30 dias;
Os EUA também levantem o bloqueio naval que seus navios fazem na entrada de Ormuz;
Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;
O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.
A agência de notícias Reuters ouviu de uma fonte do governo norte-americano que o acordo prevê que:
O Estreito de Ormuz será reaberto;
O programa nuclear iraniano será desmantelado;
O Irã não receberá dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo.
Já a imprensa estatal iraniana divulgou nesta sexta-feira (12) que Teerã não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio. A agência de notícias iraniana Mehr diz o memorando de entendimento entre os dois países deve:
Suspender as sanções dos EUA sobre o Irã;
Retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país;
Levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz;
Interromper as hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano.
Trump critica Irã
Nesta sexta, o presidente norte-americano disse que os detalhes do acordo divulgados pela imprensa norte-americana são falsos e criticou o Irã por passar informações aos meios. Horas após anunciar ter chegado a um acordo com Teerã, Trump chamou os dirigentes iranianos de "pessoas muito desonrosas para se negociar".
"Com eles, não existe negociação de boa fé. INCRÍVEL!" É melhor eles se organizarem, e RÁPIDO!", escreveu Trump em sua rede social Truth Social.
➡️ Na quinta-feira (11), Trump anunciou que, após dois dias de bombardeios mútuos, EUA e Irã haviam chegado a um consenso e deveriam assinar um acordo de paz ainda neste fim de semana na Europa. O Irã respondeu que ainda não havia batido o martelo para um acordo.
Acordo após bombas
Quase um mês depois da declaração de cessar-fogo, EUA e Irã voltaram a entrar em combate na região do Estreito de Ormuz nesta semana.
Jornal Nacional/ Reprodução
A proximidade de um acordo entre os dois países foi anunciada pelo próprio Trump na quinta-feira (12). Após anunciar uma terceira noite de ataques ao território iraniano e dizer que pretendia controlar o petróleo e o gás do país, Trump cancelou a ofensiva e afirmou ter decidido pelo cancelamento após negociadores chegarem a um consenso sobre "pontos finais" da proposta.
O presidente norte-americano disse que um acordo definitivo com Teerã "talvez seja assinado no fim de semana". A assinatura "provavelmente" ocorreria na Europa e contaria com a presença de seu vice, JD Vance, segundo Trump.
Trump disse que o "memorando de entendimento" já foi aprovado "por todo mundo no Irã", inclusive o líder supremo do país, e que é um ótimo acordo, "pois o Irã jamais terá uma arma nuclear".
Minutos após a fala de Trump, no entanto, o Irã afirmou que o país ainda não aprovou nenhum acordo. "Nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado", afirmou a agência estatal Fars.
Novos ataques
EUA e Irã retomam ataques no Golfo Pérsico
As indicações de um acordo ocorrem após Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques, mesmo sob cessar-fogo.
A nova escalada começou após a queda de um helicóptero militar das forças dos EUA durante um sobrevoo na região do Estreito de Ormuz. Após o episódio, Trump acusou o Irã de ter atacado a aeronave e disse que teria de revidar.
Na mesma noite, os EUA bombardearam sistemas de defesa no território iraniano e radares em Ormuz. O Irã revidou com ataques a uma base norte-americana no Bahrein. Na quarta-feira (10), os EUA fizeram um novo ataque, respondido por Teerã com mísseis lançados novamente a países do Golfo Pérsico.
O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e disse que a escalada complicou ainda mais as conversas por um acordo de paz, além de tornar o cessar-fogo atualmente em vigor "sem sentido".
Agora no g1 ...

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