O que se sabe sobre o plano de ataque à Casa Branca durante evento do UFC

AI Summary
The White House South Lawn hosted a major fighting championship celebrating President Trump's 80th birthday, where mixed martial artist Justin Gaethje claimed the lightweight title. Multiple controversies emerged surrounding the event: a fighter's disparaging comments about a former First Lady, the use of cryptocurrency to pay competitors, and federal authorities' discovery of an alleged plot to disrupt the gathering using unmanned aircraft and armed teams.
Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize a competitor's offensive comments about a former First Lady and criticize the president for not publicly condemning them as a significant scandal; they also highlight the ethical problems with using cryptocurrency stablecoins to compensate athletes.
Moderate: Centrist outlets either celebrate the historic spectacle of hosting a major fighting championship at the White House as a notable birthday celebration, focus on the sporting achievement itself, or examine the regulatory gap that permits cryptocurrency payments to competitors.
Conservative: Conservative-leaning outlets prioritize the national security angle, emphasizing federal authorities' disruption of an alleged attack plot, and present the competitor's offensive comments as factual reporting rather than as a presidential scandal requiring response.
Evento aconteceu no último domingo (14/06), quando presidente Donald Trump celebrava 80 anos
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O FBI impediu um plano que tinha como alvo o evento do UFC realizado no último domingo (14/06), na Casa Branca, e prendeu cinco homens, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na terça-feira (16).
Segundo os promotores, parte do plano envolvia atacar prédios próximos com drones carregados de explosivos e disparar contra "alvos de alto valor".
Um dos suspeitos foi preso na semana passada em Ohio, onde investigadores analisaram mensagens criptografadas envolvendo outros supostos conspiradores. De acordo com documentos judiciais, eles teriam manifestado "sentimentos ultrarreligiosos e antigovernamentais".
"As supostas ações planejadas foram completamente neutralizadas", escreveu o diretor do FBI, Kash Patel, nas redes sociais ao comentar a "operação em múltiplos Estados".
Os suspeitos foram identificados como Tycen C. Proper, de 19 anos, preso em Ohio; Bryan Omar Roa, de 24 anos; Michael Alan Thomas, de 32 anos, ambos da Califórnia; Daniel K. Eskridge, de 32 anos, do Missouri; e Abraham Hermosillo Alvarez, de 31 anos, de Nebraska.
Eles foram presos em quatro Estados diferentes e todos foram acusados de conspiração para cometer homicídio, segundo o Departamento de Justiça (DOJ).
De acordo com os documentos do tribunal, o grupo pretendia usar drones para provocar pânico e direcionar a multidão em fuga para áreas onde atiradores de elite estariam posicionados.
Em seguida, uma "segunda onda" de agressores deveria avançar contra os portões da Casa Branca.
Evento aconteceu no último domingo (14/06), quando presidente Donald Trump celebrava 80 anos
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Estima-se que cerca de 4.300 pessoas participaram do evento exclusivo para convidados realizado no gramado sul da Casa Branca, enquanto outras 85 mil acompanharam as lutas nas proximidades da região.
Documentos relacionados a Alvarez indicam que o grupo teria considerado como possíveis alvos o presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o empresário Elon Musk e diversos políticos eleitos — embora nem todos estivessem presentes no evento.
A investigação começou após a mãe de Proper procurar as autoridades locais em 10 de junho, poucos dias antes do evento. Ela demonstrou preocupação com as compras de armas de grande porte feitas pelo filho e com suas comunicações online com um grupo que se apresentava como formado por ex-militares e pessoas de orientação cristã.
Segundo os promotores, o grupo pretendia "dar início" a uma revolução ao atacar "alvos de alto valor", definidos como políticos e pessoas ricas presentes no evento do UFC.
Eles também discutiam supostas queixas relacionadas à corrupção governamental, ao tratamento dos arquivos de Jeffrey Epstein, ao consumo de água por centros de dados e a outras ações do governo.
Um documento do FBI afirma que integrantes do grupo diziam querer "proteger os Estados Unidos", acreditando que o país estava seguindo na direção errada.
"Os membros acreditavam que os Estados Unidos precisavam ser destruídos para que pudessem ser reconstruídos", afirma o documento.
Durante um interrogatório do FBI em 11 de junho, Proper admitiu participação no planejamento do ataque. Segundo ele, os membros começaram a se comunicar por volta de março por meio de um grupo no TikTok chamado "Vanguard of the Old", também referido em alguns documentos como "Vanguard of the Old Republic" (Vanguarda da Velha República, em português).
Não está claro se o grupo possui vínculos com alguma organização maior já estabelecida. No entanto, Proper afirmou às autoridades que a maioria dos integrantes foi recrutada pelo TikTok.
Os membros aprovados pelo grupo passavam então a utilizar o Signal, aplicativo de mensagens criptografadas. Segundo os promotores, havia um grupo principal com cerca de 19 participantes e outros grupos menores, organizados de acordo com funções ou localização geográfica.
Thomas teria idealizado uma operação estruturada em quatro níveis, desde um grupo de elite que seria responsável por "sacrificar-se pelo país" e assumir os maiores riscos, inclusive violando a lei e entrando na clandestinidade, até um quarto nível, menos ativo, seria composto por financiadores, influenciadores e apoiadores.
Os documentos também descrevem conversas nas quais integrantes discutiam o assassinato de parlamentares americanos e executivos de grandes empresas. Alguns legisladores teriam sido escolhidos devido à crença do grupo de que recebiam recursos de grupos de lobby pró-Israel.
Eskridge teria descrito um dos alvos como alguém "importante e conhecido pela maioria do país".
O Departamento de Justiça afirma que Alvarez era responsável pelo planejamento, organização e coordenação do ataque ao evento do UFC, além de trabalhar com os drones que seriam utilizados.
Os suspeitos também compartilharam mapas de Washington indicando posições planejadas para atiradores, pontos de lançamento de drones e até redes elétricas consideradas possíveis alvos. Imagens anexadas ao processo mostram publicações nas redes sociais com equipamentos táticos, armas e mapas.
Segundo a denúncia contra Proper, ele afirmou que não pretendia participar do protesto para atirar em pessoas, mas que vários outros integrantes do grupo estavam determinados a usar violência.
A BBC procurou o advogado de Proper.
Em uma coletiva não relacionada ao caso, realizada na terça-feira (16/06), o vice-diretor do Serviço Secreto, Matt Quinn, classificou o episódio como uma "ameaça séria", mas evitou fornecer detalhes adicionais devido ao andamento da investigação.
Quinn também demonstrou irritação com o fato de a operação ter sido divulgada publicamente. "Aprendi uma expressão no início da minha carreira em Nova York: 'Não se engasgue com a própria fumaça'", afirmou.
"Para preservar a integridade da investigação e do plano de segurança, escolhemos não divulgar informações antes da hora", acrescentou.
Questionado sobre o suposto plano durante a cúpula do G7 na França, o presidente Trump respondeu: "Não ouvi falar sobre isso".
Se condenados por conspiração para cometer homicídio, os suspeitos podem receber pena máxima de prisão perpétua e multa de US$ 250 mil, segundo o Departamento de Justiça.
Proper também responde a outras três acusações, incluindo conspiração para praticar atos violentos nas dependências da Casa Branca, crime cuja pena máxima é de cinco anos de prisão. Uma audiência preliminar foi marcada para 29 de junho.
Evento aconteceu no último domingo (14/06), quando presidente Donald Trump celebrava 80 anos
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No domingo, como parte das comemorações pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos, a Casa Branca sediou uma série de lutas do Ultimate Fighting Championship (UFC) em uma arena ao ar livre conhecida como "The Claw".
O evento coincidiu com o aniversário de 80 anos de Donald Trump e ocorreu dois meses após um tiroteio durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, do qual ele participou, e um mês após um homem ser morto por agentes do Serviço Secreto depois de abrir fogo em um posto de controle da Casa Branca.
A violência política tem aumentado nos Estados Unidos, afirmou Erica Frantz, professora de Ciência Política da Universidade Estadual de Michigan, à BBC. Segundo ela, esse fenômeno costuma ser cíclico, já que um ato de violência frequentemente estimula outros.
Dados do National Consortium for the Study of Terrorism and Responses to Terrorism (START) indicam que a violência direcionada a alvos específicos cresceu mais de 30% entre 2024 e 2025 nos EUA.
"Sempre haverá pessoas insatisfeitas que defendem teorias conspiratórias e visões extremistas que, juntas, não fazem muito sentido", afirmou Frantz.
"Preocupo-me menos com a motivação específica e mais com as forças sociais que estão empurrando as pessoas para posições cada vez mais radicais."
Com informações adicionais de Nardine Saad.
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