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Com vitória de De la Espriella na Colômbia, Trump ganha mais um aliado na América do Sul; veja principais apoiadores no continente

G1 (Globo)
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Com vitória de De la Espriella na Colômbia, Trump ganha mais um aliado na América do Sul; veja principais apoiadores no continente

ONP Summary

Abelardo de la Espriella, a right-wing lawyer and businessman backed by former U.S. President Trump, narrowly won Colombia's presidential election, reversing the previous four years of left-wing governance. His victory has starkly polarized the country, with supporters expecting his promised economic reforms and critics protesting what they see as a dangerous rightward shift. The tight margin of his victory leaves him with limited political room to implement the radical changes he campaigned on.

Progressive: Progressive-leaning outlets emphasize de la Espriella's far-right ideology and frame his election as a dangerous authoritarian turn that has sparked public protests and threatens democratic institutions.

Moderate: Moderate outlets focus on the razor-thin victory margin, the resulting sharp national polarization, and uncertainty about whether de la Espriella can effectively govern given his outsider status and weak political mandate.

Conservative: Conservative-leaning outlets view the election as part of a broader regional rightward political shift and emphasize de la Espriella's promises of economic revitalization and stronger governance after years of what they characterize as anti-business policies.

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Abelardo de la Espriella (à esquerda), candidato eleito para presidente da Colômbia em apuração preliminar, e Donald Trump, presidente dos EUA.
Jaime Saldarriaga/AFP/Evelyn Hockstein/REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira (22) Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição presidencial na Colômbia segundo contagem preliminar, e afirmou em trabalhar junto com ele para construir uma "relação poderosa" entre os dois países.
O candidato direitista venceu o esquerdista Iván Cepeda nas urnas em eleição no domingo, segundo dados preliminares divulgados pela autoridade eleitoral colombiana. O triunfo ainda precisa ser confirmada oficialmente.
A vitória amplia o número de presidentes apoiadores de Trump na América do Sul, que já conta com o argentino Javier Milei e com o equatoriano Daniel Noboa.
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SANDRA COHEN: Vitória apertada dá a Espriella pouca margem para pôr em prática reformas radicais na Colômbia
Enquanto mandatários de Argentina, Paraguai e Equador costumam demonstrar um alinhamento quase automático a Washington, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, segue um caminho de independência, que por vezes o coloca em rota de colisão com Trump.
O resultado foi visível durante o encontro do G7, na semana passada. Após Trump criticar o cenário eleitoral brasileiro, Lula disse em discurso para que o republicano "não se metesse" nas eleições brasileiras.
Trump, por sua vez, criticou o petista em uma entrevista, ao dizer que ele é "muito volátil".
Quem é Abelardo de la Espriella, presidente eleito em apuração preliminar na Colômbia
Veja outros aliados sul-americanos do republicano:
Javier Milei, presidente da Argentina
Trump recebe Milei na Casa Branca, em 2025
Jonathan Ernst/Reuters
Milei talvez seja o trumpista de maior destaque entre os mandatários sul-americanos. O presidente da Argentina fez diversas viagens a Mar-a-Lago, a residência particular de Trump, e é uma presença constante em eventos que reúnem a direita consevadora no país.
Em 2025, Trump liberou um empréstimo de US$ 20 bilhões a título de socorro financeiro à Argentina após um encontro oficial entre os dois chefes de Estado.
O alívio fiscal ajudou Milei a conquistar uma vitória inesperada nas eleições legislativas daquele ano.
Daniel Noboa, presidente do Equador
Daniel Noboa durante visita ao Brasil em 18 de agosto de 2025
REUTERS/Adriano Machado
O presidente equatoriano tem uma relação mais pragmática com Trump do que Milei, mas tentou se aproximar do norte-americano especialmente ao apresentar seus projetos na segurança pública.
Na reta final da campanha de reeleição, em 2025, Noboa buscou o apoio de Trump na luta contra o crime e não descartou a volta de bases militares estrangeiras, proibidas por lei no país.
Santiago Peña, presidente do Paraguai
Santiago Peña
Jorge Saenz/AP
Outro aliado de primeira hora do republicano, Peña comemorou o retorno de Trump à Casa Branca, no fim de 2024, e foi um dos convidados a participar do "Conselho da Paz" — iniciativa de Trump para criar uma organização paralela à ONU para resolução de conflitos entre nações.
Na ocasião, Peña elogiou Trump e agradeceu ao mandatário por "trazer esperança novamente". O Conselho se reuniu uma única vez e foi deixado de lado após o início da Guerra do Irã pelos EUA e Israel.
Rodrigo Paz, presidente da Bolívia
Rodrigo Paz, presidente da Bolívia
Claudia Moralez/Reuters
Outro dos aliados pragmáticos, Paz assumiu em novembro de 2025 e encerrou um ciclo de duas décadas da esquerda no país. A receber os parabéns de Trump pela vitória no ano passado, ele declarou que "teremos uma relação fluida e compromissos de cooperação e trabalho conjunto entre as duas nações".
Paz vem sofrendo com uma série de protestos por todo o país devido à persistência da crise econômica no país. Em maio, a Casa Branca reforçou seu apoio: o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse ter conversado com Paz e afirmou que as manifestações seriam "um golpe financiado por uma aliança perigosa entre política e crime organizado na região".
José Antonio Kast, presidente do Chile
O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, acena após uma reunião privada com o presidente da Argentina, Javier Milei
REUTERS/Pedro Lazaro Fernandez
Kast possui grande afinidade ideológica com Trump, mas ela não se traduz em relação pessoal, como no caso de Milei.
O líder de direita foi comparado ao republicano diversas vezes desde sua primeira primeira candidatura à Presidência em 2021. Ele chegou ao Palácio de la Moneda com uma plataforma similar à de Trump, promentendo combater a imigração ilegal — e propondo até a construção de um muro na fronteira com a Bolívia.
Outros pontos de convergência incluem a crítica ao progressismo e às políticas identitárias, a defesa de valores conservadores, oposição a governos de esquerda na América Latina e a crítica ao multilateralismo tradicional.
Aliança a contragosto na Venezuela
Delcy Rodríguez assumiu o poder na Venezuela como presidente interina após uma operação militar dos EUA sequestrar Nicolás Maduro e levá-lo para Nova York, onde ele é mantido preso no aguardo de um julgamento.
Desde então, o regime venezuelano tem assinado acordos de exploração de petróleo e feito acenos diplomáticos a Washington, como a libertação de presos políticos. Tudo isso sem que haja uma manifestação de alinhamento explícita. ...

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