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VÍDEOS: Distrito Industrial de Manaus retoma atividades após vazamento de gás tóxico ser controlado

G1 (Globo)
VÍDEOS: Distrito Industrial de Manaus retoma atividades após vazamento de gás tóxico ser controlado

Distrito Industrial de Manaus retoma atividades após vazamento de gás ser controlado
As atividades no Distrito Industrial de Manaus foram retomadas nesta segunda-feira (20), após o vazamento de monômero de estireno na Unidade 4 da empresa Innova ser controlado. A liberação foi confirmada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em nota divulgada nesta segunda.
Segundo a autarquia, a decisão foi tomada após um comitê formado por órgãos estaduais concluir, com base em avaliações técnicas, que não havia mais risco para trabalhadores e moradores da região.
Imagens feitas pela Rede Amazônica em empresas da região mostram a retomada das atividades, desde a chegada dos trabalhadores às fábricas até a entrada dos funcionários para o início do expediente. (veja vídeo acima).
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Com isso, voltaram a funcionar as indústrias do Polo Industrial de Manaus que haviam suspendido as operações por precaução, as escolas estaduais localizadas na área afetada e o Serviço de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC) Studio 5.
No domingo (19), o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas informou que medições realizadas no local confirmaram que não havia mais emissão de gás estireno. A partir da avaliação, as atividades foram liberadas.
"Nesse momento não encontramos qualquer resíduo do gás estireno tanto no entorno como dentro da área isolada. Estamos com emissão zero a partir do tanque atingido", afirmou o comandante-geral da corporação, coronel Orleilso Muniz.
Apesar da contenção, o Corpo de Bombeiros continuará atuando na fábrica para manter o resfriamento do tanque. Segundo o comandante, a retirada do produto armazenado e a desativação da estrutura podem levar meses.
Distrito Industrial de Manaus retoma atividades após vazamento de gás tóxico ser controlado
Michel Castro/Rede Amazônica
Em nota, a Suframa informou que acompanha a ocorrência desde o início. A autarquia participou das reuniões do comitê, monitorou os impactos do vazamento sobre o funcionamento do Polo Industrial de Manaus e enviou equipes técnicas ao local na quinta-feira (16) e na sexta-feira (17) para acompanhar as ações de contenção e fiscalização.
A Suframa informou ainda que abriu um procedimento administrativo para acompanhar o caso e verificar eventual responsabilidade da empresa pelo cumprimento das obrigações relacionadas ao projeto industrial e ao uso da área sob sua administração.
Mesmo com a retomada das atividades, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que continuará monitorando a operação na Innova. O órgão acompanhará a qualidade do ar, os efluentes gerados, a destinação dos resíduos remanescentes e o cumprimento das condicionantes da licença ambiental da empresa.
Mais de 500 atendimentos por sintomas
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), entre quarta-feira (16) e domingo (19), foram registrados 552 atendimentos de pessoas com sintomas compatíveis com possível exposição ao estireno. Apenas um paciente permanecia internado na rede estadual até este domingo.
A secretaria informou que continuará monitorando os atendimentos e orienta a população a procurar uma unidade de saúde ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, em caso de sintomas relacionados à exposição ao gás.
No sábado (18), um homem de 60 anos morreu após dar entrada em uma unidade particular com problemas respiratórios. Segundo a SES-AM, a causa da morte será investigada pelo comissão de verificação de óbito da unidade privada, para apurar se há relação com a exposição ao estireno.
Outro paciente, de 67 anos, morreu na quarta-feira (16), após procurar atendimento com relato de mal-estar. Segundo a secretaria, não foi constatada relação direta entre o óbito e o vazamento, já que ele tinha histórico de doença respiratória crônica.
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Empresa foi multada em mais de R$ 20 milhões
A Innova foi multada em mais de R$ 20 milhões após inspeções técnicas realizadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e por uma força-tarefa formada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec).
Nesta sexta-feira (17), a empresa foi autuada em 35 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o equivalente a R$ 5.347.300, por poluição do solo e de corpo hídrico. A prefeitura identificou, com auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, uma fissura na bacia de contenção do tanque e interditou parcialmente a fábrica.
Horas depois, o Ipaam informou que a Innova foi autuada em R$ 12,5 milhões por infração à legislação ambiental, em razão da poluição atmosférica provocada pelo incidente.
Na quinta-feira (16), a prefeitura já havia aplicado outra multa à empresa, de 30 mil UFMs, equivalente a R$ 4.554.300, por poluição do ar causada pela emissão de gases.
Somadas, as multas chegam a R$ 22.401.600,00. Os recursos arrecadados com as multas aplicadas pela prefeitura serão destinados ao Fundo Municipal para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (FMDMA), responsável por financiar ações da política ambiental do município. O Governo do Estado não informou a destinação do valor.
O incidente
O vazamento de monômero de estireno foi registrado às 17h36 de quarta-feira, na Unidade IV da Innova. O forte odor do produto químico foi percebido em bairros próximos ao Distrito Industrial e levou à evacuação imediata de um shopping localizado nas proximidades da empresa.
O monômero de estireno é utilizado na fabricação de plásticos, borrachas sintéticas e poliestireno expandido (isopor). Segundo especialistas, a exposição ao produto por inalação pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de dor de cabeça, tontura e náusea.
Desde a ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) atuam no resfriamento do tanque para controlar a temperatura e evitar novos riscos. A principal hipótese investigada pela corporação é de uma reação espontânea no interior da estrutura.
Apesar da contenção, o Corpo de Bombeiros continuará atuando na fábrica para manter o resfriamento do tanque.
Michel Castro/Rede Amazônica
Vazamento de gás tóxico em Manaus já deixou 414 pessoas atendidas e alerta para danos ambientais
reprodução JN
INFOGRÁFICO - Vazamento de gás deixa área isolada em Manaus.
g1 ...

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