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Mulher baleada em festa cobra justiça um ano após ataque em João Pessoa: 'Não foi só erro de uma pessoa'

G1 (Globo)
Mulher baleada em festa cobra justiça um ano após ataque em João Pessoa: 'Não foi só erro de uma pessoa'

Um ano depois, vítima de tiroteio espera por justiça
Quase um ano depois de ser baleada durante uma festa de pagode no bairro do Altiplano, na Zona Sul de João Pessoa, Juliana Batista ainda convive com as consequências do ataque. Atingida por um tiro no peito durante uma confusão no evento, ela passou por uma cirurgia de alto risco, perdeu oportunidades profissionais, faz uso contínuo de medicamentos e afirma que ainda aguarda uma resposta da Justiça.
“Não foi só o erro de uma pessoa. Foi um erro da organização do evento, de situações que poderiam ter sido evitadas. O que eu espero é que a justiça seja feita e que isso não volte a acontecer", comentou Juliana à TV Cabo Branco.
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Em entrevista à TV Cabo Branco, Juliana contou que a expectativa do dia era apenas aproveitar a noite ao lado dos amigos. A situação, porém, mudou em poucos segundos quando uma briga começou nas proximidades do palco e terminou com vários disparos de arma de fogo.
Segundo a vítima, a confusão se intensificou sem que houvesse uma intervenção eficaz da equipe de segurança.
“Era uma briga que vinha próximo do palco e não teve nenhuma intervenção efetiva de segurança. Quando eles começaram a se levantar, houve o primeiro disparo. Logo em seguida, o segundo disparo me atingiu", relembrou.
Juliana Batista sobreviveu após ter sido baleada em uma festa de pagode em João Pessoa
Reprodução/TV Cabo Branco
Juliana também questiona o atendimento prestado após os tiros. Ela afirma à TV Cabo Branco que não recebeu socorro imediato e diz que a ambulância disponível no local estava fechada no momento da ocorrência.
Levada ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, o caso dela foi o mais grave entre os três feridos. Exames apontaram perfurações no pulmão e no fígado, o que tornou necessária uma laparotomia, procedimento cirúrgico de grande porte utilizado para avaliar e tratar lesões internas.
Bala retirada do corpo de Juliana
Reprodução/TV Cabo Branco
Antes da cirurgia, os médicos explicaram os riscos do procedimento. Juliana afirma que acreditou que não sobreviveria e chegou a se despedir de amigos.
“Eu passei todas as minhas contas para uma amiga porque tinha certeza de que não iria resistir. Quando acordei da cirurgia, a primeira coisa que pensei foi: sobrevivi", comentou.
Apesar da recuperação, ela afirma que a vida não voltou ao que era antes. Além das sequelas físicas e psicológicas, Juliana conta que perdeu uma oportunidade de emprego porque estava hospitalizada e em recuperação quando foi convocada em um processo seletivo. Atualmente, faz tratamento com medicação controlada.
Ela também relata que, um mês após o atentado, o irmão, que tinha diagnóstico de esquizofrenia, foi assassinado. Segundo Juliana, o episódio agravou ainda mais o impacto provocado pelo crime.
Juliana passou por um longo processo de recuperação, e hoje faz uso de medicamentos controlados
Reprodução/TV Cabo Branco
Investigação aguarda conclusão de perícia
Em nota encaminhada à TV Cabo Branco, a organização responsável pelo evento informou que prestou atendimento às vítimas, colaborou com as autoridades desde o início da investigação e disponibilizou imagens e informações para auxiliar na identificação do autor dos disparos.
A Polícia Civil informou que o inquérito ainda depende da conclusão de uma perícia de confronto balístico. De acordo com a delegada responsável pelo caso, o laudo permanece pendente e, por isso, não há previsão para a conclusão da investigação nem informações sobre eventual identificação ou prisão do suspeito.
Agora no g1
Relembre o caso
Três pessoas foram baleadas durante uma festa de pagode realizada na madrugada de 12 de outubro, no bairro do Altiplano, em João Pessoa.
Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que um homem sacou uma arma durante uma discussão e efetuou vários disparos. Pessoas que estavam no local afirmaram que o suspeito seria um policial à paisana, mas ele ainda não foi oficialmente identificado.
As vítimas foram uma mulher de 32 anos e dois homens, de 29 e 31 anos. Todos foram socorridos para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Os dois homens receberam alta no mesmo dia, enquanto Juliana permaneceu internada devido à gravidade dos ferimentos.
Na época, a organização do evento informou que colaborava com as investigações e que aguardava a apuração das autoridades para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.
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