오픈뉴스백과
오늘의 이슈오늘 10장그래프ONP 브리핑
뉴스개체 사전회사공식 자료라이브용어사전뉴스로 배우기홈피드 제보내 편향
...

오픈뉴스백과

집단지성 기반 뉴스 검증 플랫폼. 다양한 시각으로 뉴스를 이해합니다.

서비스

오늘의 이슈홈라이브뉴스공식 자료용어사전소개

법적 고지

개인정보처리방침이용약관콘텐츠 이용 안내

문의

문의하기

본 플랫폼에서 제공하는 뉴스 콘텐츠의 저작권은 각 언론사에 있으며, 무단 복제 및 배포를 금지합니다.

RSS 피드를 통해 수집된 콘텐츠는 각 원저작자의 라이선스 조건을 따릅니다. 오픈 라이선스(CC-BY 등) 콘텐츠는 해당 라이선스에 따라 출처를 표기합니다.

오픈뉴스백과는 뉴스 집계 및 검증 플랫폼으로, 개별 기사의 내용에 대한 책임은 해당 언론사에 있습니다.

이용자가 작성한 피드백, 팩트체크, 독자 제보 등의 콘텐츠에 대한 책임은 해당 작성자에게 있습니다.

콘텐츠 제거·정정이 필요하시면 문의하기에 남겨 주세요.

© 2026 오픈뉴스백과 (OpenNewsPedia). All rights reserved.

오늘의 이슈
관련 뉴스33건9개 미디어
진보 성향 22%중도 성향 67%보수 성향 11%
Agencia Brasil
진보 성향 22%중도 성향 67%보수 성향 11%
G1 (Globo)
CartaCapital
Agencia Brasil
Poder360
Metrópoles
Brasil de Fato
Gazeta do Povo
Perfil
KOHA.net
세계
중도 성향

Por que o Brasil terá a maior tarifa média dos EUA na América do Sul

G1 (Globo)
Por que o Brasil terá a maior tarifa média dos EUA na América do Sul

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa ao chegar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, nos EUA
Evan Vucci / Reuters
O Brasil passa a ter nesta quarta-feira (22/07) a maior tarifa aplicada pelos Estados Unidos entre os países da América do Sul, quando passam a valer as novas taxas impostas por Donald Trump na semana passada. O dado é do Global Trade Alert (GTA), iniciativa do St. Gallen Endowment, centro de estudos independente sediado na Suíça e que compila estatísticas de comércio global.
➡️ Antes do novo tarifaço, o Brasil aparecia empatado com o Uruguai, com tarifa efetiva média de 11,66%, atrás apenas do Paraguai, com 12,92%.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Agora, com o novo tarifaço passar a valer, a tarifa de importação do Brasil passará para 18,17%, segundo o GTA, enquanto seus vizinhos — pelo menos por enquanto — seguirão com taxas bem menores.
Tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros entra em vigor
Essa percentagem calculada pelo GTA difere da alíquota de 25% anunciada por Trump porque considera o peso de cada produto na pauta exportadora e as exceções previstas nas novas regras.
Essa tarifa média valerá entre 22 de julho (quando passa a valer a Seção 301 para o Brasil) e 26 de julho, quando expirará outra tarifa de 10%, temporária, aplicada pela Seção 122 da Lei de Comércio dos EUA. A partir daí, o monitor estima uma tarifa de 14,42% para o Brasil.
No entanto, o alívio parcial deve durar pouco, e a média mais alta deve voltar a prevalecer. Isso porque o governo Trump já anunciou que pretende impor uma nova tarifa adicional para substituir a que vai expirar. Membros do governo Trump sinalizaram que a nova tarifa, que deve afetar dezenas de países, pode ser fixada entre 10% e 12,5%.
Mas por que o Brasil se tornou um dos principais alvos da política tarifária americana na região? Segundo especialistas, a resposta cruza pelo menos quatro dimensões: política, econômica, estratégica e diplomática.
Desalinhamento ideológico
Para Carlos Pio, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia e professor da Universidade de Brasília (UnB), a tarifa contra o Brasil reflete uma mudança mais ampla na doutrina comercial de Trump: da lógica de livre mercado para uma visão nacionalista, que prioriza proteger setores industriais afetados pela desindustrialização, além de favorecer alianças políticas em detrimento de protocolos diplomáticos tradicionais. "É uma ação política, mas não quer dizer que não seja uma ação que tenha propósito comercial", pondera.
Segundo Pio, o Brasil se torna alvo preferencial não só pela economia relativamente fechada e resistente à liberalização, mas por um desalinhamento ideológico somado à proximidade pessoal que o governo Bolsonaro cultivou com Trump. "Não é nem com a Casa Branca nem com o governo americano. É com o Trump", resume.
Essa lógica, diz o professor, também aparece em outras frentes da direita global apoiadas inicialmente por Trump — como Marine Le Pen, na França, e as "expectativas frustradas com [Giorgia] Meloni", na Itália, depois que ela adotou posições mais liberais.
"Como a PF [Polícia Federal] e o Supremo [Tribunal Federal] foram em cima do Bolsonaro, reforça esse outro lado de: aos meus amigos, tudo."
A comparação com a Argentina de Javier Milei, segundo Pio, reforça o argumento. "A Argentina também é protecionista como o Brasil, mas Milei está em uma condição distinta do Lula em relação à política."
Proximidade com a China
Jan Marcel, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acrescenta que o Brasil é a maior economia da América Latina e tem relevância comercial superior para os Estados Unidos do que os seus vizinhos, o que inclui produtos de maior valor agregado, como aeronaves, máquinas, petróleo, aço e produtos químicos.
Há ainda no tabuleiro a disputa entre Estados Unidos e China por influência global. Como o Brasil mantém relação econômica forte com a China e, ao mesmo tempo, segue como parceiro relevante dos EUA, "acaba ficando no centro dessa competição", diz Marcel, o que transforma a tarifa em instrumento de pressão sobre temas que vão muito além do comércio bilateral.
Instrumento de pressão política
Celso Figueiredo, advogado especialista em comércio internacional e professor de Relações Governamentais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que as tarifas comerciais de Trump deixaram de ser meras ferramentas econômicas para se tornarem instrumentos de pressão política e arrecadação fiscal, sob a doutrina America First: mais competitividade para produtos americanos, e mais receita para o governo também.
No caso brasileiro, porém, Figueiredo vê "componentes extras". "Quando a gente observa a nota publicada no começo de junho pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), e a decisão publicada em 15 de julho, o fundo técnico objetivo dessa decisão acaba sendo raso, o que leva a crer que, de fato, essa tomada de decisão tem um aspecto mais político", diz o advogado.
O especialista lembra que o atual patamar de taxação contra o Brasil estar acima dos pares da região também pode não ser definitivo.
Segundo ele, há, inclusive, uma investigação em curso contra 60 países (incluindo o Brasil), voltada a apurar se eles ganharam vantagem competitiva com ítens produzidos por meio dotrabalho forçado, o que demonstra, segundo o advogado, que o instrumento seguirá sendo usado para outras nações também.
Isso mostra, de acordo com o especialista, que os Estados Unidos monitoram de perto qualquer sinal que ameace a hegemonia do país, como também do dólar nas transações internacionais — como a ideia, discutida no âmbito do Brics, de uma moeda própria para o bloco de 11 países que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Uma escalada é provável?
Em nota divulgada após o anúncio dos EUA na semana passada, o governo federal brasileiro classificou a medida como "um marco lastimável" nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
Para o executivo brasileiro, não há justificativa para medidas unilaterais contra o Brasil e que a balança comercial é favorável aos EUA.
Uma fonte da Casa Branca citada pelo jornal O Globo sinalizou que qualquer retaliação brasileira forçaria os Estados Unidos a "potencialmente modificar" sua ação para "garantir a eliminação dessas práticas". "Se eles optarem, provavelmente haverá mais ações do nosso lado”.
Ainda assim, um cenário de escalada não é o mais provável, na visão de Figueiredo. A Lei de Reciprocidade, sancionada no ano passado após o primeiro tarifaço, ficou "engavetada", já que as tarifas foram derrubadas. Para o advogado e professor da FGV, o mesmo padrão deve se repetir agora e a retaliação direta "não é o que está na mesa".
Ele lembra que a nova lista de exceções tarifárias, semelhante à do ano anterior, deve protegerboa parte das exportações brasileiras, o que reduz a pressão para uma resposta mais dura. A aposta segue sendo a negociação diplomática. ...

전문 보기

이 뉴스, 어떠셨어요?

탭 한 번으로 반응 · 로그인 불필요

같은 사건, 다른 제목

진보 성향 24%중도 성향 73%보수 성향 3%
8건24건1건
진보 성향8

+4

중도 성향24

+20

보수 성향1
이 이슈 전체 보도 33건 보기
관련 뉴스 제보는 로그인 후 가능합니다.

'world' 카테고리 뉴스

Angara speeds up DepEd hiring to boost school operations

Philippine Daily Inquirer

Leyte town builds Eastern Visayas’ 1st market wastewater treatment plant

Philippine Daily Inquirer

PPP: Cops ‘harassing’ photojournalists clear violation of press freedom

Philippine Daily Inquirer

G1 Globo의 다른 기사

Sobe para 143 o número de cidades afetadas pelas chuvas no RS; mais de 200 pessoas estão fora de casa

G1 (Globo)

Baixada Santista tem mais de 200 mil eleitores com voto facultativo para eleições de 2026

G1 (Globo)

Brasileiro vive mais, mas passa 12,5 anos da vida com alguma doença, aponta estudo

G1 (Globo)

이 사건 개요

Novo tarifaço de Trump contra o Brasil começa nesta quarta-feira

33건 · 9개 미디어

관련 개체

Donald Trump
사건 전체 보기

피드백

피드백을 남기려면 로그인해 주세요.

🇧🇷CartaCapital

Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao trabalho forçado

🇧🇷CartaCapital

Novo tarifaço de Trump contra o Brasil começa nesta quarta-feira

🇧🇷Brasil de Fato - RSS

Desde 1970, indústria tabagista usa estratégias para atrair novos públicos. Dessa vez, jovens e mulheres

🇧🇷Brasil de Fato - RSS

Como o Brasil e a União Europeia estão buscando novos papeis na economia internacional

🇧🇷G1 (Globo)
보는 중

Por que o Brasil terá a maior tarifa média dos EUA na América do Sul

🇧🇷G1 (Globo)

Reciprocidade: ministro diz que Brasil vai usar instrumento quando for necessário: 'Precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo'

🇧🇷G1 (Globo)

Resumão diário #2071: Tarifaço de Trump contra o Brasil começa a valer; As novas regras para o trabalho no comércio em feriados; O que diz a ciência sobre os 'soros da beleza'

🇧🇷Agencia Brasil

Acusado pelos EUA, Brasil é referência no combate ao trabalho forçado

🇧🇷Gazeta do Povo - República

Lula manda recado a Trump e diz que o Brasil “não se entrega” às vésperas de nova tarifa