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Pré-candidatos ao governo do RS disputam espaço com críticas e promessas de gestão

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Pré-candidatos ao governo do RS disputam espaço com críticas e promessas de gestão

Painel da Ocergs entre os pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul
Diego Nuñez/g1
Os principais pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul protagonizaram um debate de ideias durante um painel realizado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do RS (Sistema Ocergs). Na ocasião, buscaram se diferenciar um do outro em propostas e em forma de governar.
Participaram do painel os pré-candidatos Gabriel Souza (MDB), vice-governador do estado; Luciano Zucco (PL), deputado federal e ex-líder da oposição na Câmara Federal; e Marcelo Maranata (PSDB), ex-prefeito do Guaíba. Juliana Brizola não compareceu, alegando motivos de saúde. (Veja abaixo)
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O evento foi um painel, e não um debate. Ou seja, não houve confronto direto nem troca de perguntas entre os postulantes ao Palácio Piratini. Houve quatro blocos temáticos em que todos responderam às mesmas perguntas, relacionadas a preparação contra eventos climáticos extremos, gargalos da economia gaúcha e cooperativismo.
Gabriel buscou destacar realizações do governo Eduardo Leite (PSD). Por isso, defende a continuidade do mesmo grupo político no Palácio Piratini: Leite foi governador por dois mandatos e, antes, o chefe do Executivo, José Ivo Sartori, era do seu partido.
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“Me sinto preparado para ser o próximo governador, mas principalmente para evitar retrocessos. O estado já viveu momentos com as contas desequilibradas, não tinha condições de fazer investimentos. A gente não pode retroceder e interrupções acabam proporcionando retrocesso”, declarou o emedebista.
Ele acredita que sua vantagem está na experiência adquirida como vice-governador do estado desde 2023: “A cadeira de governador é o pior lugar para aprender do zero a governar. Tem que chegar com uma certa bagagem”, disse.
Zucco reconheceu “avanços” no governo Leite, mas teve parte de seu foco destinado a afirmar que o governo estadual precisa entregar mais.
“Seria injusto se eu falasse que não houve avanço. Houve avanço, ainda mais depois do governo de esquerda, do Tarso (Genro, PT, ex-governador do RS). Mas foi suficiente? O RS é um estado que menos cresce, entre todos os estados da Federação, há mais de 20 anos”, pontuou.
O deputado também afirmou que o Rio Grande do Sul precisa voltar a ser protagonista em âmbito federal. “Nós temos de ter força política, não somos uma ilha. Tem de ter força na Câmara Federal, no Senado da República. Várias pautas passam por lá. Precisamos de liderança, de coragem, de força”.
Maranata se apresentou como um gestor que não é atrelado nem a Lula nem a Bolsonaro. Ligado à pauta municipalista, buscou destacar a importância que a experiência de prefeitura pode ter para o cargo de governo do estado.
“Eu queria saber onde é que é a prefeitura que qualquer um deles fez gestão. Onde é que é o posto de saúde, a escola. Ser prefeito é estar perto das pessoas no dia a dia, do empreendedor, de tomar a decisão. Tem que estar próximo, não existe jeito de a gente fazer", declarou.
Ele também fez críticas à polarização, destacando situações em que deputados gaúchos votaram de forma divergente em Brasília: “O Estado que está vivendo um problema climático, vai precisar de dinheiro. Então, vai ter de aprender a não só negociar entre nós. Na hora de votar um benefício para o Rio Grande do Sul, a nossa bancada se divide”, criticou.
A ausência da pré-candidata Juliana Brizola (PDT) não passou despercebida por seus adversários. Pelo contrário — foi ressaltada em diversos momentos por quem tomava a palavra.
O que diz a pré-campanha de Juliana
"Ao presidente Darci Hartmann, à diretoria da Ocergs e a todos os representantes do cooperativismo gaúcho,
A coordenação da pré-campanha de Juliana Brizola (PDT) informa que, por motivos de saúde, a pré-candidata não poderá participar do Painel dos Pré-Candidatos ao Governo do Estado, realizado nesta segunda-feira na sede da Ocergs.
Juliana Brizola lamenta profundamente a ausência em um encontro tão importante para o Rio Grande do Sul. Tem grande respeito pela Ocergs, pela sua trajetória em defesa do cooperativismo e pela contribuição decisiva que o setor oferece ao desenvolvimento econômico e social do nosso Estado.
Reafirma também seu respeito ao presidente Darci Hartmann, à diretoria da entidade, aos dirigentes das cooperativas e a todos os participantes do evento, agradecendo pelo convite e pela compreensão.
Juliana permanece à disposição para dialogar com o cooperativismo gaúcho, reconhecendo sua importância na construção de um Rio Grande do Sul mais desenvolvido e próspero.
Jonatas Ouriques Coordenação executiva pré-campanha"
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