Cabotegravir: Ministério vai pedir inclusão no SUS de medicamento injetável que previne o HIV

ONP 요약
Scientists announced two patients who stopped antiretroviral therapy and have no detectable HIV, suggesting possible cures. However, rising HIV cases in 21 countries and reduced prevention funding raise concerns about sustaining progress.
중도 성향:Scientific optimism tempered by caution — moderate outlets highlight breakthrough but warn that rising cases and funding cuts threaten progress
Cabotegravir é um medicamento injetável para prevenção do HIV
Divulgação
O Ministério da Saúde vai enviar na próxima semana à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) uma proposta para oferecer pelo SUS o cabotegravir, medicamento injetável usado na prevenção do HIV.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Conferência Internacional de Aids, que acontece nesta semana no Rio de Janeiro.
Segundo Padilha, o laboratório responsável pelo medicamento apresentou ao governo brasileiro um preço considerado adequado. O ministro não informou o valor negociado.
➡️ A apresentação do pedido, contudo, não significa que a injeção será imediatamente oferecida na rede pública.
A Conitec ainda deverá avaliar as evidências científicas, os custos e o impacto da possível incorporação antes de fazer uma recomendação ao Ministério da Saúde.
Diferentemente da PrEP disponível atualmente no SUS, que exige o uso de comprimidos, o cabotegravir é aplicado por meio de uma injeção a cada dois meses. Ele foi aprovado em 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A PrEP injetável é considerada a uma inovação para prevenção do HIV, já que ainda não há uma vacina disponível contra o vírus.
✅ Em 2021, o medicamento recebeu aprovação do FDA, agência reguladora dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso do cabotegravir para prevenção contra o vírus HIV em 2022.
💊 Hoje, a prevenção da infecção pelo HIV no Brasil é feita com a PrEP oral, uma combinação de dois remédios (tenofovir/entricitabina, conhecida como Truvada), disponibilizados gratuitamente pelo SUS.
O objetivo da PrEP é preparar o corpo para enfrentar um possível contato com o HIV – como uma relação sexual em que há risco de contato com o vírus, por exemplo.
Governo critica preço de injeção semestral
Ao anunciar o envio do cabotegravir à Conitec, o ministro da Saúde também criticou as condições apresentadas para a compra do lenacapavir, outra injeção usada na prevenção do HIV.
Diferentemente do cabotegravir, o lenacapavir precisa ser administrado apenas duas vezes por ano.
O medicamento já foi aprovado pela Anvisa, mas seu preço no Brasil ainda não foi definido e não há um valor comercial oficial no país.
Segundo Padilha, o governo tentou negociar o fornecimento da injeção semestral ao SUS, mas não chegou a um acordo com a fabricante.
O ministro afirmou que o Brasil se dispôs a pagar até dez vezes o valor oferecido a países de perfil econômico semelhante, como Indonésia e Tailândia, mas a proposta não foi aceita pela empresa.
“Inovação sem acesso é injustiça. Nós vemos com muita esperança as novas tecnologias de medicações injetáveis, de profilaxia prolongada do HIV e da Aids, mas exigimos que elas sejam oferecidas, sobretudo para os sistemas nacionais de saúde, com preços adequados, não preços estratosféricos”, afirmou.
Padilha disse que o governo não pretende avançar na incorporação do lenacapavir enquanto o preço apresentado for considerado incompatível com a capacidade de pagamento do sistema público.
“Não vamos drenar o recurso que é fruto dos impostos dos cidadãos brasileiros para o interesse de lucro de uma empresa apenas”, declarou.
O ministro não informou quais valores foram apresentados durante a negociação nem qual seria o preço considerado aceitável pelo Ministério da Saúde.
Qual a diferença para os remédios atuais?
As diferenças entre o cabotegravir e os medicamentos existentes hoje são, basicamente, duas: o novo remédio é injetável e de ação prolongada.
A principal vantagem disso é uma melhor adesão ao tratamento e à comodidade de tomar um remédio que faça efeito a médio e longo prazo.
As duas primeiras doses são aplicadas com quatro semanas de intervalo, seguidas de uma injeção a cada oito semanas. As aplicações são intramusculares na região dos glúteos.
Os medicamentos usados hoje para prevenir o HIV, em terapias conhecidas como profilaxia de pré-exposição (PrEP), são de uso oral e precisam ser tomados todos os dias para ter efeito.
O cabotegravir mostrou-se "seguro e altamente eficaz" em dois testes clínicos com mulheres, homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans que fazem sexo com homens. Os estudos foram feitos, inclusive, no Brasil – em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Após os ensaios, os pesquisadores concluiram que a eficácia do cabotegravir é 69% maior em comparação com os comprimidos orais diários. ...
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