Huawei propõe novo caminho para desenvolver chips em meio a sanções dos EUA
Estande da Huawei da World Artificial Intelligence Conference em Xangai, China, em julho de 2025
REUTERS/Go Nakamura
A companhia chinesa Huawei afirmou neste domingo (24, já segunda-feira, 25, em Xangai) que espera projetar chips de ponta até 2031 com densidade de transistores equivalente a processos de 1,4 nanômetro, apesar das sanções dos Estados Unidos. As sanções dificultam que a China obtenha os equipamentos necessários para fabricar esses chips.
A projeção foi feita em apresentação da Huawei sobre o que ela chama de "Lei de Escalonamento Tau" (Tau Scaling Law), um novo princípio proposto para aprimorar chips em um momento em que a indústria já não pode depender principalmente da redução do tamanho dos transistores.
Embora a empresa não tenha apresentado dados independentes de desempenho, a meta é significativa porque o processo de 1,4 nm deve estar próximo da fronteira global da fabricação avançada de chips no fim desta década.
A Huawei está sujeita a sanções dos Estados Unidos desde 2019. Na época, o governo americano disse haver risco de que a empresa atuasse em espionagem virtual para favorecer o governo chinês. No mesmo ano, o Google suspendeu seus principais acordos com a Huawei.
A companhia acabou desenvolvendo tecnologia própria para contornar as sanções - a exemplo de um sistema operacional para celulares da marca.
Agora no g1
De acordo com a última divulgação de resultados da empresa, a Huawei Technologies cresceu 2,2% em receita em 2025. O avanço foi impulsionado principalmente pelas áreas de infraestrutura de rede e de dispositivos de consumo, enquanto o negócio de computação em nuvem teve queda no faturamento.
A empresa, que tem sede em Shenzhen, alcançou receita de US$ 127,5 bilhões em 2025. O resultado mostra uma desaceleração significativa frente ao crescimento de 22,4% registrado em 2024.
O desempenho de 2025 representa a segunda maior receita anual da Huawei, abaixo apenas do recorde de US$ 128,9 bilhões obtido em 2020. O lucro líquido cresceu 8,6%, chegando a US$ 9,8 bilhões.
(Reportagem de Che Pan, Eduardo Baptista e Casey Hall; edição de Muralikumar Anantharaman) ...